A lateral pós-vocálica do português brasileiro em comunidades de falantes de língua de imigração polonesa no RS e no PR

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Vieira, Aline Rosinski
Orientador(a): Gonçalves, Giovana Ferreira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Letras
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14364
Resumo: Neste trabalho, é realizada a descrição de produções da consoante líquida lateral do português, em posição pós-vocálica, realizada por falantes bilíngues de polonês como língua de imigração e português. A produção do segmento /l/ foi observada em comunidades rurais de dois municípios: Araucária, no estado do Paraná, e Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul. Pela análise das produções, buscou-se observar se aspectos linguísticos e extralinguísticos são capazes de implicar na forma como o segmento é produzido. Para a caracterização de /l/, adotaram-se parâmetros acústicos-articulatórios, capazes de levar à identificação de diferentes formas de produção da consoante e demonstrar que essas diferentes caracterizações fazem parte de um continuum de caracterização (Narayanan; Alwan, 1997). Desse modo, a lateral pode apresentar desde uma caracterização vocalizada (mais posterior), passando por uma produção velarizada (mais velarizada ou menos velarizada) até uma produção alveolar (mais anterior). Os aspectos acústicos relacionados a produções mais anteriores ou mais posteriores de /l/ são manifestados nos valores de F1, F2 e na diferença F2-F1. F1 estabelece relação com a altura do corpo de língua, apresentando-se mais alto à medida que o corpo de língua se projeta para cima ao ser realizado o segmento; F2 relaciona-se com o direcionamento da ponta da língua para a região dental/alveolar do trato e eleva-se à proporção que o articulador se projeta para frente. Assim, quanto maior for a diferença entre os valores de F2 e F1 em uma produção, mais anterior é o segmento (Sproat; Fujimura, 1993; Recasens, 2004; Brod, 2014). Além da observação acústica, as características das produções de /l/ também foram descritas tomando por base a Fonologia Gestual (Browman; Goldstein, 1986; 1989). A partir da teoria, foi descrita a constituição gestual do segmento, considerando o que postula Recasens (2016) sobre a existência de um único gesto complexo para /l/. As análises deste estudo basearam-se em dados de 6 informantes bilíngues e 5 monolíngues, habitantes do município de Araucária, comparados com os dados de Dom Feliciano, já apresentados por Rosinski (2019). As produções foram coletadas a partir de fala espontânea e controlada por instrumento de nomeação de imagens. A fala controlada foi captada em português e em polonês, no caso do grupo bilíngue, seguindo o método empregado em Rosinski (2019). As gravações foram executadas por meio do gravador modelo Zoom H4n, nas residências dos participantes, dentro da comunidade. A análise acústica dos dados revelou formas vocalizadas, velarizadas (mais velarizadas e menos velarizadas) e alveolares na fala dos participantes dos dois grupos. No grupo bilíngue, produções mais anteriores foram observadas, acompanhando a hipótese de que /l/ produzida pelos informantes bilíngues pode assumir características do segmento no polonês, com configuração alveolar (Swan, 2002; Gussmann, 2007). Dentro do gradiente de classificação, a lateral mostrou-se mais anterior para as produções dos participantes bilíngues gaúchos em comparação aos bilíngues paranaenses. Tratando da configuração gestual das formas de produção de /l/ observadas, o segmento foi descrito como apresentando um único gesto complexo de corpo de língua para formas velarizadas e um único gesto complexo de ponta de língua para formas alveolares.
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spelling 2024-10-23T15:28:57Z2024-10-23T15:28:57Z2024-04-30ROSINSKI, Aline. A lateral pós-vocálica do português brasileiro em comunidades de falantes de língua de imigração polonesa no RS e no PR. 2024, 146 f. Tese (Doutorado em Letras) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Centro de Letras e Comunicação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14364Neste trabalho, é realizada a descrição de produções da consoante líquida lateral do português, em posição pós-vocálica, realizada por falantes bilíngues de polonês como língua de imigração e português. A produção do segmento /l/ foi observada em comunidades rurais de dois municípios: Araucária, no estado do Paraná, e Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul. Pela análise das produções, buscou-se observar se aspectos linguísticos e extralinguísticos são capazes de implicar na forma como o segmento é produzido. Para a caracterização de /l/, adotaram-se parâmetros acústicos-articulatórios, capazes de levar à identificação de diferentes formas de produção da consoante e demonstrar que essas diferentes caracterizações fazem parte de um continuum de caracterização (Narayanan; Alwan, 1997). Desse modo, a lateral pode apresentar desde uma caracterização vocalizada (mais posterior), passando por uma produção velarizada (mais velarizada ou menos velarizada) até uma produção alveolar (mais anterior). Os aspectos acústicos relacionados a produções mais anteriores ou mais posteriores de /l/ são manifestados nos valores de F1, F2 e na diferença F2-F1. F1 estabelece relação com a altura do corpo de língua, apresentando-se mais alto à medida que o corpo de língua se projeta para cima ao ser realizado o segmento; F2 relaciona-se com o direcionamento da ponta da língua para a região dental/alveolar do trato e eleva-se à proporção que o articulador se projeta para frente. 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As gravações foram executadas por meio do gravador modelo Zoom H4n, nas residências dos participantes, dentro da comunidade. A análise acústica dos dados revelou formas vocalizadas, velarizadas (mais velarizadas e menos velarizadas) e alveolares na fala dos participantes dos dois grupos. No grupo bilíngue, produções mais anteriores foram observadas, acompanhando a hipótese de que /l/ produzida pelos informantes bilíngues pode assumir características do segmento no polonês, com configuração alveolar (Swan, 2002; Gussmann, 2007). Dentro do gradiente de classificação, a lateral mostrou-se mais anterior para as produções dos participantes bilíngues gaúchos em comparação aos bilíngues paranaenses. Tratando da configuração gestual das formas de produção de /l/ observadas, o segmento foi descrito como apresentando um único gesto complexo de corpo de língua para formas velarizadas e um único gesto complexo de ponta de língua para formas alveolares.In this study, it is conducted a description of postvocalic lateral liquid consonant production in Brazilian Portuguese by bilingual speakers of Polish as an immigration language and Portuguese. The production of the /l/ segment was observed in rural communities in two municipalities: Araucária, in the state of Paraná (PR), and Dom Feliciano, in the state of Rio Grande do Sul (RS). Through the analysis of these productions, an investigation was made into whether linguistic and extralinguistic aspects can influence how the segment is produced. Acoustic-articulatory parameters were adopted to characterization of /l/, capable of identifying different forms of consonant production, demonstrating that these different characterizations are part of a continuum (Narayanan; Alwan, 1997). Hence, the lateral can range from a vocalized characterization (more posterior), through velarized production (more velarized or less velarized), to alveolar production (more anterior). Acoustic aspects related to more anterior or more posterior productions of /l/ are manifested in the values of F1, F2, and the difference F2-F1. F1 is related to the height of the tongue body, being higher as the tongue body projects upward during segment realization; F2 is related to the direction of the tongue tip towards the dental/alveolar region of the tract and increases as the articulator projects forward. Thus, the greater the difference between F2 and F1 values in a production, the more anterior the segment (Sproat; Fujimura, 1993; Recasens, 2004; Brod, 2014). In addition to acoustic observation, the characteristics of /l/ productions were also described based on Gestual Phonology (Browman; Goldstein, 1986; 1989). Based on the theory, the gestural constitution of the segment was described, considering what Recasens (2016) postulate about the existence of a single complex gesture for /l/. The analyses of this study were based on data from 6 bilingual and 5 monolinguals informants, residents of the municipality of Araucária, compared with data from Dom Feliciano, previously presented by Rosinski (2019). The productions were collected from spontaneous and controlled speech using an image naming instrument. Controlled speech was captured in Portuguese and Polish, in the case of the bilingual group, following the method employed in Rosinski (2019). Recordings were made using the Zoom H4n recorder model, in the participants' homes, within the community. Acoustic analysis of the data revealed vocalized, velarized (more velarized and less velarized), and alveolar forms in the speech of the participants. In the bilingual group, more anterior productions were observed, following the hypothesis that /l/ produced by bilingual informants may assume characteristics of the segment in Polish, with an alveolar configuration (Swan, 2002; Gussmann, 2007). Within the classification gradient, the lateral was shown to be more anterior for the productions of the bilingual participants from RS compared to those from PR. Regarding the gestural configuration of the observed /l/ production forms, the segment was described as presenting a single complex tongue body gesture for velarized forms and a single complex tongue tip gesture for alveolar forms.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em LetrasUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLINGUISTICA, LETRAS E ARTESLETRASConsoante lateralPolonêsLínguas de imigraçãoFonologia gestualLateral consonantPolishImmigration languagesGesture phonologyA lateral pós-vocálica do português brasileiro em comunidades de falantes de língua de imigração polonesa no RS e no PRThe postvocalic lateral of Brazilian Portuguese in communities of Polish immigration language speakers in the states of RS and PRinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/1707427776662431http://lattes.cnpq.br/1966228513900929Gonçalves, Giovana FerreiraVieira, Aline Rosinskireponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_Aline Rosinski.pdfTese_Aline Rosinski.pdfapplication/pdf8421457http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14364/1/Tese_Aline%20Rosinski.pdf9c1862cabc0d5d62599e698c21b4d034MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14364/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessTEXTTese_Aline Rosinski.pdf.txtTese_Aline Rosinski.pdf.txtExtracted texttext/plain281839http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14364/3/Tese_Aline%20Rosinski.pdf.txt2513f3efccdffb50155b9499a671f4b7MD53open accessTHUMBNAILTese_Aline Rosinski.pdf.jpgTese_Aline Rosinski.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1246http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14364/4/Tese_Aline%20Rosinski.pdf.jpg03ba037a323481813af88831b15e4c19MD54open accessprefix/143642025-12-02 17:25:12.864open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/14364TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-12-02T20:25:12Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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