Estimulação neonatal, comportamentos e desenvolvimento do sistema nervoso no rato Wistar
| Ano de defesa: | 2000 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/275808 |
Resumo: | A estimulação no período neonatal é um tema que vem sendo estudado desde 1957 com trabalhos de Denenberg e Levine, principalmente sobre os efeitos desta estimulação sobre o comportamento do animal frente a ambientes novos. Além disso, uma grande quantidade de trabalhos tem investigado o efeito da estimulação neonatal sobre as variações hormonais em várias idades bem como sobre a plasticidade cerebral. O presente trabalho teve como objetivo investigar o efeito da estimulação no período neonatal (1-10 dias de idade) sobre os comportamentos de ratos machos e fêmeas Wistar na idade adulta e peripuberal. Foram estudados também os efeitos comportamentais de hormônios gonadais e ainda os efeitos sobre a densidade neuronal na amígdala medial e córtex pré-frontal em animais aos 11, 35 e 70 dias de idade. Foram realizados 5 experimentos sendo que em cada um deles, os grupos analisados foram divididos em: intactos, manipulados (submetidos a delicada manipulação tátil durante 1 min) e estimulados (submetidos a frio, luz ou som intensos durante 10 min). No capítulo 1, foi analisado o efeito da estimulação neonatal sobre os comportamentos em animais adultos, os testes realizados foram: campo-aberto com o predador (gato), labirinto em cruz elevado, agressividade maternal, comportamento sexual de machos, habituação no campo aberto, labirinto aquático de Morris e nado-forçado. Os resultados destes experimentos mostraram, de maneira geral, que os animais dos grupos experimentais desenvolveram quando adultos uma hiperatividade, diminuição do medo, diminuição da atividade sexual em machos e aumento do comportamento agressivo maternal. Por outro lado, os animais dos grupos experimentais não mostraram alterações quanto a habituação, memória e depressão. No capítulo 2, foram analisados os efeitos da estimulação neonatal sobre os comportamentos no campo-aberto com o predador e labirinto em cruz elevado, em animais na fase peripuberal. Ao contrário dos animais adultos, na fase peripuberal os comportamentos dos grupos experimentais não foram afetados pela estimulação neonatal. No capítulo 3, foram analisados os efeitos da estimulação neonatal sobre os comportamentos de campo-aberto com o predador e labirinto em cruz elevado, em animais adultos que foram gonadectomizados aos 27 dias de idade. Os resultados desse experimento mostraram que os animais dos grupos experimentais não mostram diferenças comportamentais quando comparados aos intactos. No capítulo 4, foi analisado o efeito da estimulação neonatal sobre a densidade neuronal na amígdala medial e córtex pré-frontal em animais aos 11, 35 e 70 dias de idade. A densidade neuronal dos grupos experimentais, de maneira geral, diminuiu quando comparados aos intactos. Por fim, no capítulo 5, foi analisado através de imunohistoquímica, o efeito da estimulação neonatal sobre a apoptose neuronal na amígdala medial em animais aos 5 dias de idade. Os resultados mostraram que houve um aumento da apoptose nos grupos experimentais comparados aos intactos, evidenciando que os resultados do experimento 4 foram causados por uma intensificação da apoptose neuronal no período que foi realizado a estimulação. Os itens material e método, resultados e discussão acompanham a divisão dos capítulos. |
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