Relação entre formas espontâneas de comunicação e desempenho ortográfico de crianças : um estudo com o dispositivo didático Jogo de comunicação por telefone
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/4132 |
Resumo: | O objetivo deste estudo foi o de analisar a relação entre o conhecimento das correspondências fonográficas da norma ortográfica do português (regulares diretas e contextuais e irregulares) e as formas de comunicação (repetição da mensagem, silabação e comentários sobre a escrita) adotadas em três situações textuais (anúncio, receita de bolo e convite) inscritas numa situação didática de significação. Participaram 40 crianças, pertencentes a dois grupos socioculturais, distribuídas nas quatro séries iniciais do Ensino Fundamental, sendo 20 oriundas de uma escola pública e 20, de uma escola particular. Com quatro conjuntos de objetivos específicos, analisamos: 1) o desempenho na notação de correspondências regulares diretas, regulares contextuais e irregulares; 2) o desempenho na notação de correspondências regulares diretas, regulares contextuais e irregulares nas situações textuais (anúncio, receita de bolo e convite; 3) a produção das formas de comunicação produzidas em cada situação textual (anúncio, receita de bolo e convite); 4) a comparação do desempenho na notação das correspondências fonográficas (regulares diretas e contextuais e irregulares) com o emprego de formas de comunicação (repetição da mensagem, silabação e comentários sobre a escrita). Os sujeitos foram submetidos a uma situação didática concebida como uma comunicação a distância (jogo de faz-de-conta) que utilizou um ditado para comunicar uma mensagem. Os resultados mostram que: 1) os erros dos sujeitos quando notaram as correspondências fonográficas regulares (direta e contextual) e irregulares são erros de natureza fonológica, sendo que os erros mais cometidos foram referentes às restrições contextuais e irregulares. Indicaram que os desempenhos dos três tipos de correspondências foram mais fáceis para o grupo sociocultural da escolar particular, tendo os regulares (direta e contextual) se concentrado na 1ª série, enquanto os irregulares apresentaram uma variação decrescente entre a 1ª e a 2ª séries e entre a 3ª e a 4ª séries. O desempenho nas correspondências contextuais foi influenciado pelos fatores grupo sociocultural e escolaridade. 2) Observou-se que a variação do desempenho na notação ortográfica se deveu mais à escola pública do que a cada situação textual e que a variação do desempenho entre séries decorreu muito mais dos erros cometidos pelos alunos da escola pública do que de cada situação textual. Além disso, não foi encontrada correlação significativa entre o domínio de cada correspondência fonográfica estudada e cada situação textual. 3) Não foi encontrada relação significativa entre formas globais de comunicação e o conjunto de situações textuais, nem entre o comentário a respeito de qual letra utilizar na notação e o comentário sobre a paragrafação e as situações textuais. Exceção verificada para a pontuação que variou com o gênero textual. A relação entre produção de formas de comunicação conforme a situação textual, em função dos grupos socioculturais e de escolaridade, não foi também significativa. 4) Não houve correlação entre notação de correspondências fonográficas (regulares diretas e contextuais e irregulares) e as formas de comunicação (repetição da mensagem, silabação e comentários sobre a escrita), mas observaram-se correlações entre repetição de mensagem, silabação e comentários sobre a escrita. Em suma, firma-se a convicção de que as situações textuais não influenciaram nem a notação das correspondências ortográficas, nem as formas de comunicação, evidenciando o tipo de situação que, sendo de natureza pragmática, conduz à reflexão sobre o sentido da aprendizagem da ortografia, ao destacar em qual situação é preciso ortografar. Enfim, o ditado como uma situação de ordem do conhecimento, concernente à diversidade das tarefas cognitivas, diferentes em razão da especificidade do conhecimento ortográfico e de sua verbalização (novas situações produzidas pelos sujeitos), juntamente com os fatores grupo sociocultural, escolaridade, características das correspondências fonográficas e uso das palavras influenciaram os desempenhos infantis |
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Eliana Matos de Figueiredo Lima, MariaGomes de Morais, Artur 2014-06-12T17:20:03Z2014-06-12T17:20:03Z2007Eliana Matos de Figueiredo Lima, Maria; Gomes de Morais, Artur. Relação entre formas espontâneas de comunicação e desempenho ortográfico de crianças : um estudo com o dispositivo didático Jogo de comunicação por telefone. 2007. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/4132O objetivo deste estudo foi o de analisar a relação entre o conhecimento das correspondências fonográficas da norma ortográfica do português (regulares diretas e contextuais e irregulares) e as formas de comunicação (repetição da mensagem, silabação e comentários sobre a escrita) adotadas em três situações textuais (anúncio, receita de bolo e convite) inscritas numa situação didática de significação. Participaram 40 crianças, pertencentes a dois grupos socioculturais, distribuídas nas quatro séries iniciais do Ensino Fundamental, sendo 20 oriundas de uma escola pública e 20, de uma escola particular. Com quatro conjuntos de objetivos específicos, analisamos: 1) o desempenho na notação de correspondências regulares diretas, regulares contextuais e irregulares; 2) o desempenho na notação de correspondências regulares diretas, regulares contextuais e irregulares nas situações textuais (anúncio, receita de bolo e convite; 3) a produção das formas de comunicação produzidas em cada situação textual (anúncio, receita de bolo e convite); 4) a comparação do desempenho na notação das correspondências fonográficas (regulares diretas e contextuais e irregulares) com o emprego de formas de comunicação (repetição da mensagem, silabação e comentários sobre a escrita). Os sujeitos foram submetidos a uma situação didática concebida como uma comunicação a distância (jogo de faz-de-conta) que utilizou um ditado para comunicar uma mensagem. Os resultados mostram que: 1) os erros dos sujeitos quando notaram as correspondências fonográficas regulares (direta e contextual) e irregulares são erros de natureza fonológica, sendo que os erros mais cometidos foram referentes às restrições contextuais e irregulares. Indicaram que os desempenhos dos três tipos de correspondências foram mais fáceis para o grupo sociocultural da escolar particular, tendo os regulares (direta e contextual) se concentrado na 1ª série, enquanto os irregulares apresentaram uma variação decrescente entre a 1ª e a 2ª séries e entre a 3ª e a 4ª séries. O desempenho nas correspondências contextuais foi influenciado pelos fatores grupo sociocultural e escolaridade. 2) Observou-se que a variação do desempenho na notação ortográfica se deveu mais à escola pública do que a cada situação textual e que a variação do desempenho entre séries decorreu muito mais dos erros cometidos pelos alunos da escola pública do que de cada situação textual. Além disso, não foi encontrada correlação significativa entre o domínio de cada correspondência fonográfica estudada e cada situação textual. 3) Não foi encontrada relação significativa entre formas globais de comunicação e o conjunto de situações textuais, nem entre o comentário a respeito de qual letra utilizar na notação e o comentário sobre a paragrafação e as situações textuais. Exceção verificada para a pontuação que variou com o gênero textual. A relação entre produção de formas de comunicação conforme a situação textual, em função dos grupos socioculturais e de escolaridade, não foi também significativa. 4) Não houve correlação entre notação de correspondências fonográficas (regulares diretas e contextuais e irregulares) e as formas de comunicação (repetição da mensagem, silabação e comentários sobre a escrita), mas observaram-se correlações entre repetição de mensagem, silabação e comentários sobre a escrita. Em suma, firma-se a convicção de que as situações textuais não influenciaram nem a notação das correspondências ortográficas, nem as formas de comunicação, evidenciando o tipo de situação que, sendo de natureza pragmática, conduz à reflexão sobre o sentido da aprendizagem da ortografia, ao destacar em qual situação é preciso ortografar. Enfim, o ditado como uma situação de ordem do conhecimento, concernente à diversidade das tarefas cognitivas, diferentes em razão da especificidade do conhecimento ortográfico e de sua verbalização (novas situações produzidas pelos sujeitos), juntamente com os fatores grupo sociocultural, escolaridade, características das correspondências fonográficas e uso das palavras influenciaram os desempenhos infantisporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessOrtografiaNotaçãoDesempenho ortográficoFatores que influenciam a aprendizagem da ortografiaDidática da língua portuguesaRelação entre formas espontâneas de comunicação e desempenho ortográfico de crianças : um estudo com o dispositivo didático Jogo de comunicação por telefoneinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo5526_1.pdf.jpgarquivo5526_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1350https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/4132/4/arquivo5526_1.pdf.jpg378b0d61d7e7035c4b598e638045b116MD54ORIGINALarquivo5526_1.pdfapplication/pdf2616742https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/4132/1/arquivo5526_1.pdfa05cb5a179c70f66f60e77981d92a0b7MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/4132/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo5526_1.pdf.txtarquivo5526_1.pdf.txtExtracted texttext/plain680827https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/4132/3/arquivo5526_1.pdf.txt887ca9d7932a8349e0be0abb27e4f66fMD53123456789/41322019-10-25 13:32:39.441oai:repositorio.ufpe.br:123456789/4132Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T16:32:39Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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