Clomazona : exposição repetida em ratos e seus efeitos tóxicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Torres, Nice Vilar
Orientador(a): Arbo, Marcelo Dutra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/292651
Resumo: O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Sua diversidade de biomas confere a característica de grande produtor de alimentos e culturas. A exposição a agrotóxicos vem sendo estudada, observando-se a interação com várias espécies não alvo, sendo nocivos à saúde humana e interferindo nos ecossistemas. A clomazona é um herbicida que pode ser utilizado em várias culturas. Sua toxicidade é relatada em peixes, anfíbios, ratos e humanos. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade e alteração em parâmetros fisiológicos, em ratos machos adultos, tratados com clomazona. Os animais foram tratados por 28 dias com 15, 30 e 60 mg/kg de clomazona por via oral. O grupo controle foi tratado com água destilada. Foram realizados testes comportamentais para verificar coordenação, atividade motora e memória. Após o tratamento, sangue, urina e tecidos foram coletados para avaliação de parâmetros hematológicos, bioquímicos, dano ao DNA, de estresse oxidativo e histopatológicos. Foi observado um aumento na frequência de grooming nos animais tratados com 60 mg/kg de clomazona. Nos rins, houve diminuição da massa relativa do órgão na dose de 60 mg/kg e aumento dos tióis totais não proteicos com 15 mg/kg. No fígado, foi observado um aumento do complexo mitocondrial IV nos animais tratados com 30 mg/kg de clomazona. Houve aumento significativo dos níveis de GABA no hipocampo e hipotálamo dos animais tratados com 60 mg/kg de clomazona. A adrenais do grupo tratado com 60 mg/kg apresentou alterações morfológicas, incluindo necrose, apoptose, degeneração hidrópica e hialina, além de hipotrofia celular. A partir desses resultados, é possível evidenciar o potencial nefro e neurotóxico, além da desregulação endócrina, que podem ser ocasionados pela clomazona.
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