O preenchimento vazio de uma linha – desencobrimentos do desenho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Andrade, Elias de
Orientador(a): Prates, Katia Maria Kariya
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/292566
Resumo: A presente pesquisa se orienta pela tentativa de desencobrimento de meu processo de criação em desenho e da busca de entendimento do preenchimento vazio de uma linha que se mostra cheia de acontecimentos. Essa contradição se dá no campo da experiência e do fazer. Deste modo, investigo a ambiguidade do preencher e do vazio, como verbos de ações presentes no modo como realizo o desenho, por exemplo, ao se referenciar em ações corriqueiras que ocorrem em uma casa e no local de trabalho, em específico no quintal e na marcenaria. Ações essas que antecedem a pesquisa em desenho. Desencobrir o desenho se aproxima de uma tentativa de desdobrar o desenho para além do bidimensional, que se espacializa, e também do tempo presente, que se mostra constituído por percepções e experiências anteriores que se atualizam. A imagem de estacas cravadas é utilizada como uma delimitação na pesquisa, especialmente quando trato do carrinho de desenho e suas implicações e quando abordo a feitura do desenho de observação. A eleição de uma plataforma de pensamento, que nomeio como lançar estacas - o gesto de lançamento, a trajetória promovida pelo gesto e seu afundamento no solo - se dá por meio das reflexões de Walter Benjamin acerca da experiência, da história e da imagem. Já a relação da validade das lembranças como locais escolhidos de pontos de partida ocorre ao incluir e conjugar-se aos pensamentos de Conceição Evaristo, Ecléa Bosi e Samuel Beckett, confluídos em lembranças que retornam, assim como o gesto da martelada retorna no lápis.
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