Harmonização da classificação de frutas e desagregação de receitas na avaliação do consumo desses alimentos no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Guastalle, Thaís Rodrigues
Orientador(a): Crispim, Sandra Patricia, 1979-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/82519
Resumo: Orientadora: Profa. Dra. Sandra Patrícia Crispim
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spelling Anjos, Mônica de Caldas Rosa dos, 1974-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Alimentação e NutriçãoCrispim, Sandra Patricia, 1979-Guastalle, Thaís Rodrigues2023-05-11T21:04:51Z2023-05-11T21:04:51Z2022https://hdl.handle.net/1884/82519Orientadora: Profa. Dra. Sandra Patrícia CrispimCoorientadora: Profa. Dra. Mônica de Caldas Rosa dos AnjosDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Alimentação e Nutrição. Defesa : Curitiba, 26/10/2022Inclui referências: p. 55-62Resumo: As definições e classificações de alimentos, bem como a quantificação de grupos e subgrupos alimentares, são influenciadas por diferenças culturais entre países. Algumas plataformas mundiais compilam esses conjuntos de dados de consumo alimentar, entretanto, tais divergências trazem limitações para a comparação de dados e interpretações em âmbito nacional e internacional. Assim, faz-se necessário a harmonização dos dados. Com esse intuito, a FAO/WHO GIFT (Global Individual Food consumption data Tool) trouxe parâmetros para a alocação de dados mundiais em sua plataforma e os disponibiliza em livre acesso, além de trazer indicadores a pesquisadores e à sociedade em geral. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo identificar, harmonizar e quantificar as frutas consumidas no Brasil, aprimorar a avaliação desse grupo nacionalmente e facilitar a harmonização com outros estudos em nível global. Ainda, fez a desagregação de receitas, a fim de estimar seu impacto para a identificação de novas frutas e para o consumo desse grupo. Para isso, utilizou-se os dados coletados pelo último Inquérito Nacional de Alimentação (INA), da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), de 2017-18, do IBGE. Dentre os alimentos relatados, identificou 80 tipos de frutas e 9 sinônimos no Brasil. As 5 frutas mais consumidas foram: banana (31,5%), maçã (13,2%), laranja (10,3%), mamão (8,5%) e azeitona (5,0%), seguindo um panorama parecido nas demais regiões, com exceção da região Norte, onde destacou-se o açaí (28,2%), com consumo superior ao da banana (20,4%). Além disso, foi avaliado o impacto da desagregação das receitas, em que foram identificadas 64 receitas (6,7% do total relatado) contendo frutas, sendo 16 frutas utilizadas como ingredientes e 1 fruta consumida somente como ingrediente (ameixa seca). Em razão da desagregação de receitas, o percentual de consumidores de frutas no Brasil aumentou, de 36,2% para 43,5%, bem como a quantidade média que aumentou 8,9%, sendo o consumo de 68,2 (65,7 - 70,7) g/per capita/dia e 42,9 (41,4 - 44,4) g/1000 kcal/per capita/dia. Para o subgrupo das frutas secas, aumentou a frequência de consumidores de 0,2% para 2,4% e o de frutas processadas, passou de 0,2% para 4,1%. Ainda, o estudo descreveu o perfil sociodemográfico dos consumidores de frutas na população brasileira, em que a região Norte (88,9; IC 75,8-102,0) e a Sul (80,2; IC 74,2-86,2) ficaram acima da média nacional para o consumo médio em g/per capita/dia, sem diferenças estatísticas entre si, e nos estratos de sexo e faixa etária, o maior consumo foi para mulheres e idosos e sem diferenças entre a zona urbana e rural. Sendo assim, a população brasileira manteve um perfil de consumo similar aos outros estudos, no Brasil e em outros países, em que os maiores consumidores de frutas são mulheres e idosos, entretanto com baixo consumo em g/per capita/dia. Além disso, as frutas frescas são as mais consumidas, em contraste a outros subgrupos, como frutas secas e processadas. Por fim, a desagregação de receitas se mostrou importante para quantificar essas estimativas de consumo.Abstract: The definitions and classifications, as well as the quantification of food groups and subgroups are influenced by cultural differences within and between countries. Some global platforms compile these sets of food consumption data; however, such divergences have limitations to the comparison of data and interpretations at national and international levels. Thus, data harmonization is necessary. To this end, the FAO/WHO GIFT (Global Individual Food Consumption Data Tool) create parameters for the allocation of global data on its platform and makes them freely available, in addition to showing indicators to researchers and society in general. In this sense, the present study aimed to identify, harmonize, and quantify the fruits consumed in Brazil, improve the assessment of this group nationally and facilitate the harmonization with other studies at a global level. It also disaggregated recipes to estimate their impact on identifying new fruits and on consumption by this group. For this, we used data collected by the last National Food Survey (INA), from the Household Budget Survey (POF), from 2017-18, by IBGE. Among the reported foods, it identified 80 types of fruit and 9 synonyms in Brazil. The 5 most consumed fruits were: banana (31.5%), apple (13.2%), orange (10.3%), papaya (8.5%), and olives (5.0%), following a similar panorama in the other regions, with the exception of North, where açaí (28.2%) stood out with higher consumption than banana (20.4%). In addition, the impact of disaggregating the recipes was evaluated, in which 64 recipes (6.7% of the total reported) containing fruit were identified, with 16 fruits used as ingredients and 1 fruit consumed only as an ingredient (dried prunes). Due to the disaggregation of recipes, the percentage of fruit consumers in Brazil increased from 36.2% to 43.5%. Likewise, the average amount increased 8.9%, with final consumption estimated at 68.2 (65.7 - 70.7) g/per capita/day e 42.9 (41.4 - 44.4) g/1000 kcal/per capita/day. As for the subgroup of dry fruits, the frequency of consumers increased from 0.2% to 2.4%, and of processed fruit from 0.2% to 4.1%. Furthermore, the study described the sociodemographic profile of fruit consumers in the Brazilian population. The North (88.9; IC 75.8-102.0) and South regions (80.2; IC 74.2-86.2) were above the national values for the average consumption in g/per capita/day, with no statistical differences between them. Furthermore, the highest consumption was for women and the elderly, with no difference between urban and rural areas. Thus, the Brazilian population maintained a consumption profile like other studies, in Brazil and in other countries, in which the main consumers of fruit are women and the elderly. However, lower consumption in in g/per capita/day was observed. In addition, fresh fruits were the most consumed subgroup, as compared to dried and processed fruits. At last, the disaggregation of recipes proved to be important in quantifying these consumption estimates.1 recurso online : PDF.application/pdfFrutasOrçamentoFamíliaNutriçãoHarmonização da classificação de frutas e desagregação de receitas na avaliação do consumo desses alimentos no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - THAIS RODRIGUES GUASTALLE.pdfapplication/pdf1627545https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/82519/1/R%20-%20D%20-%20THAIS%20RODRIGUES%20GUASTALLE.pdf1f9e5ffdd86270ad8c4fd4478f165281MD51open access1884/825192023-05-11 18:04:51.179open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/82519Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082023-05-11T21:04:51Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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