Drag Queens brasileiras: uma análise das suas performatividades de influência em mídias sociais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Stenio Barros de
Orientador(a): LEÃO, André Luiz Maranhão de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Administracao
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67657
Resumo: Esta pesquisa investiga como drag queens brasileiras performatizam influência digital nas mídias sociais, entendendo a influência não apenas como um papel, mas como performatividade, um conjunto citacional de atos corporais, discursivos e imagéticos que tornam-se legíveis, valorizados e circuláveis por audiências, marcas e plataformas. Ancorada na Consumer Culture Theory (CCT) e na teoria da performatividade de gênero de Judith Butler, a pesquisa adota abordagem qualitativa e netnográfica para observar práticas sociomidiáticas de drag queens brasileiras influenciadoras no Instagram, ao longo de 2024, com foco em seis perfis de grande alcance. O desenho interpretativo da pesquisa articula três camadas: (i) um repertório de performances drag; (ii) regimes de inteligibilidade que moldam o reconhecível e o valorizável; e (iii) performatividades drags de influência digital que sintetizam efeitos socioculturais recorrentes. Os resultados mostram que as drags performam influência digital ao combinar competências artísticas e de gestão (montação, humor, moda, canto, didática, curadoria estética, storytelling, métricas), à codificação em linguagens plurais e diferentes formatos de linguagens midiáticas em plataformas (reels, stories, legendas, sons, filtros, memes, trends) e à negociação contínua de normas de gênero, sexualidade, moralidade e consumo. O circuito analítico PD > RI > P evidencia que a influência é efeito performativo relacional, dependente de citacionalidade, reconhecimento e governança algorítmica. A análise consolida oito performatividades que revelam formas organizadas de fazer influência sob condições de plataformização e moralidades, num cenário brasileiro de alta visibilidade drag e persistentes violências anti-LGBTQIAPN+. As contribuições da pesquisa incluem: (a) proposição da influência digital como performatividade; (b) sistematização das performatividades drags como categorias analíticas aplicáveis a contextos semelhantes; (c) acoplamento entre CCT, performatividade de gênero e regimes de inteligibilidade para explicar a produção de valor simbólico em plataformas; (d) metodologicamente, a pesquisa contribui com a aplicação dos protocolos netnográficos (AKAFans), com atenção ética a populações LGBTQIAPN+; e (e) empiricamente, oferece um mapa denso das linguagens drag em mídias sociais, com implicações para marcas, organizações culturais e políticas públicas (educação plural, diversidade, segurança digital).
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Ancorada na Consumer Culture Theory (CCT) e na teoria da performatividade de gênero de Judith Butler, a pesquisa adota abordagem qualitativa e netnográfica para observar práticas sociomidiáticas de drag queens brasileiras influenciadoras no Instagram, ao longo de 2024, com foco em seis perfis de grande alcance. O desenho interpretativo da pesquisa articula três camadas: (i) um repertório de performances drag; (ii) regimes de inteligibilidade que moldam o reconhecível e o valorizável; e (iii) performatividades drags de influência digital que sintetizam efeitos socioculturais recorrentes. Os resultados mostram que as drags performam influência digital ao combinar competências artísticas e de gestão (montação, humor, moda, canto, didática, curadoria estética, storytelling, métricas), à codificação em linguagens plurais e diferentes formatos de linguagens midiáticas em plataformas (reels, stories, legendas, sons, filtros, memes, trends) e à negociação contínua de normas de gênero, sexualidade, moralidade e consumo. O circuito analítico PD > RI > P evidencia que a influência é efeito performativo relacional, dependente de citacionalidade, reconhecimento e governança algorítmica. A análise consolida oito performatividades que revelam formas organizadas de fazer influência sob condições de plataformização e moralidades, num cenário brasileiro de alta visibilidade drag e persistentes violências anti-LGBTQIAPN+. As contribuições da pesquisa incluem: (a) proposição da influência digital como performatividade; (b) sistematização das performatividades drags como categorias analíticas aplicáveis a contextos semelhantes; (c) acoplamento entre CCT, performatividade de gênero e regimes de inteligibilidade para explicar a produção de valor simbólico em plataformas; (d) metodologicamente, a pesquisa contribui com a aplicação dos protocolos netnográficos (AKAFans), com atenção ética a populações LGBTQIAPN+; e (e) empiricamente, oferece um mapa denso das linguagens drag em mídias sociais, com implicações para marcas, organizações culturais e políticas públicas (educação plural, diversidade, segurança digital).This research investigates how Brazilian drag queens performs digital influence on social media, conceiving influence not merely as a role but as performativity, a citational ensemble of bodily, discursive and visual acts that become legible, valorised and circulable by audiences, brands and platforms. Anchored in Consumer Culture Theory (CCT) and Judith Butler’s theory of gender performativity, the research adopts a qualitative, netnographic approach to observe the socio-media practices of Brazilian drag queen influencers on Instagram throughout 2024, focusing on six high-reach profiles. The interpretive design articulates three layers: (i) a repertoire of drag performances; (ii) regimes of intelligibility that shape what is recognisable and valorisable; and (iii) drag performativities of digital influence that synthesise recurrent socio-cultural effects. Findings show that drags perform digital influence by combining artistic and managerial competences (montage, humour, fashion, singing, pedagogy, aesthetic curation, storytelling, metrics), encoding them in plural media languages and platform formats (reels, stories, captions, sounds, filters, memes, trends), and continuously negotiating norms of gender, sexuality, morality and consumption. The PD > RI > P analytic circuit evidences that influence is a relational performative effect, dependent on citationality, recognition and algorithmic governance. The analysis consolidates eight performativities that reveal organised modes of doing influence under conditions of platformisation and algorithmic moralities, within a Brazilian scenario of high drag visibility and persistent anti-LGBTQIAPN+ violence. The study contributes by: (a) proposing digital influence as performativity; (b) systematising drag performativities as analytical categories applicable to similar contexts; (c) coupling CCT, gender performativity and regimes of intelligibility to explain the production of symbolic value on platforms; (d) methodologically, advancing netnographic protocols (AKAFans) with ethical attentiveness to LGBTQIAPN+ populations; and (e) empirically, offering a dense map of drag languages on social media, with implications for brands, cultural organisations and public policy (plural education, diversity and digital safety).porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em AdministracaoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessDrag queensPerformatividade de gêneroInfluência digitalConsumer Culture TheoryNetnografiaDrag Queens brasileiras: uma análise das suas performatividades de influência em mídias sociaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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