Influência da luz polarizada e da turbidez da água nas taxas de alimentação de paralarvas de Octopus vulgaris tipo II & NBSP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Gavioli, Ivan Luiz, 1986-
Orientador(a): Vidal, Érica Alves González
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/65738
Resumo: Orientadora: Profa. Dra. Erica Alves Gonzalez Vidal
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spelling Gavioli, Ivan Luiz, 1986-Universidade Federal do Paraná. Campus Pontal do Paraná - Centro de Estudos do Mar. Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e OceânicosVidal, Érica Alves González2022-07-19T22:13:19Z2022-07-19T22:13:19Z2019https://hdl.handle.net/1884/65738Orientadora: Profa. Dra. Erica Alves Gonzalez VidalDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Centro de Estudos do Mar, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa : Pontal do Paraná, 28/03/2019Inclui referênciasResumo: O cultivo integral de polvos que produzem ovos pequenos tem como principal obstáculo as altas taxas de mortalidade e o baixo crescimento durante a fase de paralarva. Como as paralarvas de Octopus vulgaris são predadores visuais que demandam presa viva, hipotetizou-se que manipulando condições ambientais relacionadas à luz, as taxas de alimentação (TA) poderiam melhorar. Portanto, o objetivo deste estudo é avaliar se luz polarizada ou turbidez da água aumentam as TA de paralarvas de O. vulgaris recém eclodidas quando alimentadas com presa natural (copépode, Acartia lilljeborgi), bem como quantificar as TA e estimar o consumo energético diário (CED) das paralarvas. Uma paralarva recém-eclodida e 40 copépodes foram colocados em cada unidade experimental opaca (0.5 L, 9 cm de diâmetro, 13 cm de altura) contendo aeração suave por 24 h. Cinco réplicas foram utilizadas em cada experimento, junto com três controles. Estes continham apenas presas e foram utilizados para avaliar mortalidade natural e erros metodológicos tanto da manutenção quanto da quantificação das presas. O experimento de luz polarizada teve um Tratamento Controle (sem luz polarizada) e dois Tratamentos sob luz polarizada (com vetores eletrônicos a 90º e a 45º). O experimento de turbidez da água teve um Tratamento Controle (sem microalgas) e três outros Tratamentos com distintas densidades de Isochrysis galbana (5, 25 e 55 x104 cel. mL-1). As TA diária das paralarvas foram quantificadas pela média obtida das diferenças entre o número de copépodes colocados no início do experimento e a quantidade de copépodes que sobraram em cada unidade experimental ao final do experimento. Uma TA geral foi estabelecida através da média da TA obtida em todos os tratamentos sem diferença significativa. O CED foi estimado através da multiplicação da TA observada pelo conteúdo energético individual dos copépodes. Não foram encontradas diferenças significativas nas taxas de alimentação nos experimentos de luz polarizada (p-valor 0.562) e de turbidez da água (p-valor 0.428). A variabilidade individual foi elevada com TA mínimas e máximas entre 1 a 10 copépodes paralarva-1 dia-1 (luz polarizada) e de 0 a 7 copépodes paralarva-1 dia-1 (turbidez da água). A taxa de alimentação geral foi de 3.86 ± 2.26 copépodes paralarva-1 dia-1 e o CED médio foi de 0.135 cal. paralarva- 1 dia-1. Este CED representa 99% da taxa metabólica de uma paralarva em repouso ou 18% de uma paralarva ativa. O que pode indicarque o metabolismo das paralarvas recém eclodidas depende principalmente da reserva vitelínica. Algumas hipóteses para explicar a falta de correlação entre TA e luz polarizada ou turbidez da água são apresentadas e discutidas. O valor de TA obtido usando presas naturais é um dado confiável e importante sobre as demandas diárias alimentares de paralarvas de Octopus em ambiente de cultivo. Esta informação será de grande valor para o estabelecimento de um protocolo alimentar para paralarvas desta espécie.Abstract: The large scale culture of Octopuses that produce small eggs are mainly hindered by the high mortality and poor growth during the paralarval phase. Since Octopus vulgaris paralarvae are visual predators that requires live prey, we hypothesized that manipulating environmental conditions related to light could improve paralarvae feeding rates (FR). Therefore, the aim of this study is to evaluate if polarized light (PL) or water turbidity (WT) enhance newly-hatched O. vulgaris Type II paralarvae FR when fed on natural prey (copepods, Acartia lilljeborgi), as well as quantify their FR and estimate their daily energy consumption (DEC). Newly-hatched paralarva was placed together with 40 copepods into opaque black experimental units (0.5 L, 9 cm diameter, 13 cm height) with gently aeration for 24 h. Five replicate units were used for each treatment. Three Control replicates without paralarvae, but containing the prey, were used to evaluate natural mortality and methodological errors in prey maintenance and quantification. The PL experiment had a Control Treatment (no polarized light) and two under polarized light Treatments (the electronic vector at 90º and at 45º). The WT experiment had a Control Treatment (no algae) and three other Treatments with Isochrysis galbana indifferent densities (5, 25 and 55 x104 cellsmL-1). Daily FR of paralarvae were quantified by the subtraction of the number of remaining copepods after the end of the experiment from the total number placed into each experimental unit. A general FR was established considering all non-significantly different treatments. DEC was estimated by multiplying the FR by the copepods individual energetic content. No significant differences on the FR were found for PL (p-value 0.562) and for WT (p-value 0.428). Individual variability was high with minimal and maximum FR ranging from 1to 10 copepods paralarva-1day-1, on the PL experiment and from 0 to 7 copepods paralarva- 1day-1 on the WT experiment. The general FR was 3.86 ± 2.26 copepods paralarva-1day-1 and average DEC was 0.135 cal. paralarva-1day-1. The DEC value represented both 99% of metabolic rate (MR) of resting paralarvae and 18% of MR of active paralarvae. This could suggest that if the MR model used is not overestimated that paralarvae metabolism rely mainly on the yolk reserve. A range of hypotheses - from the sample size to the polarized vision development being dependent on stimuli and experience - are presented and discussed to explain the lack of correlation between FR and LP or WT. The FR values obtained using natural prey provide reliable and important data on the daily feeding requirements of Octopus paralarvae under culture conditions. This information will have special value in establishing a feeding protocol for rearing paralarvae.1 recurso online : PDF.application/pdfCefalopodesEcologiaInfluência da luz polarizada e da turbidez da água nas taxas de alimentação de paralarvas de Octopus vulgaris tipo II & NBSPinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisengreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - IVAN LUIZ GAVIOLI.pdfapplication/pdf2075295https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/65738/1/R%20-%20D%20-%20IVAN%20LUIZ%20GAVIOLI.pdf7b4ae9d4d6c1e34b6d86c7713c30839eMD51open access1884/657382022-07-19 19:13:19.885open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/65738Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082022-07-19T22:13:19Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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