Sequenciamento do vírus da dengue revela circulação simultânea de linhagens e coinfecção no Sul do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bermann, Thales de Lima
Orientador(a): Zolet, Andreia Carina Turchetto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/300321
Resumo: A dengue é uma arbovirose de grande impacto global, causada pelo vírus da dengue (DENV), que possui quatro sorotipos (DENV-1 a DENV-4). No Brasil, DENV-1 e DENV-2 são predominantes, e a vigilância genômica é essencial para monitorar sua diversidade e detectar eventos de coinfecção, que podem influenciar a variabilidade viral e a resposta imunológica do hospedeiro. Este estudo utilizou sequenciamento profundo do genoma viral para investigar a circulação simultânea e eventos de codetecção de linhagens de DENV no Rio Grande do Sul entre 2015 e 2023. Foram analisadas 665 amostras confirmadas por RT-qPCR e sequenciadas na plataforma Illumina MiSeq. Identificamos a predominância de DENV-1 e DENV-2, sendo DENV-1 exclusivamente do genótipo V, enquanto DENV-2 apresentou os genótipos II (cosmopolita) e III (Sudeste Asiático/Americano). Dentro do genótipo V de DENV-1, foram identificadas quatro linhagens distintas, além dos dois genótipos observados para DENV-2. Eventos de codetecção foram identificados em quatro amostras de DENV-1, nas quais variantes majoritárias (MajV) e minoritárias (MinV) pertenciam a linhagens distintas, sugerindo coinfecções intra-hospedeiro. Esses eventos foram corroborados por análises epidemiológicas e filogenéticas, demonstrando a cocirculação geográfica e temporal das linhagens envolvidas. Apesar de raras (0,60% das amostras), as coinfecções evidenciam a complexidade da dinâmica viral e seus possíveis impactos na evolução do vírus. No entanto, todos os casos apresentaram sintomas leves, sem necessidade de hospitalização. Esses achados reforçam a importância da vigilância genômica contínua para avaliar as implicações da diversidade viral na epidemiologia da doença.
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