Os bebês, as crianças bem pequenas e a natureza na educação infantil: achadouros contemporâneos.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Castelli, Carolina Machado
Orientador(a): Delgado, Ana Cristina Coll
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5586
Resumo: Esta investigação foi concebida a partir do questionamento quanto à possibilidade de contato de crianças bem pequenas e bebês com a natureza no contexto da educação infantil. Tal problemática se revelou pouco abordada na produção acadêmica brasileira, embora alguns estudos que se aproximam do tema tenham evidenciado que as condições de promoção de relações entre crianças e natureza na educação infantil pouco se efetivam (TIRIBA, 2005; FREIRE, 2008; SILVA, 2010; CASSIMIRO, 2012; TOLEDO, 2010; 2014), mas essas relações afetam, no sentido espinosano, as crianças e podem provocar o aumento da sua potência de agir (TIRIBA, 2005; SANTOS, 2016). A compreensão de natureza em Espinosa, enquanto uma substância única, um indivíduo só, do qual seus corpos variam de maneiras infinitas (2017), foi somada às discussões sobre a presença da cultura na constituição humana (VIGOTSKI, 1991; 2000; ROGOFF, 2005; GOTTLIEB, 2013). Foram centrais para a discussão, sobretudo, os escritos da educadora ambientalista Léa Tiriba (2005; 2010; 2018), a filosofia de Espinosa (2017), autores da Pedagogia e outros da Psicologia Histórico-Cultural. A partir de um estudo empírico, de caráter qualitativo, buscou-se compreender como crianças bem pequenas e bebês podem se relacionar com a natureza na educação infantil e quais os desdobramentos dessa relação para eles. Como objetivos específicos, foram investigados possibilidades e desafios na promoção desse contato e indicados elementos que embasem a presença da natureza no trabalho pedagógico desenvolvido com essa faixa etária. Os dados foram gerados a partir de observações e registros (escritos, fotográficos e audiovisuais), entrevistas e documentos (GRAUE; WALSH, 2003), em uma escola de educação infantil, acompanhando grupos de crianças bem pequenas e bebês que, junto às suas professoras, mantinham contato frequente com a natureza. Os resultados, embora não possam ser generalizados, permitiram visualizar algumas relações que crianças tão pequenas podem estabelecer com a natureza, contribuindo para desnaturalizar argumentos que intensificam, em razão da sua faixa etária, o movimento de afastamento existente na sociedade ocidental com relação à natureza. Não estando a educação infantil apartada desse movimento, a presente pesquisa buscou compreender como esse afastamento foi sendo constituído nesse contexto, especialmente em se tratando de bebês e crianças bem pequenas, identificando limitações e analisando possibilidades em termos de espaços, materiais e brinquedos, quanto à promoção do seu contato com a natureza na proposição do trabalho pedagógico. Foi evidenciado que o contato de crianças bem pequenas e bebês com a natureza na educação infantil, em espaços com natureza ou por meio de materiais e brinquedos, pode provocar, a partir das ações das crianças e das proposições das professoras, relações afetivas, que aumentam a potência de agir das crianças, dentre as quais foram destacadas relações concernentes à aprendizagem. E, a partir do que a teoria e o campo demonstraram, foi possível indicar, também, o quanto essa relação, além de importante para as crianças, é importante para a natureza.
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Tal problemática se revelou pouco abordada na produção acadêmica brasileira, embora alguns estudos que se aproximam do tema tenham evidenciado que as condições de promoção de relações entre crianças e natureza na educação infantil pouco se efetivam (TIRIBA, 2005; FREIRE, 2008; SILVA, 2010; CASSIMIRO, 2012; TOLEDO, 2010; 2014), mas essas relações afetam, no sentido espinosano, as crianças e podem provocar o aumento da sua potência de agir (TIRIBA, 2005; SANTOS, 2016). A compreensão de natureza em Espinosa, enquanto uma substância única, um indivíduo só, do qual seus corpos variam de maneiras infinitas (2017), foi somada às discussões sobre a presença da cultura na constituição humana (VIGOTSKI, 1991; 2000; ROGOFF, 2005; GOTTLIEB, 2013). Foram centrais para a discussão, sobretudo, os escritos da educadora ambientalista Léa Tiriba (2005; 2010; 2018), a filosofia de Espinosa (2017), autores da Pedagogia e outros da Psicologia Histórico-Cultural. A partir de um estudo empírico, de caráter qualitativo, buscou-se compreender como crianças bem pequenas e bebês podem se relacionar com a natureza na educação infantil e quais os desdobramentos dessa relação para eles. Como objetivos específicos, foram investigados possibilidades e desafios na promoção desse contato e indicados elementos que embasem a presença da natureza no trabalho pedagógico desenvolvido com essa faixa etária. Os dados foram gerados a partir de observações e registros (escritos, fotográficos e audiovisuais), entrevistas e documentos (GRAUE; WALSH, 2003), em uma escola de educação infantil, acompanhando grupos de crianças bem pequenas e bebês que, junto às suas professoras, mantinham contato frequente com a natureza. Os resultados, embora não possam ser generalizados, permitiram visualizar algumas relações que crianças tão pequenas podem estabelecer com a natureza, contribuindo para desnaturalizar argumentos que intensificam, em razão da sua faixa etária, o movimento de afastamento existente na sociedade ocidental com relação à natureza. Não estando a educação infantil apartada desse movimento, a presente pesquisa buscou compreender como esse afastamento foi sendo constituído nesse contexto, especialmente em se tratando de bebês e crianças bem pequenas, identificando limitações e analisando possibilidades em termos de espaços, materiais e brinquedos, quanto à promoção do seu contato com a natureza na proposição do trabalho pedagógico. Foi evidenciado que o contato de crianças bem pequenas e bebês com a natureza na educação infantil, em espaços com natureza ou por meio de materiais e brinquedos, pode provocar, a partir das ações das crianças e das proposições das professoras, relações afetivas, que aumentam a potência de agir das crianças, dentre as quais foram destacadas relações concernentes à aprendizagem. E, a partir do que a teoria e o campo demonstraram, foi possível indicar, também, o quanto essa relação, além de importante para as crianças, é importante para a natureza.This research was conceived from questioning about the possibility of contact of toddlers and babies with the nature in the context of early childhood education. This issue has been rarely approached in Brazilian academic production, although some studies which are somewhat related to this subject have shown that the conditions for promoting relationships between children and nature in early childhood education are not usual (TIRIBA, 2005; FREIRE, 2008; SILVA, 2010; CASSIMIRO, 2012; TOLEDO, 2010; 2014). However, these relationships can “affect” the children, according to Spinoza’s view, and can increase their “power to activity” (TIRIBA, 2005; SANTOS, 2016). Spinoza's understanding of nature as a unique substance, a unique individual, from which bodies vary in infinite ways (2017), has been added to the discussions about the presence of culture in the human constitution (VIGOTSKI, 1991; 2000; ROGOFF, 2005; GOTTLIEB, 2013). Above all, the writings of the environmentalist educator Léa Tiriba (2005; 2010; 2018), Espinosa’s philosophy (2017), Pedagogy authors and others from Cultural-Historical Psychology were central to the discussion. From a qualitative empirical study, this research sought to understand how toddlers and babies could relate to nature in early childhood education and the consequences of this relationship for them. As specific objectives, possibilities and challenges in the promotion of this contact were investigated, as well as elements that support the presence of nature in the pedagogical work developed with this age group were indicated. The data were generated from observations and registrations (written, photographic and audiovisual), interviews and documents (GRAUE; WALSH, 2003), in an early childhood school, accompanying groups of toddlers and babies that, with their teachers, had frequent contact with nature. The results, although not generalizable, allowed the perception of some relationships that these young children can establish with nature, contributing to denaturalize arguments that intensify, due to their age, the tendency to be apart from nature in Western society. Since early childhood education is not separated from this movement, the present research sought to understand how this distance was constituted in this context, especially in the case of babies and toddlers, identifying limitations and analyzing possibilities in terms of spaces, materials and toys, regarding the promotion of their contact with nature in the proposition of pedagogical work. It was evidenced that the contact of toddlers and babies with nature in early childhood education, in spaces with nature or through materials and toys, can generate, based on children's actions and teachers' propositions, affective relationships, which increase children's power of activity, among which, relationships concerning learning were highlighted. And from what theory and the research field have shown, it was also possible to indicate how important this relationship is, not only to children, but also to nature.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em EducaçãoUFPelBrasilFaculdade de EducaçãoCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOEducaçãoBebêsCrianças pequenasNaturezaEducação infantilEducationBabiesToddlersNatureEarly childhood educationOs bebês, as crianças bem pequenas e a natureza na educação infantil: achadouros contemporâneos.Babies, toddlers and nature in early childhood education: contemporary findings.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/8232213854803410http://lattes.cnpq.br/2435682042060684Delgado, Ana Cristina CollCastelli, Carolina Machadoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELTEXTCarolina Machado Castelli.pdf.txtCarolina Machado Castelli.pdf.txtExtracted texttext/plain751768http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/5586/6/Carolina%20Machado%20Castelli.pdf.txt54478f90a2f1d9526cac51099dc7d20dMD56open accessTHUMBNAILCarolina Machado Castelli.pdf.jpgCarolina Machado Castelli.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1211http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/5586/7/Carolina%20Machado%20Castelli.pdf.jpg445f744259ba9d4bea03971a92f17275MD57open accessORIGINALCarolina Machado Castelli.pdfCarolina Machado Castelli.pdfapplication/pdf7222278http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/5586/1/Carolina%20Machado%20Castelli.pdf4018a6dabe0d3c641d483ead8e4592e5MD51open accessCC-LICENSElicense_urllicense_urltext/plain; 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