O funcionamento da argumentação em estudantes com deficiência intelectual da rede municipal de educação de Venturosa-PE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: TAVARES, Phagner Ramos
Orientador(a): LEITÃO, Selma
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Psicologia Cognitiva
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66488
Resumo: A argumentação foi inserida como competência básica na Base Nacional Comum Curricular, o que tem enfatizado os estudos no campo educacional, em diversas vertentes, incluindo seu potencial epistêmico e metacognitivo. A argumentação é aqui tomada como processo cognitivo, especificamente um tipo de raciocínio e gênero discursivo, caracterizado pela tríade: argumento (ponto de vista mais justificativa), contra-argumento (questionamento ou oposição ao argumento) e resposta (reação do argumentador ao contra-argumento). Estudos centrados nessa tríade têm demonstrado o potencial da argumentação em engajar os sujeitos a revisar seu conhecimento (epistêmico) e a própria estrutura do pensamento (metacognitivo). Estes demonstram a diferenciação dos efeitos a partir das ações mediadoras em sala de aula, contudo têm tradicionalmente se voltado para os estudantes sem deficiência, por isso este trabalho objetivou analisar este funcionamento em pessoas com deficiência intelectual da Rede Municipal de Educação de Venturosa-PE. As pessoas com DI são caracterizadas por déficits nos processos da memória, atenção, raciocínio, linguagem e funções executivas. Considerando a argumentação como processo do raciocínio e da linguagem, justifica-se a importância de apreender como se caracterizaria nessa população. Para isso, a pesquisa foi realizada com três estudantes com deficiência intelectual, atendidos pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) na cidade de Venturosa – PE e sua professora. Como procedimento de pesquisa foram realizados e videogravados com autorização dos participantes e de seus responsáveis dois estudos durante o semestre letivo: 1. Análise dos núcleos de significação da professora sobre a deficiência intelectual e sua prática com estes. Como resultados, tivemos um vislumbre dos significados da professora sobre os estudantes identificando a valoração no uso de termos e na forma de interpretação de seus comportamentos, com o bom aluno e a aluna preguiçosa. Essas categorias incidem sobre a interpretação dos comportamentos dos estudantes e na disponibilização de turnos de fala e sua valoração. Estudo 2. Acompanhando as práticas ocorridas no AEE com os três estudantes, a professora e o pesquisador, sendo analisado através da tríade argumentativa (Leitão, 2007; 2012) e das estratégias discursivo-argumentativos. O estudo 2 contou com três fases: Fase I – Observação naturalística, sem modificação intencional do contexto do AEE; Fase II – com a proposição de Estratégias Potencialmente Argumentativas (EPA) pela professora e Fase III com a proposição de EPAs pelo pesquisador. Nas observações foi possível identificar que as ações mediadoras possibilitaram emergência dos movimentos argumentativos, corroborando com o marco histórico-cultural do contexto influindo sobre os processos cognitivos. Os estudantes apresentaram posicionamento (ponto de vista e resposta) em todas as situações, sendo apenas mediante as ações pragmáticas e argumentativas a explicitação de movimentos justificadores, com contra-argumentação e respostas complexas. Percebe-se a prática argumentativa envolta nos contextos de mediação disponibilizados para os estudantes, exercendo aumento de movimentos explicitos de reflexão em atividades de interação, em especial, na atividade RPG. O aumento em situações imaginativas reafirma a indicação de que estes sujeitos, possuem potencial para a abstração deste que haja espaço mediador para isso. Neste sentido, pode-se afirmar que as pessoas com DI podem argumentar, possuindo necessidade de contextos com ações mediadoras adequadas. Cabendo outros trabalhos para ampliar as caracterizações e construir modelo normativo que auxilie na maior compreensão de seu desenvolvimento.
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spelling TAVARES, Phagner Ramoshttp://lattes.cnpq.br/0738967241235232http://lattes.cnpq.br/4027966674464867LEITÃO, Selma2025-10-13T13:11:05Z2025-10-13T13:11:05Z2025-07-31TAVARES, Phagner Ramos. O funcionamento da argumentação em estudantes com deficiência intelectual da rede municipal de educação de Venturosa-PE. 2025. Tese (Doutorado em Psicologia Cognitiva) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66488A argumentação foi inserida como competência básica na Base Nacional Comum Curricular, o que tem enfatizado os estudos no campo educacional, em diversas vertentes, incluindo seu potencial epistêmico e metacognitivo. A argumentação é aqui tomada como processo cognitivo, especificamente um tipo de raciocínio e gênero discursivo, caracterizado pela tríade: argumento (ponto de vista mais justificativa), contra-argumento (questionamento ou oposição ao argumento) e resposta (reação do argumentador ao contra-argumento). Estudos centrados nessa tríade têm demonstrado o potencial da argumentação em engajar os sujeitos a revisar seu conhecimento (epistêmico) e a própria estrutura do pensamento (metacognitivo). Estes demonstram a diferenciação dos efeitos a partir das ações mediadoras em sala de aula, contudo têm tradicionalmente se voltado para os estudantes sem deficiência, por isso este trabalho objetivou analisar este funcionamento em pessoas com deficiência intelectual da Rede Municipal de Educação de Venturosa-PE. As pessoas com DI são caracterizadas por déficits nos processos da memória, atenção, raciocínio, linguagem e funções executivas. Considerando a argumentação como processo do raciocínio e da linguagem, justifica-se a importância de apreender como se caracterizaria nessa população. Para isso, a pesquisa foi realizada com três estudantes com deficiência intelectual, atendidos pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) na cidade de Venturosa – PE e sua professora. Como procedimento de pesquisa foram realizados e videogravados com autorização dos participantes e de seus responsáveis dois estudos durante o semestre letivo: 1. Análise dos núcleos de significação da professora sobre a deficiência intelectual e sua prática com estes. Como resultados, tivemos um vislumbre dos significados da professora sobre os estudantes identificando a valoração no uso de termos e na forma de interpretação de seus comportamentos, com o bom aluno e a aluna preguiçosa. Essas categorias incidem sobre a interpretação dos comportamentos dos estudantes e na disponibilização de turnos de fala e sua valoração. Estudo 2. Acompanhando as práticas ocorridas no AEE com os três estudantes, a professora e o pesquisador, sendo analisado através da tríade argumentativa (Leitão, 2007; 2012) e das estratégias discursivo-argumentativos. O estudo 2 contou com três fases: Fase I – Observação naturalística, sem modificação intencional do contexto do AEE; Fase II – com a proposição de Estratégias Potencialmente Argumentativas (EPA) pela professora e Fase III com a proposição de EPAs pelo pesquisador. Nas observações foi possível identificar que as ações mediadoras possibilitaram emergência dos movimentos argumentativos, corroborando com o marco histórico-cultural do contexto influindo sobre os processos cognitivos. Os estudantes apresentaram posicionamento (ponto de vista e resposta) em todas as situações, sendo apenas mediante as ações pragmáticas e argumentativas a explicitação de movimentos justificadores, com contra-argumentação e respostas complexas. Percebe-se a prática argumentativa envolta nos contextos de mediação disponibilizados para os estudantes, exercendo aumento de movimentos explicitos de reflexão em atividades de interação, em especial, na atividade RPG. O aumento em situações imaginativas reafirma a indicação de que estes sujeitos, possuem potencial para a abstração deste que haja espaço mediador para isso. Neste sentido, pode-se afirmar que as pessoas com DI podem argumentar, possuindo necessidade de contextos com ações mediadoras adequadas. Cabendo outros trabalhos para ampliar as caracterizações e construir modelo normativo que auxilie na maior compreensão de seu desenvolvimento.Argumentation has been incorporated as a core competency in the Brazilian National Common Curricular Base (BNCC), which has intensified research within the educational field from multiple perspectives, including its epistemic and metacognitive potential. In this study, argumentation is understood as a cognitive process—more specifically, a form of reasoning and a discursive genre—characterized by the triadic structure of argument (point of view with justification), counterargument (challenge or opposition to the argument), and response (the arguer’s reaction to the counterargument). Research focused on this triadic model has demonstrated the potential of argumentation to engage individuals in the revision of their knowledge (epistemic dimension) and in the restructuring of their thinking processes (metacognitive dimension). While such studies have highlighted the influence of mediating actions in classroom settings, they have traditionally concentrated on students without disabilities. Consequently, this study aimed to analyze how this process functions in individuals with intellectual disabilities (ID) within the municipal education system of Venturosa, Pernambuco. Individuals with ID are characterized by deficits in memory, attention, reasoning, language, and executive functioning. Given that argumentation involves both reasoning and language, it is essential to understand how this process manifests in this population. To this end, the research was conducted with three students with intellectual disabilities who were receiving Specialized Educational Support (Atendimento Educacional Especializado – AEE) in Venturosa–PE, as well as their teacher. Two studies were conducted over the academic semester and were video-recorded with the consent of the participants and their guardians. Study 1 involved an analysis of the teacher’s core meanings regarding intellectual disability and her pedagogical practice with the students. The findings revealed insights into how the teacher construed the students’ behaviors, often categorizing them in evaluative terms, such as "a good student" or "a lazy student." These categorizations shaped the interpretation of the students' behaviors and influenced the allocation and valuation of speaking turns. Study 2 followed classroom practices within the AEE setting involving the three students, the teacher, and the researcher. The data were analyzed through the lens of the argumentative triad (Leitão, 2007; 2012) and discursive-argumentative strategies. This study unfolded in three phases: Phase I, naturalistic observation, with no intentional modification of the AEE context; Phase II, implementation of Potentially Argumentative Strategies (EPAs) by the teacher; Phase III, implementation of EPAs by the researcher. Across these observations, it became evident that mediating actions facilitated the emergence of argumentative moves, aligning with the socio-historical framework that emphasizes the influence of context on cognitive processes. The students demonstrated their ability to take positions (through points of view and responses) in all observed situations. However, the articulation of justifications, counterarguments, and more complex responses only occurred in the presence of pragmatic and argumentative interventions. The argumentative practice involved in the mediation contexts provided to students is evident, resulting in an increase in explicit reflection in interactive activities, especially in the RPG activity. The increase in imaginative situations reaffirms the indication that these individuals have the potential for abstraction, provided there is a mediating space for this. In this sense, it can be stated that individuals with ID can argue, requiring contexts with appropriate mediating actions. Further work is needed to expand the characterizations and build a normative model that helps to better understand their development.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Psicologia CognitivaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessinclusãometacogniçãoações mediadoraslinguagemO funcionamento da argumentação em estudantes com deficiência intelectual da rede municipal de educação de Venturosa-PEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Phagner Ramos Tavares.pdfTESE Phagner Ramos Tavares.pdfapplication/pdf1553811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66488/1/TESE%20Phagner%20Ramos%20Tavares.pdff1944485a1a7566a1d01283320375ea8MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66488/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTTESE Phagner Ramos Tavares.pdf.txtTESE Phagner Ramos Tavares.pdf.txtExtracted texttext/plain338224https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66488/3/TESE%20Phagner%20Ramos%20Tavares.pdf.txta28567abe54429972db1f23c67a7d65dMD53THUMBNAILTESE Phagner Ramos Tavares.pdf.jpgTESE Phagner Ramos Tavares.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1326https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66488/4/TESE%20Phagner%20Ramos%20Tavares.pdf.jpg450d61010ac9431e2121370287c21f46MD54123456789/664882025-10-19 15:02:12.159oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66488VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-10-19T18:02:12Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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