Diarreia viral bovina : impacto das vacinas vivas nos testes sorológicos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/299781 |
Resumo: | A diarreia viral bovina (BVD) é uma doença de grande impacto sanitário e econômico na pecuária. O diagnóstico sorológico frequentemente utiliza testes de ELISA (Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay) para detecção de anticorpos, incluindo aqueles contra a proteína não estrutural NS3 (P80). No entanto, o uso crescente de vacinas vivas replicativas levanta questionamentos sobre sua interferência nesses testes, podendo comprometer a interpretação dos resultados. Esta dissertação teve como objetivo revisar a literatura sobre a BVD, formas de prevenção, vacinação e diagnóstico e, posteriormente, realizar um estudo para determinar se as vacinas replicativas contendo o vírus da diarreia viral bovina (BVDV) interferem na detecção sorológica de P80 nos testes de ELISA, além da avaliação dos anticorpos contra glicoproteína do envelope (E2) pela mesma técnica. Foram utilizados 153 bovinos das raças Angus e Brangus, com idade entre 12 e 36 meses, provenientes de duas propriedades. Todos os animais eram soronegativos para P80 antes dos tratamentos e foram alocados em quatro grupos experimentais: Vacina A (n=41), Vacina B (n=37), Vacina C (n=36) e Controle (solução fisiológica; n=39). Amostras foram coletadas nos dias 0, 3, 6, 9, 30, 60 e 90 pós-tratamento para análise de anticorpos totais e anti-p80. Em um subgrupo (n=27), também foi realizada a detecção de viremia por teste de antígeno em swabs nasais e sangue total (EDTA) nos dias 0, 3, 6 e 9. Os animais vacinados apresentaram soroconversão progressiva para P80, com os primeiros resultados positivos observados no dia 30 (D30), e aumento da resposta nos dias 60 e 90 (D60 e D90). O grupo controle permaneceu negativo ao longo do estudo. Não foi detectada viremia do vírus vacinal nos dias D0, D3, D6, D9 em amostras de sangue total em EDTA e swab nasal nos animais avaliados em exames de PCR em tempo real (qPCR) e ELISA de captura de antígeno. Os resultados confirmam que as vacinas vivas replicativas interferem na interpretação dos testes ELISA para P80, por pelo menos, 90 dias após o tratamento, pois os anticorpos detectados eram decorrentes da vacinação e não indicam infecção ativa pelo BVDV, uma vez que o grupo controle permaneceu negativo durante todo o estudo. Portanto, é fundamental considerar o histórico vacinal ao interpretar testes sorológicos, garantindo maior precisão no monitoramento da sanidade animal. |
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Santos, Rafaella Lull dosRovani, Monique Tomazele2025-12-06T07:58:50Z2025http://hdl.handle.net/10183/299781001298222A diarreia viral bovina (BVD) é uma doença de grande impacto sanitário e econômico na pecuária. O diagnóstico sorológico frequentemente utiliza testes de ELISA (Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay) para detecção de anticorpos, incluindo aqueles contra a proteína não estrutural NS3 (P80). No entanto, o uso crescente de vacinas vivas replicativas levanta questionamentos sobre sua interferência nesses testes, podendo comprometer a interpretação dos resultados. Esta dissertação teve como objetivo revisar a literatura sobre a BVD, formas de prevenção, vacinação e diagnóstico e, posteriormente, realizar um estudo para determinar se as vacinas replicativas contendo o vírus da diarreia viral bovina (BVDV) interferem na detecção sorológica de P80 nos testes de ELISA, além da avaliação dos anticorpos contra glicoproteína do envelope (E2) pela mesma técnica. Foram utilizados 153 bovinos das raças Angus e Brangus, com idade entre 12 e 36 meses, provenientes de duas propriedades. Todos os animais eram soronegativos para P80 antes dos tratamentos e foram alocados em quatro grupos experimentais: Vacina A (n=41), Vacina B (n=37), Vacina C (n=36) e Controle (solução fisiológica; n=39). Amostras foram coletadas nos dias 0, 3, 6, 9, 30, 60 e 90 pós-tratamento para análise de anticorpos totais e anti-p80. Em um subgrupo (n=27), também foi realizada a detecção de viremia por teste de antígeno em swabs nasais e sangue total (EDTA) nos dias 0, 3, 6 e 9. Os animais vacinados apresentaram soroconversão progressiva para P80, com os primeiros resultados positivos observados no dia 30 (D30), e aumento da resposta nos dias 60 e 90 (D60 e D90). O grupo controle permaneceu negativo ao longo do estudo. Não foi detectada viremia do vírus vacinal nos dias D0, D3, D6, D9 em amostras de sangue total em EDTA e swab nasal nos animais avaliados em exames de PCR em tempo real (qPCR) e ELISA de captura de antígeno. Os resultados confirmam que as vacinas vivas replicativas interferem na interpretação dos testes ELISA para P80, por pelo menos, 90 dias após o tratamento, pois os anticorpos detectados eram decorrentes da vacinação e não indicam infecção ativa pelo BVDV, uma vez que o grupo controle permaneceu negativo durante todo o estudo. Portanto, é fundamental considerar o histórico vacinal ao interpretar testes sorológicos, garantindo maior precisão no monitoramento da sanidade animal.Bovine viral diarrhea (BVD) is a disease with significant sanitary and economic impact on livestock production. Serological diagnosis frequently employs ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) tests to detect antibodies, including those against the non-structural protein NS3 (P80).. However, the increasing use of replicating live vaccines raises questions about their interference with these tests, potentially compromising the interpretation of results. This dissertation aimed to review the literature on BVD, its prevention methods, vaccination and diagnosis. It also sought to determine whether replicating vaccines containing the bovine viral diarrhea virus (BVDV) interfere with serological detection of P80 in ELISA tests, in addition to the evaluation of total antibodies (E2) using the same technique. Angus and Brangus cattle, aged between 12 and 36 months, from two farms, were used. All animals were seronegative for P80 before treatment and were allocated into four experimental groups: Vaccine A (n=41), Vaccine B (n=37), Vaccine C (n=36), and Control (saline solution; n=39). Samples were collected on days 0, 3, 6, 9, 30, 60, and 90 post-treatment for analysis of total antibodies and P80. In a subgroup (n=27), viral detection was also performed using antigen detection in nasal swabs and whole blood (EDTA) on days 0, 3, 6, and 9. Vaccinated animals showed progressive seroconversion for P80, with the first positive results observed on day 30 (D30), and an increasing response on days 60 and 90 (D60 and D90). The control group remained negative throughout the study. No viral shedding from the vaccine was detected on days D0, D3, D6, or D9 in whole blood or nasal swab samples from the animals tested using real-time PCR (qPCR) and antigen-capture ELISA. The results confirm that replicating live vaccines interfere with the interpretation of ELISA tests for P80 for at least up to 90 days post-treatment. The antibodies detected resulted from vaccination and did not indicate active BVDV infection, given that the control group remained negative throughout the study. Therefore, it is essential to consider the vaccination history when interpreting serological tests, ensuring greater accuracy in monitoring animal health.application/pdfporVacina vivaPestivirusVírus da diarréia viral bovinaProteínas não estruturais viraisReplicação viralTestes sorológicosEnsaio de imunoadsorção enzimáticaBovinosBVDNS3 (P80)Replicating vaccinesSerological diagnosisELISADiarreia viral bovina : impacto das vacinas vivas nos testes sorológicosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de VeterináriaPrograma de Pós-Graduação em Ciências VeterináriasPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001298222.pdf.txt001298222.pdf.txtExtracted Texttext/plain52630http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299781/2/001298222.pdf.txt6bdc76fd35a765b03714bdc7c29b9981MD52ORIGINAL001298222.pdfTexto parcialapplication/pdf730565http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299781/1/001298222.pdf3398f47abd4e59301b65e31a2d7c68dfMD5110183/2997812025-12-15 10:45:49.423oai:www.lume.ufrgs.br:10183/299781Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2025-12-15T12:45:49Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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