Aulas de dança para meninas : uma análise das respostas cardiorrespiratórias e do nível de atividade física

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Santos, Gabriela Cristina dos
Orientador(a): Oliveira, Álvaro Reischak de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/230876
Resumo: Introdução: Crianças, especialmente meninas, dificilmente atingem as recomendações de saúde para de Atividade Física Moderada a Vigorosa (AFMV) de pelo menos 30 min por dia, fato que tem sido observado em nível mundial. A dança, por ser uma das atividades preferidas desse público, pode ser uma estratégia interessante como forma de intervenção, pois além de gerar benefícios físicos e psicossociais, se caracteriza por ser uma intervenção de baixo custo e alta aderência. Contudo, essas aulas parecem não atingir as recomendações mínimas de AFMV/durante os períodos de aula (50% do tempo total de aula). Dessa forma, compreender a estrutura das aulas de dança para crianças, assim como as respostas fisiológicas dos passos de dança isolados, pode auxiliar na organização e planejamento das sessões de exercício, de modo que durante as aulas de dança se atinjam as recomendações mínimas de AFMV, e que estas possam contribuir para aumentos nos níveis de AFVM diários em crianças. Objetivos: Investigar a estrutura das aulas de dança e identificar comportamentos que podem contribuir ou prejudicar o tempo de AFMV durante as aulas. Além disso, verificar as respostas cardiorrespiratórias agudas (consumo de oxigênio, VO2 e frequência cardíaca, FC) durante a execução diferentes passos de dança, bem como as zonas de intensidade (subaeróbias, aeróbia de baixa, moderada ou alta intensidade, ou anaeróbia) em que são realizados, em relação ao primeiro e segundo limiar ventilatório (LV1 e LV2) e consumo de oxigênio de pico (VO2pico) de meninas entre 7 e 12 anos de idade. Métodos: Primeiramente, foi realizada uma revisão sistemática para identificar o nível de AFMV durante as aulas de dança, assim como as respostas cardiorrespiratórias agudas e crônicas das aulas de dança para crianças. Seguido a isso, encaminhou-se um estudo observacional com o objetivo de verificar a estrutura dessas aulas e identificar fatores que pudessem interferir de forma positiva ou negativa no tempo de AFMV durante as aulas, além de identificar o andamento das músicas e passos de dança mais utilizados na faixa etária estudada. Nesse estudo, análises de vídeo de 20 aulas de dança de diferentes estilos (ballet, jazz, hip hop, dança de salão) foram realizadas por três pesquisadores independentes. Por fim, foi realizado um estudo experimental para identificar as respostas cardiorrespiratórias agudas durante a execução passos de dança isolados, por meio da análise direta do VO2 e da FC (K5 COSMED), relacionando-os às respostas dessas variáveis nos limiares ventilatórios (LV1 e LV2) e esforço máximo das participantes (obtidas através de um teste de progressivo de esforço máximo em ciclo ergômetro). A análise do VO2 foi relativizada de acordo com a massa livre de gordura (VO2FFM-1). Os resultados foram expressos em média e desvio padrão (média ± DP). Para análise estatística foi realizado o teste de Friedman. Os dados foram considerados estatisticamente significativos quando p ≤0,05. Resultados: De acordo com a nossa revisão sistemática, as aulas de dança não atingem 50% do tempo de aula em AFMV, como recomendado pelas organizações de saúde. Swing Dance, Dança Escocesa e High kick, foram os estilos que atingiram maior frequência cardíaca média durante as aulas (149, 151 e 176 bpm, respectivamente). Além disso, poucos estudos descreveram detalhadamente a caracterização das aulas de dança (estrutura, passos e músicas utilizadas), e poucos utilizaram medidas fisiológicas diretas para análise da intensidade do exercício, como VO2 e FC. Nosso segundo estudo, através de análise de vídeos, identificou que a estrutura das aulas de dança envolve uma duração elevada de tempo inativo (24,00 ± 7,4 % do tempo total de aula), principalmente caracterizado por atividades sedentárias, como ficar parado conversando, esperar a música começar, entre outros. Junto a isso, um baixo tempo de dança como exercício físico ou seja, realizando sequências de dança na íntegra (sem pausas para memorização, correção, etc), foi identificado (31 % do tempo total de aula). O tempo de dança como exercício físico moderado foi principalmente relacionado com atividades de maior característica aeróbias, como realização de sequências coreográficas completas e deslocamentos. Por fim, o estudo experimental identificou que passos mais técnicos e complexos como o Tendu, Plié e Giro atingiram zonas de baixa intensidade aeróbia, com valores de VO2 e FC similares ao LV1 das crianças (28.4 ± 7.9 mL.FFM1 .min-1 ). Passos que envolvem grandes amplitudes de movimento, bem como deslocamentos em diferentes direções, atingiram zonas intensidade moderadas (>LV1 e < LV2), considerando as respostas da FC, e zonas de intensidade leve à moderada, considerando as respostas do VO2. Por exemplo, passo Grand Battement: VO2 = 30.3 ± 5.9 mL.FFM-1 .min-1 e FC = 146 bpm. Passos envolvendo pequenos saltos sucessivos em maior velocidade, como Sauté e Skip, atingiram zonas aeróbias de alta intensidade, similares ao LV2 das participantes (43.8 ± 12.4 mLFFM-1 .min-1 ). Conclusões: De acordo com nossa revisão sistemática (Artigo 1), as aulas de dança, em geral, não foram capazes de atingir 50% do tempo total de aula em AFMV. A análise de vídeos (artigo 2), apontou que as aulas de dança para crianças têm um alto tempo inativo e baixo tempo de dança como exercício físico. Por fim, o estudo experimental (artigo 3), demonstrou que alguns passos de dança isolados, com grandes amplitudes de movimento e deslocamentos no espaço, atingiram zonas de intensidade aeróbias moderadas a altas, enquanto passos de maior complexidade técnica permanecem em zona aeróbia de baixa intensidade. Os resultados dessa dissertação sugerem que as aulas de dança podem ser estruturadas de forma a diminuir o tempo inativo e aumentar o tempo efetivo de exercício. Assim, as aulas de dança podem atingir as recomendações de 50% do tempo total de aula em AFMV, e talvez em longo prazo, contribuir para aumentos nos níveis diários e/ou semanais de AFMV de crianças.
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spelling Santos, Gabriela Cristina dosOliveira, Álvaro Reischak deKrause, Josianne da Costa Rodrigues2021-10-16T04:40:28Z2021http://hdl.handle.net/10183/230876001132693Introdução: Crianças, especialmente meninas, dificilmente atingem as recomendações de saúde para de Atividade Física Moderada a Vigorosa (AFMV) de pelo menos 30 min por dia, fato que tem sido observado em nível mundial. A dança, por ser uma das atividades preferidas desse público, pode ser uma estratégia interessante como forma de intervenção, pois além de gerar benefícios físicos e psicossociais, se caracteriza por ser uma intervenção de baixo custo e alta aderência. Contudo, essas aulas parecem não atingir as recomendações mínimas de AFMV/durante os períodos de aula (50% do tempo total de aula). Dessa forma, compreender a estrutura das aulas de dança para crianças, assim como as respostas fisiológicas dos passos de dança isolados, pode auxiliar na organização e planejamento das sessões de exercício, de modo que durante as aulas de dança se atinjam as recomendações mínimas de AFMV, e que estas possam contribuir para aumentos nos níveis de AFVM diários em crianças. Objetivos: Investigar a estrutura das aulas de dança e identificar comportamentos que podem contribuir ou prejudicar o tempo de AFMV durante as aulas. Além disso, verificar as respostas cardiorrespiratórias agudas (consumo de oxigênio, VO2 e frequência cardíaca, FC) durante a execução diferentes passos de dança, bem como as zonas de intensidade (subaeróbias, aeróbia de baixa, moderada ou alta intensidade, ou anaeróbia) em que são realizados, em relação ao primeiro e segundo limiar ventilatório (LV1 e LV2) e consumo de oxigênio de pico (VO2pico) de meninas entre 7 e 12 anos de idade. Métodos: Primeiramente, foi realizada uma revisão sistemática para identificar o nível de AFMV durante as aulas de dança, assim como as respostas cardiorrespiratórias agudas e crônicas das aulas de dança para crianças. Seguido a isso, encaminhou-se um estudo observacional com o objetivo de verificar a estrutura dessas aulas e identificar fatores que pudessem interferir de forma positiva ou negativa no tempo de AFMV durante as aulas, além de identificar o andamento das músicas e passos de dança mais utilizados na faixa etária estudada. Nesse estudo, análises de vídeo de 20 aulas de dança de diferentes estilos (ballet, jazz, hip hop, dança de salão) foram realizadas por três pesquisadores independentes. 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Swing Dance, Dança Escocesa e High kick, foram os estilos que atingiram maior frequência cardíaca média durante as aulas (149, 151 e 176 bpm, respectivamente). Além disso, poucos estudos descreveram detalhadamente a caracterização das aulas de dança (estrutura, passos e músicas utilizadas), e poucos utilizaram medidas fisiológicas diretas para análise da intensidade do exercício, como VO2 e FC. Nosso segundo estudo, através de análise de vídeos, identificou que a estrutura das aulas de dança envolve uma duração elevada de tempo inativo (24,00 ± 7,4 % do tempo total de aula), principalmente caracterizado por atividades sedentárias, como ficar parado conversando, esperar a música começar, entre outros. Junto a isso, um baixo tempo de dança como exercício físico ou seja, realizando sequências de dança na íntegra (sem pausas para memorização, correção, etc), foi identificado (31 % do tempo total de aula). O tempo de dança como exercício físico moderado foi principalmente relacionado com atividades de maior característica aeróbias, como realização de sequências coreográficas completas e deslocamentos. Por fim, o estudo experimental identificou que passos mais técnicos e complexos como o Tendu, Plié e Giro atingiram zonas de baixa intensidade aeróbia, com valores de VO2 e FC similares ao LV1 das crianças (28.4 ± 7.9 mL.FFM1 .min-1 ). Passos que envolvem grandes amplitudes de movimento, bem como deslocamentos em diferentes direções, atingiram zonas intensidade moderadas (>LV1 e < LV2), considerando as respostas da FC, e zonas de intensidade leve à moderada, considerando as respostas do VO2. Por exemplo, passo Grand Battement: VO2 = 30.3 ± 5.9 mL.FFM-1 .min-1 e FC = 146 bpm. Passos envolvendo pequenos saltos sucessivos em maior velocidade, como Sauté e Skip, atingiram zonas aeróbias de alta intensidade, similares ao LV2 das participantes (43.8 ± 12.4 mLFFM-1 .min-1 ). Conclusões: De acordo com nossa revisão sistemática (Artigo 1), as aulas de dança, em geral, não foram capazes de atingir 50% do tempo total de aula em AFMV. A análise de vídeos (artigo 2), apontou que as aulas de dança para crianças têm um alto tempo inativo e baixo tempo de dança como exercício físico. Por fim, o estudo experimental (artigo 3), demonstrou que alguns passos de dança isolados, com grandes amplitudes de movimento e deslocamentos no espaço, atingiram zonas de intensidade aeróbias moderadas a altas, enquanto passos de maior complexidade técnica permanecem em zona aeróbia de baixa intensidade. Os resultados dessa dissertação sugerem que as aulas de dança podem ser estruturadas de forma a diminuir o tempo inativo e aumentar o tempo efetivo de exercício. Assim, as aulas de dança podem atingir as recomendações de 50% do tempo total de aula em AFMV, e talvez em longo prazo, contribuir para aumentos nos níveis diários e/ou semanais de AFMV de crianças.Background: Children, especially girls, hardly reach the health recommendations for Moderate to Vigorous Physical Activity (MVPA) of at least 30 min per day, a fact that has been observed worldwide. Dance, being one of the favorite activities of this public, can be an interesting strategy as a form of intervention, because in addition to generating physical and psychosocial benefits, it is characterized by being a low cost and high adherence intervention. However, these classes do not seem to meet the minimum MVPA / recommendations during class periods (50% of total class time). Thus, understanding the structure of dance classes for children, as well as the physiological responses of isolated dance steps, can assist in the organization and planning of exercise sessions, so that during dance classes, the minimum MVPA recommendations are reached , and that these may contribute to increases in daily MVPA levels in children. Objectives: To investigate the structure of dance classes and identify behaviors that can contribute or hinder the time of MVPA during classes. In addition, to verify the acute cardiorespiratory responses (oxygen consumption, VO2 and heart rate, HR) during the execution of different dance steps, as well as the intensity zones (subaerobic, low, moderate or high intensity aerobic, or anaerobic) in that are performed, in relation to the first and second ventilatory threshold (LV1 and LV2) and peak oxygen consumption (VO2peak) of girls between 7 and 12 years of age. Methods: First, a systematic review was carried out to identify the level of MVPA during dance classes, as well as the acute and chronic cardiorespiratory responses of dance classes for children. Following this, an observational study was carried out with the objective of verifying the structure of these classes and identifying factors that could interfere positively or negatively in the time of MVPA during the classes, in addition to identifying the progress of the songs and dance steps more used in the studied age range. In this study, video analyzes of 20 dance classes of different styles (ballet, jazz, hip hop, ballroom dancing) were carried out by three independent researchers. Finally, an experimental study was carried out to identify the acute cardiorespiratory responses during the execution of isolated dance steps, through the direct analysis of VO2 and HR (K5 COSMED), relating them to the responses of these variables in the ventilatory thresholds (LV1 and LV2) and maximum effort of the participants (obtained through a progressive test of maximum effort in an ergometer cycle). The VO2 analysis was relativized according to the fat-free mass (VO2FFM-1). The results were expressed as mean and standard deviation (mean ± SD). For statistical analysis, the Friedman test was performed. The data were considered statistically significant when p ≤0.05. Results: According to our systematic review, dance classes do not reach 50% of class time in MVPA, as recommended by health organizations. Swing Dance, Scottish Dance and High kick, were the styles that reached the highest average heart rate during classes (149, 151 and 176 bpm, respectively). In addition, few studies have described the characterization of dance classes in detail (structure, steps and music used), and few have used direct physiological measures to analyze exercise intensity, such as VO2 and HR. Our second study, through video analysis, identified that the structure of dance classes involves a long duration of inactive time (24.00 ± 7.4% of the total class time), mainly characterized by sedentary activities, such as standing still talking, waiting for the music to start, among others. Along with this, a low dance time as a physical exercise, that is, performing dance sequences in full (without breaks for memorization, correction, etc.), was identified (31% of the total class time). Dance time as a moderate physical exercise was mainly related to activities with a greater aerobic characteristic, such as performing complete choreographic sequences and displacements. Finally, the experimental study identified that more technical and complex steps such as Tendu, Plié and Spin reached areas of low aerobic intensity, with VO2 and HR values similar to the children's LV1 (28.4 ± 7.9 mL.FFM-1 .min-1 ). Steps involving large ranges of motion, as well as displacements in different directions, reached zones of moderate intensity (> LV1 and <LV2), considering HR responses, and zones of light to moderate intensity, considering VO2 responses. For example, step Grand Battement: VO2 = 30.3 ± 5.9 mL.FFM-1 .min-1 and FC = 146 bpm. Steps involving small successive jumps at greater speed, such as Sauté and Skip, reached high-intensity aerobic zones, similar to the participants' LV2 (43.8 ± 12.4 mL.FFM-1 .min-1 ). Conclusions: According to our systematic review (Article 1), dance classes, in general, were not able to reach 50% of the total class time in MVPA. The analysis of videos (article 2), pointed out that dance classes for children have a high idle time and low dance time as physical exercise. Finally, the experimental study (article 3) demonstrated that some isolated dance steps, with large ranges of movement and space movements, reached zones of moderate to high aerobic intensity, while steps of greater technical complexity remain in low aerobic zones. intensity. The results of this dissertation suggest that dance classes can be structured in a way to reduce idle time and increase effective exercise time. Thus, dance classes can reach the recommendations of 50% of the total class time in MVPA, and perhaps in the long run, contribute to increases in children's daily and / or weekly MVPA levels.application/pdfporDançaCriançasAtividade físicaFisiologia do exercícioDanceModerate to vigorous physical activityChildAulas de dança para meninas : uma análise das respostas cardiorrespiratórias e do nível de atividade físicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de Educação Física, Fisioterapia e DançaPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Movimento HumanoPorto Alegre, BR-RS2021mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001132693.pdf.txt001132693.pdf.txtExtracted Texttext/plain68865http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/230876/2/001132693.pdf.txtb095711d1da4fdb62e1569b8d4362f00MD52ORIGINAL001132693.pdfTexto parcialapplication/pdf1222850http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/230876/1/001132693.pdf825f08074c395025afb3013759308c0cMD5110183/2308762021-11-20 06:20:26.425599oai:www.lume.ufrgs.br:10183/230876Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532021-11-20T08:20:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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Objetivos: Investigar a estrutura das aulas de dança e identificar comportamentos que podem contribuir ou prejudicar o tempo de AFMV durante as aulas. Além disso, verificar as respostas cardiorrespiratórias agudas (consumo de oxigênio, VO2 e frequência cardíaca, FC) durante a execução diferentes passos de dança, bem como as zonas de intensidade (subaeróbias, aeróbia de baixa, moderada ou alta intensidade, ou anaeróbia) em que são realizados, em relação ao primeiro e segundo limiar ventilatório (LV1 e LV2) e consumo de oxigênio de pico (VO2pico) de meninas entre 7 e 12 anos de idade. Métodos: Primeiramente, foi realizada uma revisão sistemática para identificar o nível de AFMV durante as aulas de dança, assim como as respostas cardiorrespiratórias agudas e crônicas das aulas de dança para crianças. Seguido a isso, encaminhou-se um estudo observacional com o objetivo de verificar a estrutura dessas aulas e identificar fatores que pudessem interferir de forma positiva ou negativa no tempo de AFMV durante as aulas, além de identificar o andamento das músicas e passos de dança mais utilizados na faixa etária estudada. Nesse estudo, análises de vídeo de 20 aulas de dança de diferentes estilos (ballet, jazz, hip hop, dança de salão) foram realizadas por três pesquisadores independentes. Por fim, foi realizado um estudo experimental para identificar as respostas cardiorrespiratórias agudas durante a execução passos de dança isolados, por meio da análise direta do VO2 e da FC (K5 COSMED), relacionando-os às respostas dessas variáveis nos limiares ventilatórios (LV1 e LV2) e esforço máximo das participantes (obtidas através de um teste de progressivo de esforço máximo em ciclo ergômetro). A análise do VO2 foi relativizada de acordo com a massa livre de gordura (VO2FFM-1). Os resultados foram expressos em média e desvio padrão (média ± DP). Para análise estatística foi realizado o teste de Friedman. Os dados foram considerados estatisticamente significativos quando p ≤0,05. Resultados: De acordo com a nossa revisão sistemática, as aulas de dança não atingem 50% do tempo de aula em AFMV, como recomendado pelas organizações de saúde. Swing Dance, Dança Escocesa e High kick, foram os estilos que atingiram maior frequência cardíaca média durante as aulas (149, 151 e 176 bpm, respectivamente). Além disso, poucos estudos descreveram detalhadamente a caracterização das aulas de dança (estrutura, passos e músicas utilizadas), e poucos utilizaram medidas fisiológicas diretas para análise da intensidade do exercício, como VO2 e FC. Nosso segundo estudo, através de análise de vídeos, identificou que a estrutura das aulas de dança envolve uma duração elevada de tempo inativo (24,00 ± 7,4 % do tempo total de aula), principalmente caracterizado por atividades sedentárias, como ficar parado conversando, esperar a música começar, entre outros. Junto a isso, um baixo tempo de dança como exercício físico ou seja, realizando sequências de dança na íntegra (sem pausas para memorização, correção, etc), foi identificado (31 % do tempo total de aula). O tempo de dança como exercício físico moderado foi principalmente relacionado com atividades de maior característica aeróbias, como realização de sequências coreográficas completas e deslocamentos. Por fim, o estudo experimental identificou que passos mais técnicos e complexos como o Tendu, Plié e Giro atingiram zonas de baixa intensidade aeróbia, com valores de VO2 e FC similares ao LV1 das crianças (28.4 ± 7.9 mL.FFM1 .min-1 ). 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