Fenologia e evolução de maturação de frutos oliveira na região da Serra do sudeste e Campanha do Rio Grande do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Juliana Padilha da
Orientador(a): Malgarim, Marcelo Barbosa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17035
Resumo: A oliveira (Olea europaea) é a principal espécie arbórea com interesse agronômico na área mediterrânea. Apesar da produção estar aumentando no Rio Grande do Sul e da elevada qualidade do azeite produzido nessa região, ainda há necessidade de mais avaliações do efeito do clima relacionado aos estágios fenológicos da cultura. A fenologia consiste no estudo da ocorrência de eventos biológicos periódicos na vida de uma planta e da sua relação com o ambiente, em especial com o clima, e com isso, o conhecimento sobre a fenologia permite compreender a relação entre as características morfológicas e fisiológicas da planta. No primeiro experimento as avaliações foram realizadas nos ciclos de 2017/2018 e 2018/2019, em cinco variedades de oliveira: Arbequina, Koroneiki, Arbosana, Coratina e Manzanilla, em um olival localizado no município de Cachoeira do Sul – Rio Grande do Sul. Para as determinações fenológicas foram observadas as datas de início floração, plena floração, frutificação efetiva e mudança de coloração. As avaliações de fenologia foram realizadas semanalmente. Considerando as condições experimentais em que a pesquisa foi realizada, conclui-se que o comportamento fenológico da oliveira se mostrou dependente da variedade e das condições ambientais. O segundo experimento foi realizado durante os ciclos de 2019/2020 e 2020/2021sob a mesma metodologia, entretanto, foi conduzido no município Pinheiro Machado – RS, em seis cultivares de oliveira: Arbequina, Koroneiki, Arbosana, Frantoio, Picual e Manzanilla. Os resultados obtidos evidenciaram que houve diferença fenológica entre as cultivares e entre ciclos. O terceiro experimento tem como objetivo determinar os índices de maturação de azeitonas extraídas de diferentes cultivares de oliveira no município de Pinheiro Machado - Rio Grande do Sul. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com esquema fatorial composto por cinco variedades (Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Frantoio e Coratina) e duas épocas de colheita (5 x 2). Conclui-se que o índice de maturação dos frutos para maior rendimento dos azeites, deve se situar em um intervalo de 1,50 – 2,50, para as cultivares Arbequina, Koroneiki e Coratina. O rendimento máximo dos azeites, varia de acordo com a cultivar e o ano de cultivo, destacando-se a cultivar Koroneiki que obteve o maior rendimento (21.80%). Para as variáveis acidez e índice de peróxido, os resultados obtidos estão conforme a legislação vigente. A variável K232 e K270 apresentaram valores dentro do limite estipulado, com exceção da cultivar Coratina.
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spelling 2025-08-13T20:59:20Z2025-08-13T20:59:20Z2021-08-26SILVA, Juliana Padilha. Fenologia e evolução de maturação de frutos oliveira na região da Serra do sudeste e Campanha do Rio Grande do Sul. 2021. 86 páginas. Tese de Doutorado (Doutorado em Agronomia com ênfase em Fruticultura de Clima Temperado) – Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2021.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17035A oliveira (Olea europaea) é a principal espécie arbórea com interesse agronômico na área mediterrânea. Apesar da produção estar aumentando no Rio Grande do Sul e da elevada qualidade do azeite produzido nessa região, ainda há necessidade de mais avaliações do efeito do clima relacionado aos estágios fenológicos da cultura. A fenologia consiste no estudo da ocorrência de eventos biológicos periódicos na vida de uma planta e da sua relação com o ambiente, em especial com o clima, e com isso, o conhecimento sobre a fenologia permite compreender a relação entre as características morfológicas e fisiológicas da planta. No primeiro experimento as avaliações foram realizadas nos ciclos de 2017/2018 e 2018/2019, em cinco variedades de oliveira: Arbequina, Koroneiki, Arbosana, Coratina e Manzanilla, em um olival localizado no município de Cachoeira do Sul – Rio Grande do Sul. Para as determinações fenológicas foram observadas as datas de início floração, plena floração, frutificação efetiva e mudança de coloração. As avaliações de fenologia foram realizadas semanalmente. Considerando as condições experimentais em que a pesquisa foi realizada, conclui-se que o comportamento fenológico da oliveira se mostrou dependente da variedade e das condições ambientais. O segundo experimento foi realizado durante os ciclos de 2019/2020 e 2020/2021sob a mesma metodologia, entretanto, foi conduzido no município Pinheiro Machado – RS, em seis cultivares de oliveira: Arbequina, Koroneiki, Arbosana, Frantoio, Picual e Manzanilla. Os resultados obtidos evidenciaram que houve diferença fenológica entre as cultivares e entre ciclos. O terceiro experimento tem como objetivo determinar os índices de maturação de azeitonas extraídas de diferentes cultivares de oliveira no município de Pinheiro Machado - Rio Grande do Sul. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com esquema fatorial composto por cinco variedades (Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Frantoio e Coratina) e duas épocas de colheita (5 x 2). Conclui-se que o índice de maturação dos frutos para maior rendimento dos azeites, deve se situar em um intervalo de 1,50 – 2,50, para as cultivares Arbequina, Koroneiki e Coratina. O rendimento máximo dos azeites, varia de acordo com a cultivar e o ano de cultivo, destacando-se a cultivar Koroneiki que obteve o maior rendimento (21.80%). Para as variáveis acidez e índice de peróxido, os resultados obtidos estão conforme a legislação vigente. A variável K232 e K270 apresentaram valores dentro do limite estipulado, com exceção da cultivar Coratina.The olive tree (Olea europaea) is the main tree species with agronomic interest in the Mediterranean area. Although production is increasing in Rio Grande do Sul and the high quality of the oil produced in this region, there is still a need for more evaluations of the effect of climate related to the phenological stages of the crop. Phenology is the study of the occurrence of periodic biological events in the life of a plant and its relationship with the environment, in particular with the climate, and with this, knowledge about phenology allows us to understand the relationship between the morphological and physiological characteristics of the plant. plant. In the first experiment, evaluations were carried out in the 2017/2018 and 2018/2019the cycles, in five olive varieties: Arbequina, Koroneiki, Arbosana, Coratina and Manzanilla, in an olive grove located in the municipality of Cachoeira do Sul - Rio Grande do Sul. For the phenological determinations the dates of beginning flowering, full flowering, effective fruiting and color change were observed. Phenology assessments were performed weekly. The results of this work represent valuable references regarding phenological characterization for predicting the duration of the crop cycle. Considering the experimental conditions under which the research was carried out, it is concluded that the phenological behavior of the olive tree was dependent on the variety and environmental conditions. The second experiment was carried out during the cycles 2019/2020 and 2020/2021 under the same methodology, however, it was carried out in the municipality Pinheiro Machado – RS, in six olive cultivars: Arbequina, Koroneiki, Arbosana, Frantoio, Picual and Manzanilla. The results obtained showed that there was a phenological difference between varieties and between crops. The third experiment aims to determine the maturation indexes of olive oil extracted from different olive cultivars in the municipality of Pinheiro Machado - Rio Grande do Sul. The experimental design was completely randomized, with a factorial scheme composed of five varieties (Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Frantoio and Coratina) and two harvest times (5 x 2). It is concluded that the fruit maturation index for higher oil yield should be in a range of 1.50 – 2.50, for the Arbequina, Koroneiki and Coratina cultivars. The maximum yield of oils varies according to the cultivar and the year of cultivation, highlighting the cultivar Koroneiki which obtained the highest yield (21.80%). For the acidity and peroxide index variables, the results obtained are in accordance with current legislation. The variable K232 and K270 presented values within the stipulated limit, with the exception of the cultivar Coratina.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em AgronomiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS AGRARIASAGRONOMIAFenologiaOliveiraAzeiteCultivaPhenologyOliveOilsCultivarFenologia e evolução de maturação de frutos oliveira na região da Serra do sudeste e Campanha do Rio Grande do SulPhenology and evolution of olive fruit maturation in the Serra do Sudeste and Campanha do Rio Grande do Sul regioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/5003258360490180https://orcid.org/0000-0002-3584-5228http://lattes.cnpq.br/2936532510261157Costa, Vagner Brasilhttp://lattes.cnpq.br/3341925199997052Malgarim, Marcelo BarbosaSilva, Juliana Padilha dareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_Juliana Padilha da Silva.pdfTese_Juliana Padilha da Silva.pdfapplication/pdf3854121http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17035/1/Tese_Juliana%20Padilha%20da%20Silva.pdf30139e75a612e9677f937276b76f39deMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-867http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17035/2/license.txtfbd6c74465857056e3ca572d7586661bMD52open accessTEXTTese_Juliana Padilha da Silva.pdf.txtTese_Juliana Padilha da Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain139231http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17035/3/Tese_Juliana%20Padilha%20da%20Silva.pdf.txt0f269ec2407c8aa1fe206d5bcbb3506aMD53open accessTHUMBNAILTese_Juliana Padilha da Silva.pdf.jpgTese_Juliana Padilha da Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1383http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17035/4/Tese_Juliana%20Padilha%20da%20Silva.pdf.jpgfb8b986759ca72726960cbcce5b4cb65MD54open accessprefix/170352025-08-14 03:05:27.283open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/17035VG9kb3Mgb3MgaXRlbnMgZGVzc2EgY29tdW5pZGFkZSBzZWd1ZW0gYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zLg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-08-14T06:05:27Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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