Efeitos dos chás verde e vermelho provenientes da Camellia sinensis sobre o dano motor e oxidativo estriatal em um modelo de hemorragia intracerebral em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Sosa, Priscila Marques
Orientador(a): Carpes, Pâmela Billig Mello
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/188468
Resumo: O AVE hemorrágico é uma das principais causas de morte e incapacidade funcional em todo mundo, sendo este tipo de AVE o mais grave, em comparação com o isquêmico. Considerando a alta mortalidade do AVE hemorrágico e a gravidade das disfunções que permanecem após o quadro hemorrágico, é de grande importância a busca por novas terapias, capazes de diminuir as sequelas motoras decorrentes dos danos encefálicos primários e secundários causados pela hemorragia intracerebral. Sendo assim, este estudo buscou investigar o potencial neuroprotetor dos chás verde e vermelho provenientes da Camellia sinensis (suplementação iniciada 10 dias antes do AVE e mantida até o fim dos testes comportamentais) em um quadro de AVE hemorrágico (mimetizado pela infusão de colagenase intraestriatal) em ratos Wistar machos. Para avaliar a função motora dos animais, foram utilizados os testes de Campo Aberto (CA), Rotarod (RR) e Escala de Déficit Neurológico (EDN). Para avaliar o, o equilíbrio oxidativo estriatal avaliamos a presença de espécies reativas (ER/DCFH), a peroxidação lipídica (TBARS; espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico), os níveis de glutationa (GSH) e capacidade antioxidante total (FRAP). Nossos resultados mostraram que o AVE hemorrágico causa dano motor e oxidativo nos ratos (aumento do TBARS), porém não altera os níveis de antioxidantes no tecido estriatal. Além disso, os chás mostraram-se estratégias parcialmente eficazes contra o dano motor e estresse oxidativo. Estes resultados revelam a possibilidade da utilização dos chás verde e vermelho como estratégia de neuroproteção, no entanto estudos adicionais são necessários para que os mecanismos de ação dos dois chás frente ao quadro hemorrágico sejam completamente elucidados.
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