O governo Trump e a OTAN : a essência política dos processos decisórios do governo norte-americano
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/266277 |
Resumo: | A eleição de Donald Trump, em 2016, suscitou uma série de questões acerca de como seu governo lidaria com compromissos internacionais assumidos em administrações passadas. Com uma retórica fortemente hostil à ordem internacional vigente, Trump teve como um de seus alvos preferenciais a OTAN, aliança militar liderada pelos EUA e criada no começo da Guerra Fria. Durante a Administração Trump, a permanência de suas críticas e o seu distanciamento de líderes de países historicamente próximos dos EUA acenderam, na Ciência Política, um debate entre aqueles que anteviam uma ruptura drástica na política externa estadunidense e aqueles que ressaltavam a solidez institucional da conduta internacional de Washington. Este estudo insere-se, justamente, nesse debate, com o intuito de ressaltar a complexidade dos processos decisórios do governo americano, sublinhando a essência política de um jogo que se estabelece com a participação de diversos atores e cujo resultado alcançado retrata uma temporária correlação de forças políticas domésticas. Sem ignorar o protagonismo do chefe de Estado na condução da política externa, esta pesquisa utiliza-se do modelo de política governamental para compreender as decisões tomadas como o resultado de longos embates travados entre diferentes grupos com influências variáveis sobre a política em questão. Esta análise do Governo Trump concentra esforços na compreensão de como os principais documentos estratégicos de sua política externa voltada para a OTAN foram influenciados tanto pelo voluntarismo disruptivo do próprio Presidente como pela continuidade pragmática do establishment estadunidense. Mais do que ressaltar os limites políticos instituídos ao poder presidencial, ambiciona-se aqui entender a dinâmica por trás das tomadas de decisão, fator, muitas vezes, ignorado pelo campo das Relações Internacionais. |
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Backes, Guilherme da CruzVizentini, Paulo Gilberto Fagundes2023-10-26T03:39:23Z2023http://hdl.handle.net/10183/266277001186925A eleição de Donald Trump, em 2016, suscitou uma série de questões acerca de como seu governo lidaria com compromissos internacionais assumidos em administrações passadas. Com uma retórica fortemente hostil à ordem internacional vigente, Trump teve como um de seus alvos preferenciais a OTAN, aliança militar liderada pelos EUA e criada no começo da Guerra Fria. Durante a Administração Trump, a permanência de suas críticas e o seu distanciamento de líderes de países historicamente próximos dos EUA acenderam, na Ciência Política, um debate entre aqueles que anteviam uma ruptura drástica na política externa estadunidense e aqueles que ressaltavam a solidez institucional da conduta internacional de Washington. Este estudo insere-se, justamente, nesse debate, com o intuito de ressaltar a complexidade dos processos decisórios do governo americano, sublinhando a essência política de um jogo que se estabelece com a participação de diversos atores e cujo resultado alcançado retrata uma temporária correlação de forças políticas domésticas. Sem ignorar o protagonismo do chefe de Estado na condução da política externa, esta pesquisa utiliza-se do modelo de política governamental para compreender as decisões tomadas como o resultado de longos embates travados entre diferentes grupos com influências variáveis sobre a política em questão. Esta análise do Governo Trump concentra esforços na compreensão de como os principais documentos estratégicos de sua política externa voltada para a OTAN foram influenciados tanto pelo voluntarismo disruptivo do próprio Presidente como pela continuidade pragmática do establishment estadunidense. Mais do que ressaltar os limites políticos instituídos ao poder presidencial, ambiciona-se aqui entender a dinâmica por trás das tomadas de decisão, fator, muitas vezes, ignorado pelo campo das Relações Internacionais.The election of Donald Trump, in 2016, raised a large number of questions about how his government would deal with international commitments made in past administrations. With a rethoric strongly hostile against the current international order, Trump had as his preferred target the NATO, a military alliance led by U.S. and created at the beginning of the Cold War. During the Trump Administration, the permanence of his criticism and his detachment from leaders of countries historically close to America have forged, in the Political Science, a debate between those who anticipated a drastic break in the American foreign policy and those who highlighted the institutional consistency of the international conduct of Washington. This study is part of this debate, in order to highlight the complexity of the decision-making processes within the American government, underscoring the political essence of a game which is established with the participation of several actors and whose achieved result portrays a temporary correlation between domestic political forces. Considering the leading role of the heads of State in managing the foreign policy, this research uses the governmental politics model to understand the decisions made as a result of long political battles between different groups with varying influences over the policy in question. This analysis on the Trump Government focuses on understanding how the main strategic documents of its foreign policy towards NATO were both influenced by the disruptive voluntarism of the President himself and by the pragmatic continuity of the American establishment. Beyond highlighting the political limits settled over the presidential power, the aim is, therefore, to comprehend the dynamic behind the decision-making process, a factor that is, in many times, ignored by the International Relations domain.application/pdfporPolítica externaGoverno Donald John Trump : 2017-2021OTANRelações internacionaisEstados UnidosAmericaForeign policyGovernmental politics modelNATOTrump governmentO governo Trump e a OTAN : a essência política dos processos decisórios do governo norte-americanoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em Ciência PolíticaPorto Alegre, BR-RS2023mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001186925.pdf.txt001186925.pdf.txtExtracted Texttext/plain242545http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/266277/2/001186925.pdf.txt0b81620cdcb1682e4468b8bfdc46b3bdMD52ORIGINAL001186925.pdfTexto completoapplication/pdf1314419http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/266277/1/001186925.pdf4a8e813a37c163f37fd045b675b827e1MD5110183/2662772023-10-27 03:28:58.624228oai:www.lume.ufrgs.br:10183/266277Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2023-10-27T06:28:58Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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A eleição de Donald Trump, em 2016, suscitou uma série de questões acerca de como seu governo lidaria com compromissos internacionais assumidos em administrações passadas. Com uma retórica fortemente hostil à ordem internacional vigente, Trump teve como um de seus alvos preferenciais a OTAN, aliança militar liderada pelos EUA e criada no começo da Guerra Fria. Durante a Administração Trump, a permanência de suas críticas e o seu distanciamento de líderes de países historicamente próximos dos EUA acenderam, na Ciência Política, um debate entre aqueles que anteviam uma ruptura drástica na política externa estadunidense e aqueles que ressaltavam a solidez institucional da conduta internacional de Washington. Este estudo insere-se, justamente, nesse debate, com o intuito de ressaltar a complexidade dos processos decisórios do governo americano, sublinhando a essência política de um jogo que se estabelece com a participação de diversos atores e cujo resultado alcançado retrata uma temporária correlação de forças políticas domésticas. Sem ignorar o protagonismo do chefe de Estado na condução da política externa, esta pesquisa utiliza-se do modelo de política governamental para compreender as decisões tomadas como o resultado de longos embates travados entre diferentes grupos com influências variáveis sobre a política em questão. Esta análise do Governo Trump concentra esforços na compreensão de como os principais documentos estratégicos de sua política externa voltada para a OTAN foram influenciados tanto pelo voluntarismo disruptivo do próprio Presidente como pela continuidade pragmática do establishment estadunidense. Mais do que ressaltar os limites políticos instituídos ao poder presidencial, ambiciona-se aqui entender a dinâmica por trás das tomadas de decisão, fator, muitas vezes, ignorado pelo campo das Relações Internacionais. |
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