Restrição calórica e tratamento com senolíticos em camundongos fêmeas jovens em estropausa induzida
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Bioquímica e Bioprospecção
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
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| Link de acesso: | http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19530 |
Resumo: | A população mundial está envelhecendo e atualmente já se observa um crescimento importante de pessoas com 60 anos ou mais, sendo esta população majoritariamente femina. No Brasil, a mudança demográfica e epidemiológica, bem como melhorias do sistema de saúde nas últimas décadas, resultaram tanto na progressão do número mulheres idosas, como do tempo que elas vivem em menopausa. A menopausa é comumente associada a alterações e doenças crônicas que se associam ao envelhecimento e senescência celular. Com base nisso, nosso objetivo foi avaliar os efeitos da restrição calórica (RC) e do tratamento com os senolíticos dasatinibe e quercetina (D+Q) ou fisetina em um modelo de estropausa quimicamente induzida com diepóxido de 4-vinilciclohexano (VCD) em fêmeas jovens. O intuito deste estudo é mimetizar os efeitos do envelhecimento associado ao estado de estropausa. Para isso, aos dois meses de idade as fêmeas foram submetidas a indução química da estropausa com VCD por 20 dias consecutivos e, após confirmação da estropausa por citologia vaginal, foram submetidas a protocolos experimentais distintos, com RC ou tratamento com senolíticos. O protocolo de RC de 30% durou 4 meses e os tratamentos D+Q e fisetina foram realizados por 6 meses. Nossos achados demonstraram que a estropausa se associou com uma maior média de peso corporal, porém não teve efeitos significativos em relação ao acúmulo de gordura em ambos os experimentos. A RC de 30% foi capaz de reduzir significativamente o peso e quantidade de gordura corporal, se apresentando bastante intensa nas fêmeas estropausa submetidas a RC, porém não foram observadas outras influências claras da estropausa na resposta a RC de 30%. Nas fêmeas tratadas com senolíticos não foram observados efeitos relevantes relacionadoas a alterações metábolicas entre fêmeas cíclicas e estropausa. O estresse oxidativo no tecido adiposo e hepático também foi semelhante entre as fêmeas cíclicas e em estropausa, independente do tratamento senolítico. Entretanto, a estropausa diminuiu a atividade da catalase (CAT) no tecido adiposo em todos os grupos. A fisetina reduziu os níveis de ERO no tecido hepático das fêmeas estropausa em comparação as fêmeas dos grupos placebo cíclico e estropausa. A estropausa e o tratamento com senolíticos não influenciaram a atividade da beta-galactosidase associada à senescência nos tecidos adiposo e hepático. Nos ovários as fêmeas em estropausa apresentaram o maior percentual de células senescentes comparado as fêmeas cíclicas, reforçando o efeito ovotóxico e localizado do VCD no ovário. No entanto, o tratamento senolítico não foi capaz de diminuir a senescência ovariana induzida pela estropausa e não foram observadas diferenças no percentual de fibrose e macrófagos entre fêmeas estropausa e ciclícas. No geral, nossos achados sugerem que a estropausa gera poucas alterações metabólicas em fêmeas jovens e que a RC e o tratamento com senolíticos não tiveram efeitos protetores em relação ao estresse oxidativo e senescência celular, sugerindo que essas alterações podem estar mais associadas ao processo natural de envelhecimento que o estado de estropausa. |
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2026-01-29T12:57:00Z2026-01-292026-01-29T12:57:00Z2023-12-19ÁVILA, Bianca Machado de. Restrição calórica e tratamento com senolíticos em camundongos fêmeas jovens em estropausa induzida. 2023. 116 f. Tese (Doutorado em Bioquímica e Bioprospecção) - Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2023.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19530A população mundial está envelhecendo e atualmente já se observa um crescimento importante de pessoas com 60 anos ou mais, sendo esta população majoritariamente femina. No Brasil, a mudança demográfica e epidemiológica, bem como melhorias do sistema de saúde nas últimas décadas, resultaram tanto na progressão do número mulheres idosas, como do tempo que elas vivem em menopausa. A menopausa é comumente associada a alterações e doenças crônicas que se associam ao envelhecimento e senescência celular. Com base nisso, nosso objetivo foi avaliar os efeitos da restrição calórica (RC) e do tratamento com os senolíticos dasatinibe e quercetina (D+Q) ou fisetina em um modelo de estropausa quimicamente induzida com diepóxido de 4-vinilciclohexano (VCD) em fêmeas jovens. O intuito deste estudo é mimetizar os efeitos do envelhecimento associado ao estado de estropausa. Para isso, aos dois meses de idade as fêmeas foram submetidas a indução química da estropausa com VCD por 20 dias consecutivos e, após confirmação da estropausa por citologia vaginal, foram submetidas a protocolos experimentais distintos, com RC ou tratamento com senolíticos. O protocolo de RC de 30% durou 4 meses e os tratamentos D+Q e fisetina foram realizados por 6 meses. Nossos achados demonstraram que a estropausa se associou com uma maior média de peso corporal, porém não teve efeitos significativos em relação ao acúmulo de gordura em ambos os experimentos. A RC de 30% foi capaz de reduzir significativamente o peso e quantidade de gordura corporal, se apresentando bastante intensa nas fêmeas estropausa submetidas a RC, porém não foram observadas outras influências claras da estropausa na resposta a RC de 30%. Nas fêmeas tratadas com senolíticos não foram observados efeitos relevantes relacionadoas a alterações metábolicas entre fêmeas cíclicas e estropausa. O estresse oxidativo no tecido adiposo e hepático também foi semelhante entre as fêmeas cíclicas e em estropausa, independente do tratamento senolítico. Entretanto, a estropausa diminuiu a atividade da catalase (CAT) no tecido adiposo em todos os grupos. A fisetina reduziu os níveis de ERO no tecido hepático das fêmeas estropausa em comparação as fêmeas dos grupos placebo cíclico e estropausa. A estropausa e o tratamento com senolíticos não influenciaram a atividade da beta-galactosidase associada à senescência nos tecidos adiposo e hepático. Nos ovários as fêmeas em estropausa apresentaram o maior percentual de células senescentes comparado as fêmeas cíclicas, reforçando o efeito ovotóxico e localizado do VCD no ovário. No entanto, o tratamento senolítico não foi capaz de diminuir a senescência ovariana induzida pela estropausa e não foram observadas diferenças no percentual de fibrose e macrófagos entre fêmeas estropausa e ciclícas. No geral, nossos achados sugerem que a estropausa gera poucas alterações metabólicas em fêmeas jovens e que a RC e o tratamento com senolíticos não tiveram efeitos protetores em relação ao estresse oxidativo e senescência celular, sugerindo que essas alterações podem estar mais associadas ao processo natural de envelhecimento que o estado de estropausa.The world population is aging and there is currently a significant increase in the number of people aged 60 or over, with this population being mostly female. In Brazil, demographic and epidemiological change, as well as improvements in the health system in recent decades, have resulted in both in the progression of the number of elderly women, as in the time they live in menopause. Menopause is commonly associated with changes and chronic diseases that are associated with aging and cellular senescence. Based on this, our objective was to evaluate the effects of caloric restriction (CR) and treatment with the senolytics dasatinib and quercetin (D+Q) or fisetin in a model of chemically induced estropause with 4-vinylcyclohexane diepoxide (VCD) in young females. The intention of this study is to mimic the effects of aging associated with the state of estropause. For this, at two months of age the females were subjected to chemical induction of estropause with VCD for 20 consecutive days and, after confirmation of estropause by vaginal cytology, they were applied to different experimental protocols, with CR or treatment with senolytics. The 30% CR protocol lasted 4 months and D+Q and fisetin treatments were performed for 6 months. Our findings revealed that estropause was associated with a higher average body weight, but had no significant effects on fat accumulation in both experiments. A CR of 30% was able to significantly reduce weight and the amount of body fat, appearing quite intense in estropause in females subjected to CR, however no other clear influences of estropause were observed on the response to CR of 30%. In females treated with senolytics, no relevant effects related to metabolic changes were observed between cyclic females and estropause. Oxidative stress in adipose and liver tissue was also similar between cyclic and estropausal females, regardless of senolytic treatment. However, estropause decreases catalase (CAT) activity in adipose tissue in all groups. Fisetin impairs ROS levels in the liver tissue of estropause females compared to females in the cyclic and estropause placebo groups. Estropause and treatment with senolytics did not influence the activity of beta-galactosidase associated with senescence in adipose and liver tissues. The ovaries of females in estropause showed the highest percentage of senescent cells compared to cyclic females, reinforcing the ovotoxic and localized effect of VCD in the ovary. However, senolytic treatment was not able to reduce ovarian senescence caused by estropause and no differences were observed in the percentage of fibrosis and macrophages between estropause and cyclic females. Overall, our results suggest that estropause generates few metabolic changes in young females and that CR and treatment with senolytics did not have protective effects in relation to oxidative stress and cellular senescence, indicating that these changes may be more associated with the natural process of aging than the state of estropause.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em Bioquímica e BioprospecçãoUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS DA SAUDEBIOQUIMICAMenopausaEstresse oxidativoRestrição calóricaSenolíticosMenopauseOxidative stressCaloric restrictionSenolyticsRestrição calórica e tratamento com senolíticos em camundongos fêmeas jovens em estropausa induzidaCaloric restriction and treatment with senolytics in young female mice in estropauseinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://orcid.org/0000-0002-7376-2335http://lattes.cnpq.br/1731417845730922https://orcid.org/0000-0002-3410-2860http://lattes.cnpq.br/0952566646598843Schneider, AugustoÁvila, Bianca Machado dereponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALtese_bianca_de_avila.pdftese_bianca_de_avila.pdfapplication/pdf3558124http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/19530/1/tese_bianca_de_avila.pdfd7c67d46a04341a0a24cbe704bf82aaaMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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