Prevalência de achados radiográficos de impacto fêmoro-acetabular em indivíduos assintomáticos entre 20 e 40 anos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Diesel, Cristiano Valter
Orientador(a): Galia, Carlos Roberto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Cam
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/97305
Resumo: Introdução: As alterações anatômicas do fêmur proximal ou do acetábulo, como as decorrentes das sequelas da epifisiólise do fêmur proximal, da displasia do quadril da doença de Legg-Perthes-Calvé, podem levar ao desenvolvimento da artrose do quadril. No entanto, em torno de 80% dos indivíduos que desenvolvem essa doença têm uma anatomia óssea considerada normal. Ainda assim, surgiu a hipótese que alterações sutis do fêmur proximal ou do acetábulo, denominadas, respectivamente, cam e pincer, poderiam gerar um contato anormal entre essas estruturas ósseas, desencadear lesão condral e, como consequência, a artrose do quadril. Esse mecanismo foi denominado impacto fêmoro-acetabular. No entanto, a comprovação da relação entre o impacto e a artrose do quadril depende da uniformização dos critérios diagnósticos do cam e do pincer, ainda escassa e variável na literatura. Dessa forma, será possível a definição da prevalência e história natura do impacto fêmoro-acetabular e da sua relação com a artrose do quadril. Objetivo: Avaliar a prevalência do impacto fêmoro-acetabular tipo cam e tipo pincer em uma amostra de indivíduos assintomáticos. Pacientes e Métodos: Foram estudados 106 indivíduos assintomáticos (65 homens e 41 mulheres), com idade entre 20 e 40 anos. A condição determinante para a inclusão no estudo foi à ausência de história de dor no quadril ao longo da vida. Foram obtidas radiografias em ântero-posterior e Dünn 45°. A presença de cam foi determinada por um ângulo alfa, arbitrado, de 55° e a presença de pincer, quando observado o sinal da parede posterior e/ou o sinal de crossover. Resultados: Foi observada prevalência de cam de 29%; o sinal do crossover e da parede posterior ocorreram, respectivamente, em 20% e 29% dos indivíduos estudados. Pelo menos uma das imagens de impacto fêmoro-acetabular estava presente em 65% dos indivíduos da amostra. Conclusão: A prevalência encontrada das imagens de impacto fêmoro-acetabular (65%) está acima daquelas relatadas na literatura. É necessária a ampliação do estudo para confirmar os resultados encontrados e a realização de estudos prospectivos bem controlados para avaliar o papel do cam e do pincer no desenvolvimento da artrose do quadril.
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spelling Diesel, Cristiano ValterGalia, Carlos Roberto2014-07-08T02:07:56Z2011http://hdl.handle.net/10183/97305000913936Introdução: As alterações anatômicas do fêmur proximal ou do acetábulo, como as decorrentes das sequelas da epifisiólise do fêmur proximal, da displasia do quadril da doença de Legg-Perthes-Calvé, podem levar ao desenvolvimento da artrose do quadril. No entanto, em torno de 80% dos indivíduos que desenvolvem essa doença têm uma anatomia óssea considerada normal. Ainda assim, surgiu a hipótese que alterações sutis do fêmur proximal ou do acetábulo, denominadas, respectivamente, cam e pincer, poderiam gerar um contato anormal entre essas estruturas ósseas, desencadear lesão condral e, como consequência, a artrose do quadril. Esse mecanismo foi denominado impacto fêmoro-acetabular. No entanto, a comprovação da relação entre o impacto e a artrose do quadril depende da uniformização dos critérios diagnósticos do cam e do pincer, ainda escassa e variável na literatura. Dessa forma, será possível a definição da prevalência e história natura do impacto fêmoro-acetabular e da sua relação com a artrose do quadril. Objetivo: Avaliar a prevalência do impacto fêmoro-acetabular tipo cam e tipo pincer em uma amostra de indivíduos assintomáticos. Pacientes e Métodos: Foram estudados 106 indivíduos assintomáticos (65 homens e 41 mulheres), com idade entre 20 e 40 anos. A condição determinante para a inclusão no estudo foi à ausência de história de dor no quadril ao longo da vida. Foram obtidas radiografias em ântero-posterior e Dünn 45°. A presença de cam foi determinada por um ângulo alfa, arbitrado, de 55° e a presença de pincer, quando observado o sinal da parede posterior e/ou o sinal de crossover. Resultados: Foi observada prevalência de cam de 29%; o sinal do crossover e da parede posterior ocorreram, respectivamente, em 20% e 29% dos indivíduos estudados. Pelo menos uma das imagens de impacto fêmoro-acetabular estava presente em 65% dos indivíduos da amostra. Conclusão: A prevalência encontrada das imagens de impacto fêmoro-acetabular (65%) está acima daquelas relatadas na literatura. É necessária a ampliação do estudo para confirmar os resultados encontrados e a realização de estudos prospectivos bem controlados para avaliar o papel do cam e do pincer no desenvolvimento da artrose do quadril.Background: Anatomical abnormalities of the proximal femur or the acetabulum, such as those resulting from the consequences of slipped epiphyses of the proximal femur, the hip dysplasia of Legg-Calve-Perthes disease, could lead to the development of hip osteoarthrosis. Nevertheless, around 80% of individuals who develop this condition have a bone anatomy considered normal. Still, the hypothesis arose that subtle alterations of the proximal femur or the acetabulum, called, respectively, cam and pincer, could generate an abnormal contact between these bony structures, triggering chondral lesion and as a consequence, arthritis of the hip. This mechanism has been named femoroacetabular impingement. Nevertheless, evidence of the relationship between the impact and osteoarthritis of the hip depends on the standardization of diagnostic criteria of cam and pincer, still scarce and variable in the literature. Thus it will be possible to define the prevalence and natural history of femoroacetabular impingement and its relationship with hip osteoarthrosis. Aim: To determine the prevalence of cam-type and pincer-type femoroacetabular impingements in asymptomatic subjects. Patients and Methods: Were studied 106 asymptomatic subjects (65 males and 41 females) aged between 20 and 40 years. The determining condition for inclusion in the study was the absence of history of hip pain throughout life. Radiographs were obtained in anteroposterior pelvic view and Dunn 45° view. The presence of cam was determined by an angle alpha, arbitrated, 55 ° and the presence of pincer when the observed the posterior wall and / or crossover signs. Results: A prevalence of 29% of cam, and 20% and 29% of crossover sign and posterior wall sign respectively was found. At least, one of those radiographic signs of femoroacetabular impingement was found in 65% (68) of the cases. Conclusion: In conclusion, the prevalence of images of femoroacetabular impingement (65%) is above those reported in the literature. Increase of the study is necessary to verify the results found, and the performance of well-controlled prospective studies to evaluate the role of the cam and pincer in the development of osteoarthritis of the hip.application/pdfporRadiografiaFêmurOsteoarthrosisFemoroacetabular impingementCamPincerHip arthroplastyPrevalência de achados radiográficos de impacto fêmoro-acetabular em indivíduos assintomáticos entre 20 e 40 anosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Medicina: Ciências CirúrgicasPorto Alegre, BR-RS2011mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000913936.pdf000913936.pdfTexto completoapplication/pdf1314368http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/97305/1/000913936.pdf809684f268911adbb5249dd4b8ad7f48MD51TEXT000913936.pdf.txt000913936.pdf.txtExtracted Texttext/plain125857http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/97305/2/000913936.pdf.txt31db0949703b912a8a19af6a4382e526MD52THUMBNAIL000913936.pdf.jpg000913936.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1207http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/97305/3/000913936.pdf.jpg471bc64ee181d5a27071037067554d43MD5310183/973052018-10-19 10:11:33.123oai:www.lume.ufrgs.br:10183/97305Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2018-10-19T13:11:33Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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