Estudo da percepção dos fatores de risco psicossociais do trabalho no serviço público: análise comparativa entre os setores da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE) da UFPE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: SILVA, Elize Sampaio Nascimento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pós Graduação em Ergonomia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62144
Resumo: O cenário atual do trabalho apresenta desafios resultantes das novas formas de organização e do progresso tecnológico, que impactam a saúde física e mental dos trabalhadores. Os riscos psicossociais no ambiente laboral são fatores críticos, influenciando a saúde, o bem- estar e a produtividade. No serviço público, a percepção desses riscos ainda é pouco explorada, sendo necessário propor melhorias que favoreçam um ambiente mais equilibrado. O estudo teve como objetivo investigar a percepção dos servidores da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE) da UFPE quanto aos fatores de risco psicossociais e ergonômicos, além de sugerir recomendações para mitigar os riscos identificados. Foi realizado um estudo transversal, de abordagem mista, utilizando o Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ), questionários sociodemográficos e de abordagem de aspectos da ergonomia, além de reuniões participativas para identificação de problemas e soluções. A análise dos dados envolveu estatísticas descritivas e inferenciais. Os resultados destacaram exigências emocionais e cognitivas mais intensas entre mulheres e servidores jovens. Aqueles com mais de 10 anos de serviço relataram maior clareza nas funções, mas mais problemas de sono. A prática regular de atividade física foi associada a menor burnout e melhor saúde geral. Deficiências em ergonomia física (mobiliário inadequado, iluminação e climatização) e problemas organizacionais (comunicação ineficiente e burocracia) foram identificados, assim como variações entre os setores, com diferenças na interação social e no apoio mútuo. Por outro lado, foram reconhecidos aspectos positivos, como o apoio entre colegas e a valorização do trabalho, com potencial para fortalecer o ambiente organizacional. O estudo ressaltou a importância de integrar os riscos psicossociais e ergonômicos nos Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), em conformidade com as normas vigentes. O estudo reforça a necessidade de integrar os riscos psicossociais e ergonômicos ao PGR e recomenda intervenções ergonômicas, políticas de saúde mental e incentivos à prática de exercícios, promovendo um ambiente mais inclusivo e colaborativo.
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O estudo teve como objetivo investigar a percepção dos servidores da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE) da UFPE quanto aos fatores de risco psicossociais e ergonômicos, além de sugerir recomendações para mitigar os riscos identificados. Foi realizado um estudo transversal, de abordagem mista, utilizando o Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ), questionários sociodemográficos e de abordagem de aspectos da ergonomia, além de reuniões participativas para identificação de problemas e soluções. A análise dos dados envolveu estatísticas descritivas e inferenciais. Os resultados destacaram exigências emocionais e cognitivas mais intensas entre mulheres e servidores jovens. Aqueles com mais de 10 anos de serviço relataram maior clareza nas funções, mas mais problemas de sono. A prática regular de atividade física foi associada a menor burnout e melhor saúde geral. Deficiências em ergonomia física (mobiliário inadequado, iluminação e climatização) e problemas organizacionais (comunicação ineficiente e burocracia) foram identificados, assim como variações entre os setores, com diferenças na interação social e no apoio mútuo. Por outro lado, foram reconhecidos aspectos positivos, como o apoio entre colegas e a valorização do trabalho, com potencial para fortalecer o ambiente organizacional. O estudo ressaltou a importância de integrar os riscos psicossociais e ergonômicos nos Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), em conformidade com as normas vigentes. O estudo reforça a necessidade de integrar os riscos psicossociais e ergonômicos ao PGR e recomenda intervenções ergonômicas, políticas de saúde mental e incentivos à prática de exercícios, promovendo um ambiente mais inclusivo e colaborativo.The current work scenario presents challenges arising from new organizational forms and technological progress, which impact workers' physical and mental health. Psychosocial risks in the workplace are critical factors influencing health, well-being, and productivity. In the public sector, the perception of these risks remains underexplored, making it necessary to propose improvements that promote a more balanced environment. This study aimed to investigate the perception of psychosocial and ergonomic risk factors among employees of the Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE) at UFPE and to suggest recommendations to mitigate the identified risks. A cross- sectional study with a mixed-methods approach was conducted using the Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ), sociodemographic and ergonomic questionnaires, and participatory meetings to identify problems and solutions. Data analysis included descriptive and inferential statistics. The results highlighted higher emotional and cognitive demands among women and younger employees. Those with more than 10 years of service reported greater role clarity but more sleep problems. Regular physical activity was associated with lower burnout and better overall health. Deficiencies in physical ergonomics (inadequate furniture, lighting, and climate control) and organizational issues (inefficient communication and bureaucracy) were identified, as well as variations between departments, with differences in social interaction and mutual support. On the other hand, positive aspects were recognized, such as peer support and work appreciation, with the potential to strengthen the organizational environment. The study emphasized the importance of integrating psychosocial and ergonomic risks into Risk Management Programs (PGR), in compliance with current regulations. The study reinforces the need to integrate psychosocial and ergonomic risks into the PGR and recommends ergonomic interventions, mental health policies, and incentives for physical activity, promoting a more inclusive and collaborative work environment.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pós Graduação em ErgonomiaMAZZONI, Cláudia Ferreirahttp://lattes.cnpq.br/6868959602669987http://lattes.cnpq.br/5064064233959279SILVA, Elize Sampaio Nascimento2025-04-04T18:30:22Z2025-04-04T18:30:22Z2025-01-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Elize Sampaio Nascimento. Estudo da percepção dos fatores de risco psicossociais do trabalho no serviço público: análise comparativa entre os setores da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE) da UFPE. 2025. Dissertação (Mestrado em Ergonomia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62144porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-04-05T05:26:37Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/62144Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-04-05T05:26:37Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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