The effects of foreign language on social media news consumption : how foreign language increases consumer vulnerability to fake news

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Dorneles, Lucas de Britto
Orientador(a): Santos, Cristiane Pizzutti dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/306479
Resumo: A ascensão das redes sociais transformou drasticamente o consumo de informação, tornandoas o principal canal de notícias para grande parte da população. Neste ambiente, caracterizado pela rapidez e, muitas vezes, pela superficialidade no processamento da informação, emergiu o problema social da desinformação, notadamente sob a forma de fake news. Simultaneamente, a globalização permitiu que consumidores interajam rotineiramente com conteúdo em língua estrangeira. Embora a teoria predominante do Efeito da Língua Estrangeira (Foreign Language Effect - FLE) sugira que o processamento de informações em um segundo idioma promova uma deliberação analítica favorável à detecção de notícias falsas, esta tese investiga a hipótese oposta. Alinhada a evidências recentes que questionam essa redução do viés, a pesquisa analisa se o consumo de notícias em língua estrangeira, na verdade, aumenta a vulnerabilidade do consumidor à desinformação. Para testar essa proposição, foram conduzidos cinco estudos experimentais e um estudo piloto (N = 1.369) com diferentes nacionalidades e pares linguísticos. Utilizando a Teoria de Detecção de Sinal (Signal Detection Theory - SDT) para separar a capacidade de discernimento do viés de resposta, os experimentos demonstraram consistentemente que os consumidores percebem fake news como mais credíveis quando apresentadas em língua estrangeira. Além disso, observou-se maior intenção de compartilhar desinformação no segundo idioma. Os achados revelam que o efeito da língua estrangeira não melhora o discernimento; pelo contrário, em diversos estudos, o discernimento foi prejudicado ou o viés de resposta tornou-se mais "liberal" (menos cético). Foram identificados dois mecanismos mediadores desse fenômeno. Primeiro, a dificuldade de leitura em língua estrangeira impõe uma carga cognitiva que esgota os recursos necessários à verificação da veracidade, o que leva à maior credibilidade e ao compartilhamento de notícias falsas. Porém, este efeito é mitigado pela proficiência do consumidor em língua estrangeira. Segundo, notícias falsas em língua estrangeira são percebidas como mais atraentes, o que aumenta sua credibilidade. Estes resultados oferecem implicações práticas urgentes para plataformas de mídia social e formuladores de políticas públicas, destacando a necessidade de intervenções de alfabetização midiática voltadas especificamente a consumidores bilíngues e a populações vulneráveis.
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Alinhada a evidências recentes que questionam essa redução do viés, a pesquisa analisa se o consumo de notícias em língua estrangeira, na verdade, aumenta a vulnerabilidade do consumidor à desinformação. Para testar essa proposição, foram conduzidos cinco estudos experimentais e um estudo piloto (N = 1.369) com diferentes nacionalidades e pares linguísticos. Utilizando a Teoria de Detecção de Sinal (Signal Detection Theory - SDT) para separar a capacidade de discernimento do viés de resposta, os experimentos demonstraram consistentemente que os consumidores percebem fake news como mais credíveis quando apresentadas em língua estrangeira. Além disso, observou-se maior intenção de compartilhar desinformação no segundo idioma. Os achados revelam que o efeito da língua estrangeira não melhora o discernimento; pelo contrário, em diversos estudos, o discernimento foi prejudicado ou o viés de resposta tornou-se mais "liberal" (menos cético). Foram identificados dois mecanismos mediadores desse fenômeno. Primeiro, a dificuldade de leitura em língua estrangeira impõe uma carga cognitiva que esgota os recursos necessários à verificação da veracidade, o que leva à maior credibilidade e ao compartilhamento de notícias falsas. Porém, este efeito é mitigado pela proficiência do consumidor em língua estrangeira. Segundo, notícias falsas em língua estrangeira são percebidas como mais atraentes, o que aumenta sua credibilidade. Estes resultados oferecem implicações práticas urgentes para plataformas de mídia social e formuladores de políticas públicas, destacando a necessidade de intervenções de alfabetização midiática voltadas especificamente a consumidores bilíngues e a populações vulneráveis.The rise of social media has drastically transformed how people consume information, making these platforms the primary news channels for a large portion of the population. In this environment, characterized by speed and often by superficial information processing, the social problem of misinformation has emerged, notably in the form of fake news. Simultaneously, globalization has enabled consumers to routinely interact with content in foreign languages. While the prevailing theory of the Foreign Language Effect (FLE) suggests that information processing in a second language fosters analytical deliberation that aids in detecting falsehoods, this thesis investigates the contrary hypothesis. Drawing on recent empirical evidence, the study explores whether consuming news in a foreign language actually increases a consumer's vulnerability to misinformation. To test this proposition, five experimental studies and one pilot study were conducted (N = 1,369), involving participants from different nationalities and language pairs. Utilizing Signal Detection Theory (SDT) to separate discernment capacity from response bias, the experiments consistently demonstrated that consumers perceive fake news as more credible when presented in a foreign language. Furthermore, a higher intention to share misinformation was observed in the second language. The findings reveal that the foreign language effect does not improve discernment; on the contrary, across several studies, discernment was impaired, or the response bias became more "liberal" (less skeptical). Two mediating mechanisms for this phenomenon were identified. First, reading difficulty in a foreign language imposes cognitive load that depletes the resources needed to verify truth, leading to greater susceptibility to fake news and its spread. However, this effect is mitigated by the consumer's proficiency in the foreign language. Second, fake news in a foreign language is perceived as more attractive, which increases its credibility. These results offer urgent practical implications for social media platforms and policymakers, highlighting the need for media literacy interventions specifically targeted at bilingual consumers and vulnerable populations.application/pdfengDesinformaçãoRedes sociaisConsumoFake newsForeign languageNews consumptionMisinformationSocial mediaThe effects of foreign language on social media news consumption : how foreign language increases consumer vulnerability to fake newsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de AdministraçãoPrograma de Pós-Graduação em AdministraçãoPorto Alegre, BR-RS2026doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001305265.pdf.txt001305265.pdf.txtExtracted Texttext/plain257671http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/306479/2/001305265.pdf.txt1745d180e98f80c50486d807a50f24a8MD52ORIGINAL001305265.pdfTexto completo (inglês)application/pdf2854597http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/306479/1/001305265.pdfce71a32a2da29959f4f027c1d82e37f9MD5110183/3064792026-05-02 06:55:46.894374oai:www.lume.ufrgs.br:10183/306479Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-05-02T09:55:46Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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