Epidemiologia da atividade física e sua associação com obesidade em amostra representativa da população adulta de Porto Alegre

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Gustavo, Andréia da Silva
Orientador(a): Fuchs, Sandra Cristina Pereira Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/24614
Resumo: Introdução: Inatividade física é fator de risco para doenças não transmissíveis (DNTs). Dentre essas, destaca-se que a obesidade (central e adiposidade na região da cintura) é fator de risco independente para mortalidade. O International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) tem sido utilizado para investigar a epidemiologia da atividade física, com o objetivo de padronizar a investigação. Objetivos: Verificar a prevalência de atividade física segundo diferentes critérios e a associação com obesidade na população adulta de Porto Alegre/RS. Método: Este é um estudo transversal de base populacional, representativo da população adulta (18 a 90 anos) de Porto Alegre. É parte do estudo de Síndrome de Obesidade e Fatores de risco para doença cardiovascular (SOFT Study). Atividade física foi avaliada utilizando o IPAQ versão curta. Características demográficas e socioeconômicas foram investigadas. Obesidade foi determinada por índice de massa corporal P30 kg/m2 e adiposidade central pela circunferência da cintura. Características demográficas (cor da pele - auto-referida e categorizada em branca ou não-branca; idade - calculada a partir das datas de nascimento e entrevista), socioeconômicas (escolaridade - avaliada pelo número de anos completados na escola; ter trabalhado no mês precedente à entrevista, e status marital – categorizado em solteiro, separado ou viúvo, e casado ou com companheiro) e características de estilo de vida (consumo abusivo de bebidas alcoólicas – definido para mulheres que consumiram P15 gramas/dia ou homens que consumiam P30 gramas/dia 12, tabagismo – categorizado em fumante atual, ex-fumante e não tabagistas. O módulo de amostras complexas foi utilizado para considerar o efeito do desenho, c2 de Pearson para analisar a relação entre exposição de interesse e obesidade. Taxas de prevalência e intervalo de confiança (IC 95%) foram calculados com o modelo de Regressão de Cox com tempo igual a um. Resultados: Entre os critérios de baixo nível de atividade física, dos 1858 adultos 30,5% eram insuficientemente ativos conforme o protocolo do IPAQ, 25,5% realizavam menos do que 150 minutos por semana, 38,6% despendiam menos do que 1000 kcal por semana e 34,5% passavam seis horas ou mais sentados por semana. Diferenças estatisticamente significativas entre os sexos, com maior prevalência entre os homens, foram detectadas para atividades vigorosas P150 min/sem (26,9% vs. 14,2%), deslocamento P150 min/sem (51,1% vs. 43,8%), prática por tempo igual ou superior a 1000 minutos por semana (18,9% vs. 14,2%) e permanência sentado por semana maior ou igual a seis horas/dia (37,4% vs. 32,4%). A relação inversa com idade foi confirmada em todos os critérios de atividade física para as mulheres e na maior parte dos critérios para os homens. Exceção constitui comportamento sedentário, associado à idade apenas entre os homens e com maior prevalência entre os mais jovens. Ao analisar a associação de alto nível de atividade física com obesidade, identificou-se na amostra que 25% eram muito ativos, 21% eram obesos e 29% tinham obesidade central. Homens e mulheres, respectivamente, apresentaram diferenças significativas quanto à prevalência de obesidade (17,5 vs. 23,5%, p=0,006), obesidade central (17,5 vs. 37,3%, p<0,001), mas não em relação a alto nível de atividade física (26,3 vs. 24,7%, p=0,5). A relação inversa de alto nível de atividade física com idade foi confirmada para homens (p<0,001) e mulheres (p<0,001), mas associação independente de alto nível de atividade física com menor risco de obesidade só foi caracterizada para mulheres (p=0,01). Conclusão: As prevalências de atividade física variam com a definição, mas os critérios do IPAQ e a duração maior ou igual a 150 minutos/semana se assemelham. As prevalências identificadas pelo IPAQ em Porto Alegre são semelhantes as descritas para o Brasil. A atividade física de alto nível é menos propensa a viés de aferição. E a associação com obesidade deve reproduzir a realidade. Na população de Porto Alegre a associação entre atividade física de alto nível e obesidade não foi confirmada para homens. Entre as mulheres, a associação foi significativa e independente de outros fatores de confusão.
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spelling Gustavo, Andréia da SilvaFuchs, Sandra Cristina Pereira Costa2010-07-14T04:20:30Z2009http://hdl.handle.net/10183/24614000748075Introdução: Inatividade física é fator de risco para doenças não transmissíveis (DNTs). Dentre essas, destaca-se que a obesidade (central e adiposidade na região da cintura) é fator de risco independente para mortalidade. O International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) tem sido utilizado para investigar a epidemiologia da atividade física, com o objetivo de padronizar a investigação. Objetivos: Verificar a prevalência de atividade física segundo diferentes critérios e a associação com obesidade na população adulta de Porto Alegre/RS. Método: Este é um estudo transversal de base populacional, representativo da população adulta (18 a 90 anos) de Porto Alegre. É parte do estudo de Síndrome de Obesidade e Fatores de risco para doença cardiovascular (SOFT Study). Atividade física foi avaliada utilizando o IPAQ versão curta. Características demográficas e socioeconômicas foram investigadas. Obesidade foi determinada por índice de massa corporal P30 kg/m2 e adiposidade central pela circunferência da cintura. Características demográficas (cor da pele - auto-referida e categorizada em branca ou não-branca; idade - calculada a partir das datas de nascimento e entrevista), socioeconômicas (escolaridade - avaliada pelo número de anos completados na escola; ter trabalhado no mês precedente à entrevista, e status marital – categorizado em solteiro, separado ou viúvo, e casado ou com companheiro) e características de estilo de vida (consumo abusivo de bebidas alcoólicas – definido para mulheres que consumiram P15 gramas/dia ou homens que consumiam P30 gramas/dia 12, tabagismo – categorizado em fumante atual, ex-fumante e não tabagistas. O módulo de amostras complexas foi utilizado para considerar o efeito do desenho, c2 de Pearson para analisar a relação entre exposição de interesse e obesidade. Taxas de prevalência e intervalo de confiança (IC 95%) foram calculados com o modelo de Regressão de Cox com tempo igual a um. Resultados: Entre os critérios de baixo nível de atividade física, dos 1858 adultos 30,5% eram insuficientemente ativos conforme o protocolo do IPAQ, 25,5% realizavam menos do que 150 minutos por semana, 38,6% despendiam menos do que 1000 kcal por semana e 34,5% passavam seis horas ou mais sentados por semana. Diferenças estatisticamente significativas entre os sexos, com maior prevalência entre os homens, foram detectadas para atividades vigorosas P150 min/sem (26,9% vs. 14,2%), deslocamento P150 min/sem (51,1% vs. 43,8%), prática por tempo igual ou superior a 1000 minutos por semana (18,9% vs. 14,2%) e permanência sentado por semana maior ou igual a seis horas/dia (37,4% vs. 32,4%). A relação inversa com idade foi confirmada em todos os critérios de atividade física para as mulheres e na maior parte dos critérios para os homens. Exceção constitui comportamento sedentário, associado à idade apenas entre os homens e com maior prevalência entre os mais jovens. Ao analisar a associação de alto nível de atividade física com obesidade, identificou-se na amostra que 25% eram muito ativos, 21% eram obesos e 29% tinham obesidade central. Homens e mulheres, respectivamente, apresentaram diferenças significativas quanto à prevalência de obesidade (17,5 vs. 23,5%, p=0,006), obesidade central (17,5 vs. 37,3%, p<0,001), mas não em relação a alto nível de atividade física (26,3 vs. 24,7%, p=0,5). A relação inversa de alto nível de atividade física com idade foi confirmada para homens (p<0,001) e mulheres (p<0,001), mas associação independente de alto nível de atividade física com menor risco de obesidade só foi caracterizada para mulheres (p=0,01). Conclusão: As prevalências de atividade física variam com a definição, mas os critérios do IPAQ e a duração maior ou igual a 150 minutos/semana se assemelham. As prevalências identificadas pelo IPAQ em Porto Alegre são semelhantes as descritas para o Brasil. A atividade física de alto nível é menos propensa a viés de aferição. E a associação com obesidade deve reproduzir a realidade. Na população de Porto Alegre a associação entre atividade física de alto nível e obesidade não foi confirmada para homens. Entre as mulheres, a associação foi significativa e independente de outros fatores de confusão.Introduction: Physical inactivity is a risk factor for non-communicable diseases (NCD). Among them, central obesity and waist adiposity stand out as an independent risk factor for mortality. The International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) has been used to assess physical activity epidemiology, aiming to standardize the investigation. Objective: To assess the prevalence of physical activity according to different criteria and its association with obesity in adults in the city of Porto Alegre, south Brazil. Methods: This is a cross-sectional population-based study, representative of the adult population (18-90years old) of Porto Alegre. It is part of the Study of Obesity and Risk Factors (SOFT study). Physical activity was assessed using the short version of IPAQ. Obesity was determined by body-mass index P 30kg/m2, and central adiposity by waist circumference. Demographic (skin color, self referred and categorized in white or non-white; age, calculated from birth and interview dates), socioeconomic (education, defined as number of years in scholl; working during the month prior to the interview; marital status, categorized in single, divorced or widowed, and married), and life style (abusive alcohol consumption, defined as P15g/day for women and P 30g/day for men; smoking, categorized in current smokers, non-smokers, and ex-smokers) characteristics were investigated. The SPSS complex samples module was used to consider the design effect. Pearson’s chi-square test was used to analyze the relation among obesity and the variables of interest. Prevalence rates and 95% confidence intervals were calculated using Cox regression with time set to 1. Results: Using the different criteria for low physical activity, 30.5% of 1858 adults were insufficiently active according to the IPAQ protocol, 25.5% performed less than 150 minutes of physical activity per week, 38.6% spent less than 1000kcal per week, and 34.5% spent six hours or more sitting per week. Statistically significant differences were detected between men and women, with a higher prevalence for men, for P150min/week of vigorous activities (26.9 vs. 14.2%), P 150min/week of walking (51.1 vs. 43.8%), P 1000min/week of practice (18.9 vs. 14.2%), and P 6h/day sitting (37.4 vs. 32.4%). Inverse correlation with age was confirmed in al criteria of physical activity for women, and on most criteria for men. An exception was sedentary behavior, associated to age only among men and with higher prevalence among young individuals. Analyzing the association of high level of physical activity with obesity, we identified that 25% of the sample were very active, 21% were obese and 29% ha central obesity. Men and women had significant differences regarding obesity (17.5 vs. 23.5%, p= 0.006) and central obesity (17.5 vs. 37.3%, p<0.001) prevalence, but not regarding high level of physical activity (26.3 vs. 24.7%, p=0.5). The inverse association of high physical activity level with age was confirmed for men (p<0.001) and women (p<0.001), but association independent of high physical activity level with less risk of obesity was only confirmed for women (p=0.01). Conclusion: Prevalence of physical activity varies according to definition, but IPAQ criteria and duration P 150min/week are similar. The prevalences identified by IPAQ in Porto Alegre are similar to those described in Brazil. High level physical activity is less prone to reporting bias, and its association with obesity should reproduce reality. In the population of Porto Alegre the associations between high level physical activity and obesity was not confirmed for men. Among women, the association was positive and independent of other confusion factors.application/pdfporObesidadeExercício físicoEpidemiologiaPorto Alegre (RS)Comportamento sedentárioPhysical inactivityPhysical activityVigorous activityIPAQObesityEpidemiologia da atividade física e sua associação com obesidade em amostra representativa da população adulta de Porto Alegreinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaPorto Alegre, BR-RS2009doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000748075.pdf000748075.pdfTexto completoapplication/pdf933498http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/24614/1/000748075.pdf3ed2d8eac5eea033c504014e7d585d04MD51TEXT000748075.pdf.txt000748075.pdf.txtExtracted Texttext/plain250666http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/24614/2/000748075.pdf.txt8c521287a3569b6a1110b7f96a86b3c7MD52THUMBNAIL000748075.pdf.jpg000748075.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1164http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/24614/3/000748075.pdf.jpg7684a3bdaaaaf001fd887a40c35b0d5eMD5310183/246142024-11-27 07:53:43.084853oai:www.lume.ufrgs.br:10183/24614Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2024-11-27T09:53:43Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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