Diálogos entre Psicologia e Feminismo(s): possibilidades de atuação da Psicologia na rede de enfrentamento à violência contra as mulheres no Grande Recife-PE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: ROCHA, Luciana Lins de Carvalho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/26595
Resumo: Este estudo teve por objetivo investigar as possíveis influências das teorias feministas e de gênero nas práticas de psicólogas atuantes na rede de enfrentamento à violência contra mulheres no Grande Recife – PE. E como objetivos específicos: 1) Identificar as possibilidades de atuação dessas profissionais dentro da rede; posteriormente 2) Examinar se há influencias do(s) feminismo(s) nas práticas das psicólogas entrevistadas; além de 3) Refletir sobre a inserção da psicologia dentro da rede de enfrentamento à violência contra mulher, tomando como ponto de tensão o fato de ser essa uma seara de reivindicações históricas do(s) movimento(s) feminista(s). A fim de contemplar esses objetivos, nos apoiamos nos referenciais teórico-metodológicos das epistemologias feministas. Dessa forma, nosso estudo realizou entrevistas semiestruturadas com nove psicólogas distribuídas em sete centros da rede. Foi utilizada a análise de conteúdo como recurso analítico dos dados obtidos durante a realização da pesquisa. Observamos que o diálogo com as epistemologias feministas fortalece o avanço da psicologia e a sua consolidação em espaços outros, para além da clínica. Além disso, a perspectiva feminista tem favorecido o desenvolvimento de olhares em psicologia que privilegiam a compreensão da subjetividade como sendo algo de uma inscrição social, rejeitando leituras meramente individualizantes. Ser feminista em psicologia demonstrou ser uma importante ferramenta de intervenção política, uma vez que representa a subversão de conceitos legitimadores de opressões às mulheres. A falta de referencial teórico-prático sobre a atuação da psicologia em contextos de violência contra as mulheres indica a urgente necessidade de inclusão de temas sociais – tais como violência, gênero, políticas públicas, dentre outros – nos cursos de graduação em psicologia. Apesar de, em alguns espaços, o fazer da psicologia ainda estar em pleno processo de desenvolvimento, os desafios apresentados revelam a construção de novas práticas e saberes que se desenrolam a partir da inclusão da psicologia na Rede de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres no Grande Recife – PE.
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A fim de contemplar esses objetivos, nos apoiamos nos referenciais teórico-metodológicos das epistemologias feministas. Dessa forma, nosso estudo realizou entrevistas semiestruturadas com nove psicólogas distribuídas em sete centros da rede. Foi utilizada a análise de conteúdo como recurso analítico dos dados obtidos durante a realização da pesquisa. Observamos que o diálogo com as epistemologias feministas fortalece o avanço da psicologia e a sua consolidação em espaços outros, para além da clínica. Além disso, a perspectiva feminista tem favorecido o desenvolvimento de olhares em psicologia que privilegiam a compreensão da subjetividade como sendo algo de uma inscrição social, rejeitando leituras meramente individualizantes. Ser feminista em psicologia demonstrou ser uma importante ferramenta de intervenção política, uma vez que representa a subversão de conceitos legitimadores de opressões às mulheres. A falta de referencial teórico-prático sobre a atuação da psicologia em contextos de violência contra as mulheres indica a urgente necessidade de inclusão de temas sociais – tais como violência, gênero, políticas públicas, dentre outros – nos cursos de graduação em psicologia. Apesar de, em alguns espaços, o fazer da psicologia ainda estar em pleno processo de desenvolvimento, os desafios apresentados revelam a construção de novas práticas e saberes que se desenrolam a partir da inclusão da psicologia na Rede de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres no Grande Recife – PE.FACEPEIn this research we investigate the possible influence of feminist and gender theories in psychologists practice working in the violence against women network in the Grande Recife - PE. The specific objectives were: 1) To identify the possibilities of action of these professionals within the network; then 2) consider whether there influences of feminisms and the feminist and gender theories in the practices of psychologists; plus 3) Reflect on the inclusion of psychology in the violence against women network taking as point of tension the fact that this is one of many of historical claims of feminist(s) movement(s) In order to address these objectives, we rely on especially in theoretical and methodological framework of feminist epistemology. Thus, our study initially conducted a survey together with the Secretarias da Mulher do Recife e Pernambuco aiming to identify where the psychologists were located within the violence against women network. Later, semi-structured interviews were conducted with nine psychologists distributed in seven network centers. Content analysis was used as analytical resource of the obtained data during the research. We observed that most of the respondents considered themselves feminists. The insertion of these professionals in the violence against women network as well as causing destabilization in the use of certain concepts and categories in psychology, open to discipline the need for discussions on the possibilities of (re) construction of therapeutic spaces that take into account analytical factors, intersected, important as gender, race, class, sexuality and ethnicity for example. Then, before new contexts - the public policies for addressing violence against women – we concluded that the place of psychology in some of the devices on the network is not yet clear, nor the activities are given with obviousness, and at times, is difficult to distinguish an action that is peculiar psychology. Then arises the question of traditional models that supported long psychology in the doings and provoking reflections on the need to (re) construction of new places, knowledge and practices.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em PsicologiaCORDEIRO, Rosineide de Lourdes Meirahttp://lattes.cnpq.br/1516021276082326http://lattes.cnpq.br/6347300386755274ROCHA, Luciana Lins de Carvalho2018-09-17T17:48:42Z2018-09-17T17:48:42Z2015-05-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/26595porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-26T05:45:22Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/26595Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T05:45:22Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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