O papel da inovação aberta na resiliência de ecossistemas de inovação em países emergentes : um estudo de caso sobre Brasil e Colômbia
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/298913 |
Resumo: | O presente estudo tem como objetivo compreender o papel da inovação aberta na promoção da resiliência de ecossistemas de inovação em países emergentes. Partese do pressuposto de que esses ecossistemas, por estarem inseridos em contextos marcados por instabilidade e limitações estruturais, dependem fortemente de mecanismos colaborativos para enfrentar eventos extremos e sustentar sua capacidade de inovação. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, por meio de um estudo de casos múltiplos em dois ecossistemas latino-americanos: Instituto Caldeira em Porto Alegre (Brasil) e Ruta N em Medellín (Colômbia). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com diversos atores dos ecossistemas analisados, complementada por revisão de literatura, análise documental e categorização temática dos mecanismos identificados. Os resultados evidenciam que a inovação aberta, ao facilitar o compartilhamento de conhecimento, a construção de confiança entre os atores e a formação de redes colaborativas, desempenha papel central nos processos de resistência, recuperação, reorientação e renovação dos ecossistemas frente a crises. Foram identificados diversos mecanismos de inovação aberta atuantes durante eventos extremos, como mecanismos de proteção colaborativa, de compartilhamento de riscos, de intermediação e de transferência de conhecimento. Tais mecanismos se distribuem conforme diferentes dimensões da resiliência e evidenciam um papel articulador dos ecossistemas, favorecendo respostas coordenadas, adaptativas e inovadoras diante de adversidades. A análise comparativa entre os casos revelou que, apesar de contextos institucionais e socioeconômicos distintos, há convergência no uso de práticas colaborativas como resposta estratégica à crise, bem como na importância da governança, da permeabilidade organizacional e da confiança como elementos estruturantes da resiliência. Além disso, os dados empíricos permitiram a proposição de um framework integrativo que relaciona os mecanismos de inovação aberta às quatro dimensões da resiliência, oferecendo um modelo teórico-analítico aplicável a outros contextos. Conclui-se que a inovação aberta se configura como elementochave na sustentação e evolução dos ecossistemas de inovação em países emergentes. Sua adoção amplia a capacidade adaptativa e responsiva desses ambientes, potencializando o papel estratégico dos ecossistemas frente a eventos extremos. Ao integrar diferentes atores e fontes de conhecimento, a inovação aberta promove não apenas a continuidade, mas também a transformação dos ecossistemas em momentos de crise. A pesquisa contribui para a literatura ao abordar a temática sob a ótica da resiliência em economias emergentes, um campo ainda pouco explorado, e oferece subsídios práticos para formuladores de políticas, gestores públicos e líderes de ecossistemas em busca de estratégias mais robustas frente a contextos de incerteza. |
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Pereira, Matheus dos SantosZen, Aurora Carneiro2025-11-20T07:58:27Z2025http://hdl.handle.net/10183/298913001296542O presente estudo tem como objetivo compreender o papel da inovação aberta na promoção da resiliência de ecossistemas de inovação em países emergentes. Partese do pressuposto de que esses ecossistemas, por estarem inseridos em contextos marcados por instabilidade e limitações estruturais, dependem fortemente de mecanismos colaborativos para enfrentar eventos extremos e sustentar sua capacidade de inovação. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, por meio de um estudo de casos múltiplos em dois ecossistemas latino-americanos: Instituto Caldeira em Porto Alegre (Brasil) e Ruta N em Medellín (Colômbia). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com diversos atores dos ecossistemas analisados, complementada por revisão de literatura, análise documental e categorização temática dos mecanismos identificados. Os resultados evidenciam que a inovação aberta, ao facilitar o compartilhamento de conhecimento, a construção de confiança entre os atores e a formação de redes colaborativas, desempenha papel central nos processos de resistência, recuperação, reorientação e renovação dos ecossistemas frente a crises. Foram identificados diversos mecanismos de inovação aberta atuantes durante eventos extremos, como mecanismos de proteção colaborativa, de compartilhamento de riscos, de intermediação e de transferência de conhecimento. Tais mecanismos se distribuem conforme diferentes dimensões da resiliência e evidenciam um papel articulador dos ecossistemas, favorecendo respostas coordenadas, adaptativas e inovadoras diante de adversidades. A análise comparativa entre os casos revelou que, apesar de contextos institucionais e socioeconômicos distintos, há convergência no uso de práticas colaborativas como resposta estratégica à crise, bem como na importância da governança, da permeabilidade organizacional e da confiança como elementos estruturantes da resiliência. Além disso, os dados empíricos permitiram a proposição de um framework integrativo que relaciona os mecanismos de inovação aberta às quatro dimensões da resiliência, oferecendo um modelo teórico-analítico aplicável a outros contextos. Conclui-se que a inovação aberta se configura como elementochave na sustentação e evolução dos ecossistemas de inovação em países emergentes. Sua adoção amplia a capacidade adaptativa e responsiva desses ambientes, potencializando o papel estratégico dos ecossistemas frente a eventos extremos. Ao integrar diferentes atores e fontes de conhecimento, a inovação aberta promove não apenas a continuidade, mas também a transformação dos ecossistemas em momentos de crise. A pesquisa contribui para a literatura ao abordar a temática sob a ótica da resiliência em economias emergentes, um campo ainda pouco explorado, e oferece subsídios práticos para formuladores de políticas, gestores públicos e líderes de ecossistemas em busca de estratégias mais robustas frente a contextos de incerteza.The present study aims to understand the role of open innovation in promoting the resilience of innovation ecosystems in emerging countries. It assumes that these ecosystems, being embedded in contexts marked by instability and structural limitations, rely heavily on collaborative mechanisms to cope with extreme events and sustain their innovation capacity. The research adopts a qualitative approach through a multiple case study of two Latin American ecosystems: Caldeira Institute in Porto Alegre (Brazil) and Ruta N Medellín (Colombia). Data collection was conducted through semi-structured interviews with various actors from the analyzed ecosystems, complemented by a systematic literature review, document analysis, and thematic categorization of the identified mechanisms. The findings show that open innovation plays a central role in the processes of resistance, recovery, reorientation, and renewal of ecosystems in times of crisis, by facilitating knowledge sharing, trust-building among actors, and the formation of collaborative networks. Several open innovation mechanisms active during extreme events were identified, including collaborative protection mechanisms, risk-sharing, intermediation, and knowledge transfer. These mechanisms are distributed across different dimensions of resilience and reveal the coordinating role of ecosystems in enabling adaptive, innovative, and coordinated responses to adversity. The comparative analysis between cases revealed that, despite distinct institutional and socioeconomic contexts, there is convergence in the use of collaborative practices as a strategic response to crises, as well as in the importance of governance, organizational permeability, and trust as structural elements of resilience. Moreover, the empirical data supported the proposition of an integrative framework that links open innovation mechanisms to the four dimensions of resilience, offering a theoretical-analytical model applicable to other contexts. It is concluded that open innovation emerges as a key element in sustaining and advancing innovation ecosystems in emerging countries. Its adoption enhances the adaptive and responsive capacity of these environments, strengthening the strategic role of ecosystems in the face of extreme events. By integrating diverse actors and sources of knowledge, open innovation fosters not only the continuity but also the transformation of ecosystems during crises. This research contributes to the literature by addressing the topic from the perspective of resilience in emerging economies, a field still underexplored and provides practical insights for policymakers, public managers, and ecosystem leaders seeking more robust strategies in uncertain contexts.application/pdfporEcossistemas de negóciosInovaçãoCapacidade de inovaçãoResiliênciaCompartilhamento de informaçãoBrasilColômbiaO papel da inovação aberta na resiliência de ecossistemas de inovação em países emergentes : um estudo de caso sobre Brasil e Colômbiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de AdministraçãoPrograma de Pós-Graduação em AdministraçãoPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001296542.pdf.txt001296542.pdf.txtExtracted Texttext/plain276026http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/298913/2/001296542.pdf.txt4059f565079eea0b3ac9275c8ae19cb0MD52ORIGINAL001296542.pdfTexto completoapplication/pdf1223949http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/298913/1/001296542.pdf9297e72bf68eb92803bbd3bdcd0a2a46MD5110183/2989132025-12-15 08:00:17.274336oai:www.lume.ufrgs.br:10183/298913Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2025-12-15T10:00:17Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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O presente estudo tem como objetivo compreender o papel da inovação aberta na promoção da resiliência de ecossistemas de inovação em países emergentes. Partese do pressuposto de que esses ecossistemas, por estarem inseridos em contextos marcados por instabilidade e limitações estruturais, dependem fortemente de mecanismos colaborativos para enfrentar eventos extremos e sustentar sua capacidade de inovação. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, por meio de um estudo de casos múltiplos em dois ecossistemas latino-americanos: Instituto Caldeira em Porto Alegre (Brasil) e Ruta N em Medellín (Colômbia). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com diversos atores dos ecossistemas analisados, complementada por revisão de literatura, análise documental e categorização temática dos mecanismos identificados. Os resultados evidenciam que a inovação aberta, ao facilitar o compartilhamento de conhecimento, a construção de confiança entre os atores e a formação de redes colaborativas, desempenha papel central nos processos de resistência, recuperação, reorientação e renovação dos ecossistemas frente a crises. Foram identificados diversos mecanismos de inovação aberta atuantes durante eventos extremos, como mecanismos de proteção colaborativa, de compartilhamento de riscos, de intermediação e de transferência de conhecimento. Tais mecanismos se distribuem conforme diferentes dimensões da resiliência e evidenciam um papel articulador dos ecossistemas, favorecendo respostas coordenadas, adaptativas e inovadoras diante de adversidades. A análise comparativa entre os casos revelou que, apesar de contextos institucionais e socioeconômicos distintos, há convergência no uso de práticas colaborativas como resposta estratégica à crise, bem como na importância da governança, da permeabilidade organizacional e da confiança como elementos estruturantes da resiliência. Além disso, os dados empíricos permitiram a proposição de um framework integrativo que relaciona os mecanismos de inovação aberta às quatro dimensões da resiliência, oferecendo um modelo teórico-analítico aplicável a outros contextos. Conclui-se que a inovação aberta se configura como elementochave na sustentação e evolução dos ecossistemas de inovação em países emergentes. Sua adoção amplia a capacidade adaptativa e responsiva desses ambientes, potencializando o papel estratégico dos ecossistemas frente a eventos extremos. Ao integrar diferentes atores e fontes de conhecimento, a inovação aberta promove não apenas a continuidade, mas também a transformação dos ecossistemas em momentos de crise. A pesquisa contribui para a literatura ao abordar a temática sob a ótica da resiliência em economias emergentes, um campo ainda pouco explorado, e oferece subsídios práticos para formuladores de políticas, gestores públicos e líderes de ecossistemas em busca de estratégias mais robustas frente a contextos de incerteza. |
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