Jetlag social é semelhante ao jetlag transmeridional? Resultados de um estudo de validação com estudantes universitários de uma universidade do sul do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Tavares, Patrice de Souza
Orientador(a): Rodrigues, Luciana Tovo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18125
Resumo: Dormir é uma atividade que faz parte das necessidades básicas do ser humano. É um processo no qual a atividade mental e estado de consciência são alterados por uma série de mecanismos, regulados pelo ciclo sono-vigília (BENEDITO-SILVA, 2008). De acordo com as recomendações da Fundação Americana do Sono (National Sleep Foundation), adultos jovens deveriam dormir de 7 a 9 horas por noite, havendo variabilidade interindividual no tempo de sono necessário. Assim como o tempo necessário de descanso, outras características individuais de sono, como horários de início e de despertar, são determinadas tanto por fatores biológicos, como o ritmo circadiano ou cronotipo, quanto por comportamentais e ambientais, como hábitos de saúde, relações sociais e exposição à luz (ROENNEBERG; WIRZ-JUSTICE; MERROW, 2013). O cronotipo (ou perfil de ritmo circadiano ou perfil de relógio biológico) é um dos fatores biológicos que diz respeito às preferências individuais por alocar horários de sono e atividades durante as 24 horas do dia, sendo um importante determinante dos horários de início sono e de despertar (ROENNEBERG et al., 2007; WITTMANN et al., 2006). O ritmo circadiano, entretanto, pode não ser perfeitamente alinhado com o relógio social ou comercial, uma vez que a sociedade tem exigências de horários de vigília que, muitas vezes, impossibilitam que os indivíduos respeitem suas preferências biológicas de sono, tornando comum o uso de despertador para atender a demanda social em dias de trabalho. Indivíduos que são mais ativos durante o fim do dia, e, por consequência, dormem mais tarde na noite, podem ter o tempo de duração de sono diminuído em função das necessidades sociais de despertar cedo na manhã durante dias de atividades, como aula e trabalho, gerando um débito de sono a ser recompensado durante os finais de semana ou dias de folga, nos quais pode respeitar seu relógio biológico (ROENNEBERG et al., 2015). A saída e retorno crônico às preferências biológicas de horários de sono em dias de trabalho e de folga toda semana é denominada jetlag social (JLS). Esse termo faz analogia ao jetlag causado por viagens, no qual o indivíduo sofre uma série se sintomas e desconfortos por atravessar diversos fusoshorários até adaptar-se a essa mudança (WITTMANN et al., 2006).10 Diferentemente do jetlag de viagens, que são eventos esporádicos e passageiros, o JLS pode ser entendido como um padrão crônico de dessincronização entre os relógios biológico e social. Associações com comportamentos pouco saudáveis, como tabagismo (WITTMANN et al., 2006), e inatividade física (RUTTERS et al., 2014), bem como com obesidade (ROENNEBERG et al., 2012), disfunções metabólicas (PARSONS et al., 2015; WONG et al.,2015) e transtornos psiquiátricos (POLUGRUDOV et al., 2016) têm sido relatados na literatura sobre JLS que também está associado a pior performance acadêmica entre universitários (BEAUVALET et al., 2017). A prevalência estimada de JLS no estudo mais abrangente de base populacional até o momento foi de 33%, considerando duas horas ou mais de JLS, sendo mais frequente em indivíduos com idades entre 16 e 20 anos (ROENNEBERG et al., 2012). Apesar de este grupo corresponder à faixa etária habitual de ingresso à universidade, estudos conduzidos com estudantes universitários são escassos e com amostras restritas a pequenos grupos. Dada a alta prevalência de JLS na sociedade, principalmente entre jovens (ROENNEBERG et al., 2012), e considerando que JLS pode ser um determinante de diversos desfechos em saúde e indicadores escolares pouco explorado na literatura (BEAUVALET et al., 2017), sobretudo na população brasileira, há a necessidade de investigar sua ocorrência e distribuição segundo variáveis sociodemográficas e comportamentais em uma população de estudantes universitários. Portanto, o objetivo deste estudo será investigar a ocorrência de JLS e seus fatores associados entre toda população de estudantes universitários ingressantes no primeiro semestre do ano de 2017 na Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
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Portanto, o objetivo deste estudo será investigar a ocorrência de JLS e seus fatores associados entre toda população de estudantes universitários ingressantes no primeiro semestre do ano de 2017 na Universidade Federal de Pelotas (UFPel)Não apresenta.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS DA SAUDESAUDE COLETIVAEPIDEMIOLOGIAEpidemiologiaJetlagEstudo de validaçãoEstudantes universitáriosJetlag social é semelhante ao jetlag transmeridional? Resultados de um estudo de validação com estudantes universitários de uma universidade do sul do Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://lattes.cnpq.br/9752641836706118https://orcid.org/0000-0002-8732-6059http://lattes.cnpq.br/1428714535243632Carpena, Marina Xavierhttp://lattes.cnpq.br/4622343331948875Rodrigues, Luciana TovoTavares, Patrice de Souzareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALDissert_Patrice.pdfDissert_Patrice.pdfJetlag socialapplication/pdf2135665http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18125/1/Dissert_Patrice.pdf6697017669db9787c5a1c6df6ddd0bd2MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18125/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessTEXTDissert_Patrice.pdf.txtDissert_Patrice.pdf.txtExtracted texttext/plain264664http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18125/3/Dissert_Patrice.pdf.txt6631510990ac39a8220ef933558ecb7fMD53open accessTHUMBNAILDissert_Patrice.pdf.jpgDissert_Patrice.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1231http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18125/4/Dissert_Patrice.pdf.jpg3cc309826cf187c7faa8e51af000bd7eMD54open accessprefix/181252025-10-17 03:07:17.822open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/18125TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-10-17T06:07:17Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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