Os mitos, o passado e o poder : representações dos judeus em narrativas históricas alfonsíes da segunda metade do século XIII
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302351 |
Resumo: | Este esforço de pesquisa e investigação tem por escopo analisar as representações dos judeus na produção da oficina historiográfica alfonsí, no fim do século XIII, considerando o contexto da consolidação do que veio a ser chamado de Reconquista, da globalização do antijudaísmo medieval, e do projeto cultural do Rei Alfonso X de Castela (1252-1284). Os judeus estavam presentes como cortesãos do rei e também na Escola de Tradutores de Toledo, o que se considera um período de maior liberdade multicultural que poderia ser associado à Convivencia do período de domínio islâmico em Al-Andalus. No entanto, boatos e reafirmações do cristianismo contra a religião judaica reproduziram diversas estigmatizações antijudaicas nas obras alfonsíes, como as Cantigas de Santa Maria ou mesmo nas Siete Partidas. Nesta dissertação serão usados como método a análise discurso e a narratologia para identificar representações na primeira parte da General Estoria, assim como algumas considerações a este respeito em excertos a Estoria de Espanna. A partir do princípio da lógica social do texto, também serão levantadas questões a respeito dos agentes dessa produção de escrita do passado e que tipo de conflitos, fobias, intenções, mitos e idealizações estariam presentes no imaginário e na concepção de passado de Castela daquele período, e quais determinações mediavam a sua produção. O estudo dessas fontes de narrativa histórica se justifica na compreensão da continuidade e difusão de um imaginário que estigmatiza e mitifica os judeus, algo tão presente entre as polêmicas religiosas daquele momento no seio da Cristandade. |
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