Bioimpedância elétrica : ferramenta de estimativa in vivo da composição corporal de suínos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Caroline Romeiro de
Orientador(a): Andretta, Ines
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/306525
Resumo: A bioimpedância elétrica (BIA) é uma tecnologia não invasiva, prática e de baixo custo que permite a avaliação da composição corporal de animais vivos. Tradicionalmente, a avaliação da composição corporal em suínos depende de métodos como a dissecação e análise química, (considerados padrão-ouro; porém invasivos e limitados a avaliações post-mortem) ou da utilização de equipamentos como a absorciometria por dupla energia de raios-X (DXA), que por sua vez, é um método custoso e operacionalmente limitado. A aplicação da BIA como ferramenta de predição in vivo da composição corporal de suínos foi avaliada em dois experimentos do presente estudo. No Experimento I, objetivou-se avaliar a acurácia da BIA para estimar a massa livre de gordura (FFM) de suínos machos imunocastrados (Landrace × Large White) em crescimento e terminação (peso inicial: 23,1 ± 1,5). Para isso, trinta e nove animais foram avaliados longitudinalmente em quatro momentos distintos de desenvolvimento. As variáveis resistência (Rs), reatância (Xc), comprimento da impedância (L) e peso corporal (BW) foram medidas e comparadas às análises obtidas por DXA. Diferentes modelos de predição foram avaliados e os dados analisados por meio de correlação de Pearson, análise de variância (ANOVA) e decomposição do erro quadrático médio de predição (MSPE). Observouse alta correlação entre as estimativas da BIA e do DXA (r > 0,99), com o modelo de Swantek et al. (1999) apresentando melhor acurácia (< MSPE). No Experimento II, objetivou-se desenvolver modelos específicos de predição da massa magra (LM) para suínos machos inteiros (Landrace × Large White) na fase de creche (peso inicial: 6,50 ± 0,04). Trinta e dois animais foram avaliados e neles coletados dados da BIA e dissecação. Os modelos desenvolvidos foram avaliados pelo método Stepwise, ANOVA e correlação de Pearson e apresentaram elevado coeficiente de determinação (R² > 0,88). Conclui-se que a BIA é uma alternativa viável e precisa para a avaliação não invasiva da composição corporal em suínos nas fases de creche, crescimento e terminação, com alto potencial para uso em programas de manejo nutricional, seleção genética, suinocultura de precisão e pesquisas experimentais, reduzindo a necessidade de métodos invasivos.
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No Experimento I, objetivou-se avaliar a acurácia da BIA para estimar a massa livre de gordura (FFM) de suínos machos imunocastrados (Landrace × Large White) em crescimento e terminação (peso inicial: 23,1 ± 1,5). Para isso, trinta e nove animais foram avaliados longitudinalmente em quatro momentos distintos de desenvolvimento. As variáveis resistência (Rs), reatância (Xc), comprimento da impedância (L) e peso corporal (BW) foram medidas e comparadas às análises obtidas por DXA. Diferentes modelos de predição foram avaliados e os dados analisados por meio de correlação de Pearson, análise de variância (ANOVA) e decomposição do erro quadrático médio de predição (MSPE). Observouse alta correlação entre as estimativas da BIA e do DXA (r > 0,99), com o modelo de Swantek et al. (1999) apresentando melhor acurácia (< MSPE). No Experimento II, objetivou-se desenvolver modelos específicos de predição da massa magra (LM) para suínos machos inteiros (Landrace × Large White) na fase de creche (peso inicial: 6,50 ± 0,04). Trinta e dois animais foram avaliados e neles coletados dados da BIA e dissecação. Os modelos desenvolvidos foram avaliados pelo método Stepwise, ANOVA e correlação de Pearson e apresentaram elevado coeficiente de determinação (R² > 0,88). Conclui-se que a BIA é uma alternativa viável e precisa para a avaliação não invasiva da composição corporal em suínos nas fases de creche, crescimento e terminação, com alto potencial para uso em programas de manejo nutricional, seleção genética, suinocultura de precisão e pesquisas experimentais, reduzindo a necessidade de métodos invasivos.Bioelectrical impedance analysis (BIA) is a non-invasive, practical, and low-cost technology that enables the assessment of body composition in live animals. Traditionally, body composition evaluation in pigs relies on methods such as dissection and chemical analysis (considered gold standards; however, invasive and limited to post-mortem assessments) or the use of equipment such as dual-energy X-ray absorptiometry (DXA), which is expensive and operationally limited. The application of BIA as a tool for in vivo prediction of body composition in pigs was evaluated in two experiments in the present study. In Experiment I, the objective was to evaluate the accuracy of BIA in estimating the fat-free mass (FFM) of immunocastrated male pigs (Landrace × Large White) during the growing and finishing phases (initial weight: 23.1 ± 1.5 kg). Thirty-nine animals were evaluated longitudinally at four distinct developmental stages. The variables resistance (Rs), reactance (Xc), impedance length (L), and body weight (BW) were measured and compared with analyses obtained by DXA. Different prediction models were evaluated, and the data were analyzed using Pearson correlation, analysis of variance (ANOVA), and decomposition of the mean squared prediction error (MSPE). A high correlation was observed between BIA and DXA estimates (r > 0.99), with the model by Swantek et al. (1999) showing the best accuracy (lowest MSPE). In Experiment II, the objective was to develop specific prediction models for estimating the lean mass of entire male piglets (Landrace × Large White) in the nursery phase (initial weight: 6.50 ± 0.04 kg). Thirty-two animals were evaluated, and BIA and dissection data were collected. The models developed were assessed using the Stepwise method, ANOVA, and Pearson correlation, and they showed a high coefficient of determination (R² > 0.88). In conclusion, BIA is a feasible and accurate alternative for the body composition assessment of pigs during the nursery, growing, and finishing phases. It holds significant potential for use in nutritional management programs, genetic selection, and experimental research, reducing the need for invasive methodologies.application/pdfporSuínoComposição corporalSuinoculturaSwineLean massProtein depositionNon-invasive methodMuscleBioimpedância elétrica : ferramenta de estimativa in vivo da composição corporal de suínosBioelectrical impedance analysis (BIA): a tool for estimating the body composition of pigs in vivo info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de AgronomiaPrograma de Pós-Graduação em ZootecniaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001280828.pdf.txt001280828.pdf.txtExtracted Texttext/plain154831http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/306525/2/001280828.pdf.txt627bd35a4c14beb2c4c90a6b1702e1f4MD52ORIGINAL001280828.pdfTexto completoapplication/pdf1624892http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/306525/1/001280828.pdf759942e14d39faa3e6e133b266678f20MD5110183/3065252026-05-05 08:01:41.132oai:www.lume.ufrgs.br:10183/306525Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-05-05T11:01:41Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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