Fatores de risco e desfechos associados à disfunção inicial do enxerto em pacientes submetidos a transplante renal com órgão de doador falecido : estudo de coorte retrospectivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Vicari, Alessandra Rosa
Orientador(a): Manfro, Roberto Ceratti
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/259799
Resumo: Introdução: A disfunção inicial do enxerto (DIE) é uma complicação frequente em pacientes submetidos a transplante renal com doador falecido. Apesar de ter sido estudada em curto e médio prazos, seu impacto em longo prazo nos desfechos do paciente e do enxerto ainda não está claro. Este estudo tem como objetivo avaliar os fatores de risco e o impacto da DIE na sobrevida do paciente e do enxerto e na função do enxerto em receptores de transplante renal de doador falecido. Pacientes e métodos: Este é um estudo de coorte retrospectivo que incluiu 1.182 pacientes submetidos a transplante renal entre janeiro de 2008 e dezembro de 2019. Os principais desfechos avaliados foram: fatores de risco para DIE, sua incidência e duração, função renal do paciente e sobrevida do enxerto e do paciente. Resultados: Os principais fatores de risco encontrados foram o tempo de isquemia fria e tempo de anastomose vascular, idade do doador, creatinina final do doador, enxertos de doadores do sexo masculino e órgãos de outros estados brasileiros. A taxa de incidência de DIE foi de 68,5%. Aos 10 anos de seguimento, a sobrevida dos pacientes foi de 71,7% e 60,4% (P=0,010); a sobrevida do enxerto foi de 86,5% e 73,7% (P=0,001); e a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) foi de 54,2±27,9 e 61,0±24,5mL/min/1,73m2 (P=0,079), para pacientes sem e com DIE, respectivamente. Além disso, a duração da DIE superior a sete dias foi associada a uma sobrevida inferior do enxerto com censura de morte e a uma menor função do enxerto. Conclusão: Em longo prazo, a DIE afeta negativamente a sobrevida de pacientes e enxertos renais e reduz a TFGe. Além disso, a DIE prolongada está associada a uma redução da TFGe a longo prazo.
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