Os componentes epifítico vascular e herbáceo terrícola da Floresta Ombrófila densa ao longo de um gradiente altitudinal na Serra da Prata, Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Blum, Christopher Thomas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/24950
Resumo: Orientador : Prof. Dr. Carlos Vellozo Roderjan
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spelling Roderjan, Carlos V. (Carlos Vellozo), 1952-Galvão, Franklin, 1952-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Engenharia FlorestalBlum, Christopher Thomas2025-10-24T15:00:48Z2025-10-24T15:00:48Z2010https://hdl.handle.net/1884/24950Orientador : Prof. Dr. Carlos Vellozo RoderjanCoorientador: Prof. Dr. Franklin GalvãoTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal. Defesa: Curitiba, 21/05/2010Bibliografia: fls. 162-174Área de concentração: Conservação da naturezaResumo: O presente estudo teve como objetivo caracterizar a floristica, estrutura e distribuicao espacial de epifitas vasculares e herbaceas terricolas ao longo de um gradiente altitudinal da Floresta Ombrofila Densa na Serra da Prata (48‹41'59,39"W, 25‹36'46,39"S), Parana, e verificar a existencia de relacoes entre estes elementos e a variacao ambiental ao longo da vertente. A area de estudo abrangeu 6,3 ha entre 400 e 1.100 m s.n.m. O componente epifitico foi quantificado em 120 forofitos de porte intermediario (DAP em torno de 35 cm) com copa no dossel, distribuidos em igual numero pelas altitudes 400, 600, 800 e 1.000 m. Os forofitos foram divididos em seis zonas ecologicas verticais, sendo atribuidas estimativas de dominancia e cobertura das epifitas em cada zona. A coleta de dados da sinusia herbacea foi realizada em 716 parcelas de 1x1 m dispostas continuamente ao longo de faixas com 2 m de largura e comprimento variavel, acompanhando a altitude, distribuidas pelas cotas 500 m (208 m2), 700 m (108 m2), 800 m (200 m2) e 1.100 m (200 m2). Registrou-se a altura maxima e o percentual de cobertura de todas as especies herbaceas enraizadas nas parcelas. Para avaliar aspectos climaticos foram instalados dois registradores de umidade e temperatura do ar, aos 400 e 1.000 m, sendo coletados dados diarios entre julho de 2009 e junho de 2010. Foram registradas 277 especies e 30 familias de epifitas vasculares. Orchidaceae abrangeu 103 especies, seguida de Bromeliaceae (37) e Polypodiaceae (28). O indice de Shannon foi de 4,96 nats.ind-1. Apenas 19,5% das especies epifiticas ocorreram em todas as faixas altitudinais. Bromeliaceae teve a maior relevancia estrutural ao longo da encosta. As especies mais frequentes foram Philodendron loefgrenii e Serpocaulon catharinae. Vriesea altodaserrae apresentou a maior importancia estrutural acima dos 800 m s.n.m. Nas altitudes 400 e 600 m se destacaram Aechmea organensis, Vriesea vagans e Vriesea philippocoburgii. As herbaceas terricolas foram representadas por 154 especies de 49 familias. Dryopteridaceae abrangeu 11 especies, seguida de Araceae (10) e Orchidaceae (10). O indice de Shannon foi de 3,74 nats.ind-1. Apenas oito especies (5,1%) foram registradas em todas as altitudes estudadas. Dryopteridaceae e Araceae apresentaram elevada importancia em todas as altitudes. Lastreopsis amplissima, Anthurium acutum e Pleurostachys distichophylla tiveram maior importancia estrutural nas altitudes 800 e 1.100 m. Abaixo dos 600 m s.n.m. se destacaram Philodendron propinquum, Stigmatopteris heterocarpa, Lomagramma guianensis e Dichorisandra thyrsiflora. Para ambas as sinusias detectou-se a existencia de duas associacoes floristicas distintas (submontana e montana), com faixa de transicao entre as altitudes 600 e 800 m, coincidindo com o limite altitudinal entre dois tipos climaticos, diferenciados pela temperatura media do mes mais quente (. 22oC . Cfa; . 22oC . Cfb). A composicao estrutural da comunidade epifitica foi muito similar nas altitudes 400 e 600 m, com valores de riqueza e dominancia significativamente (Teste de Duncan, p > 0,05) mais elevados que nas demais cotas. O relevo acidentado das altitudes superiores condicionou maior heterogeneidade na estrutura da comunidade epifitica devido a sua influencia sobre o porte e arquitetura dos forofitos, resultando em diferencas significativas entre as altitudes 800 e 1.000 m. A estrutura da comunidade herbaceo terricola tambem apresentou consideravel relacao com o relevo. As altitudes 700, 800 e 1.100 m, todas com declividade superior a 60%, apresentaram valores de cobertura e riqueza estatisticamente iguais entre si (Teste de Duncan, p > 0,05), e significativamente diferentes dos registrados aos 500 m s.n.m., onde a declividade media e de 32%. Deste modo, a temperatura parece afetar mais diretamente a composicao floristica e sociologica das sinusias abrangidas, enquanto que as caracteristicas topograficas demonstram maior relacao com as variacoes estruturais ao longo da encosta.Abstract: This study aimed to characterize the floristics, structure and spatial distribution of vascular epiphytes and ground herbs along an altitudinal gradient of the Atlantic Rainforest in the Serra da Prata mountain range (48‹41'59.39"W, 25‹36'46.39"S), Parana State, and to explore the existence of relationships among these elements and the environmental variation along the gradient. The study area has 6.3 hectares between 400 and 1,100 m a.s.l. The epiphytic component was quantified using 120 phorophytes with diameters around 35 cm with canopy crowns distributed equally at 400, 600, 800 and 1,000 m of altitude. The phorophytes were divided into six vertical zones. Dominance and coverage estimates of the epiphytes were taken for each zone. The data collection on the herbaceous synusia was done using 716 quadrats of 1x1 m placed continually in rows 2 m wide with variable length in the altitudes 500 m (208 m2), 700 m (108 m2), 800 m (200 m2) e 1,100 m (200 m2). The maximum height and the percentage of coverage of all rooted herbaceous species in the quadrats were registered. To evaluate the climatic aspects two temperature and air moisture recorders were installed at 400 and 1,000 m a.s.l. Daily data was obtained from July, 2009, until June, 2010. In total, 277 species and 30 families of vascular epiphytes were recorded. Orchidaceae included 103 species, followed by Bromeliaceae (37) and Polypodiaceae (28). The Shannon index was 4.96 nats.ind-1. Only 19.5% of the epiphytes occurred in all altitudes. Bromeliaceae had the greater structural importance along the slope. The most frequent species were Philodendron loefgrenii and Serpocaulon catharinae. Vriesea altodaserrae presented the greater structural importance in altitudes above 800 m. The most important species at 400 and 600 m a.s.l. were Aechmea organensis, Vriesea vagans and Vriesea philippocoburgii. It were recorded 158 species and 49 families of ground herbs. Dryopteridaceae included 11 species, followed by Araceae (10) and Orchidaceae (10). The Shannon index was 3.74 nats.ind-1. Only eight species (5.1%) were registered in all altitudes. Dryopteridaceae and Araceae presented highest importance along the slope. Lastreopsis amplissima, Anthurium acutum and Pleurostachys distichophylla had greater structural importance at 800 and 1,100 m a.s.l.. Below 600 m Philodendron propinquum, Stigmatopteris heterocarpa, Lomagramma guianensis and Dichorisandra thyrsiflora were the most important. For both synusiae it was observed the existence of two distinct floristic associations (submontane and montane), transitioning between 600 and 800 m, coincidently with the altitudinal limit between two types of climate, differentiated by the mean temperature of the warmest month (. 22o C . Cfa; . 22o C . Cfb). The structural composition of the epiphytic community was very similar at 400 and 600 m a.s.l., with richness and dominance values statistically greater (Duncan Multiple Range Test, p > 0,05) than the other altitudes. The steep topography of the higher altitudes generated a greater heterogeneity in the epiphytic structure due to its influence on the size and architecture of the phorophytes, resulting in structural differences between the 800 and 1,000 m. The structure of the herbaceous community also presented relationship with the topography. The altitudes 700, 800 and 1,100 m, all showing declivities higher than 60%, presented coverage and richness values statistically equal (Duncan Multiple Range Test, p > 0,05) among them, and different from the values observed at the 500 m, were the mean declivity is 32%. Therefore, the temperature seems to affect directly the floristic and sociologic composition of the studied synusiae, while the topographic characteristics show greater relationships with the structural variation along the slope.182 f. : il. [algumas color.], grafs., maps., tabs.application/pdfDisponível em formato digitalEpifitasMata AtlânticaComunidades vegetais - ParanáFlorestas tropicais - ParanáOs componentes epifítico vascular e herbáceo terrícola da Floresta Ombrófila densa ao longo de um gradiente altitudinal na Serra da Prata, Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALTese Blum - FINAL.pdfapplication/pdf8922939https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/24950/1/Tese%20Blum%20-%20FINAL.pdfb29aa1fb9f4ff7cc62d05ff2382d9bf9MD51open accessTEXTTese Blum - FINAL.pdf.txtExtracted Texttext/plain514960https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/24950/2/Tese%20Blum%20-%20FINAL.pdf.txtda9a103929d784899092c8235e23f0a7MD52open accessTHUMBNAILTese Blum - FINAL.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1347https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/24950/3/Tese%20Blum%20-%20FINAL.pdf.jpg841c3a30add1a1c6809adb50d8bddc0dMD53open access1884/249502025-10-24 12:00:48.681open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/24950Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082025-10-24T15:00:48Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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