Efeitos do treinamento supervisionado e não supervisionado dos músculos do assoalho pélvico em mulheres com disfunção do assoalho pélvico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Carvalho, Maria Letícia Araújo Silva de
Orientador(a): Micussi, Maria Thereza Albuquerque Barbosa Cabral
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS APLICADAS À SAÚDE DA MULHER
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/70105
Resumo: Introduction: Pelvic floor dysfunctions, such as urinary incontinence (UI) and pelvic organ prolapse (POP), significantly impair women’s quality of life. Pelvic floor muscle training (PFMT) is considered a first-line, low-cost, and non-invasive treatment; however, adherence to supervised PFMT may be limited by logistical, financial, and personal barriers. Unsupervised PFMT may therefore represent a more accessible alternative. Objective: To compare the effects of supervised and unsupervised PFMT on pelvic floor muscle function and quality of life in women with UI and anterior POP. Methods: A randomized controlled trial was conducted including women diagnosed with UI and anterior vaginal wall POP. Assessments included sociodemographic and clinical data, pelvic floor muscle evaluation, and validated questionnaires: International Consultation on Incontinence Questionnaire–Short Form (ICIQ-SF), International Consultation on Incontinence Questionnaire Overactive Bladder (ICIQ-OAB), Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20) and its subscales [Pelvic Organ Prolapse Distress Inventory (POPDI-6), Colorectal-Anal Distress Inventory (CRADI-8), and Urinary Distress Inventory (UDI-6)], World Health Organization Quality of Life (WHOQOL), Female Sexual Function Index (FSFI), and Patient Global Impression of Improvement (PGI-I). Participants were assessed at three time points: baseline, post-intervention, and one-month follow-up. They were randomly allocated to a supervised group (SG; n = 16), which performed in-person PFMT twice weekly for 16 sessions, or to an unsupervised group (UG; n = 16), which received educational materials and instructions to perform home-based exercises. Results: Thirty-two women were included in the analysis. Although no significant intergroup differences were observed for most outcomes, UDI-6 scores differed significantly between groups at both postintervention (SG: mean = 19.2; 95% CI: 9.9–28.5; UG: mean = 24.7; 95% CI: 15.4–34.0) and follow-up (SG: mean = 13.5; 95% CI: 4.2–22.8; UG: mean = 25.5; 95% CI: 16.2–34.8; p = 0.02), favoring the supervised group. Both groups demonstrated significant intragroup improvements over time in vaginal manometry, ICIQ-SF, PFDI20, and ICIQ-OAB (p < 0.001), with greater symptom reduction from baseline to followup. Conclusion: Both supervised and unsupervised PFMT resulted in clinically relevant improvements in pelvic floor muscle function and quality of life, with a tendency toward more pronounced effects in the supervised group. Additionally, unsupervised PFMT appears to be an effective and feasible alternative, with potential to enhance treatment adherence and expand access to pelvic floor rehabilitation services for women.
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Dissertação (Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde da Mulher) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2026.https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/70105Introduction: Pelvic floor dysfunctions, such as urinary incontinence (UI) and pelvic organ prolapse (POP), significantly impair women’s quality of life. Pelvic floor muscle training (PFMT) is considered a first-line, low-cost, and non-invasive treatment; however, adherence to supervised PFMT may be limited by logistical, financial, and personal barriers. Unsupervised PFMT may therefore represent a more accessible alternative. Objective: To compare the effects of supervised and unsupervised PFMT on pelvic floor muscle function and quality of life in women with UI and anterior POP. Methods: A randomized controlled trial was conducted including women diagnosed with UI and anterior vaginal wall POP. Assessments included sociodemographic and clinical data, pelvic floor muscle evaluation, and validated questionnaires: International Consultation on Incontinence Questionnaire–Short Form (ICIQ-SF), International Consultation on Incontinence Questionnaire Overactive Bladder (ICIQ-OAB), Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20) and its subscales [Pelvic Organ Prolapse Distress Inventory (POPDI-6), Colorectal-Anal Distress Inventory (CRADI-8), and Urinary Distress Inventory (UDI-6)], World Health Organization Quality of Life (WHOQOL), Female Sexual Function Index (FSFI), and Patient Global Impression of Improvement (PGI-I). Participants were assessed at three time points: baseline, post-intervention, and one-month follow-up. They were randomly allocated to a supervised group (SG; n = 16), which performed in-person PFMT twice weekly for 16 sessions, or to an unsupervised group (UG; n = 16), which received educational materials and instructions to perform home-based exercises. Results: Thirty-two women were included in the analysis. Although no significant intergroup differences were observed for most outcomes, UDI-6 scores differed significantly between groups at both postintervention (SG: mean = 19.2; 95% CI: 9.9–28.5; UG: mean = 24.7; 95% CI: 15.4–34.0) and follow-up (SG: mean = 13.5; 95% CI: 4.2–22.8; UG: mean = 25.5; 95% CI: 16.2–34.8; p = 0.02), favoring the supervised group. Both groups demonstrated significant intragroup improvements over time in vaginal manometry, ICIQ-SF, PFDI20, and ICIQ-OAB (p < 0.001), with greater symptom reduction from baseline to followup. Conclusion: Both supervised and unsupervised PFMT resulted in clinically relevant improvements in pelvic floor muscle function and quality of life, with a tendency toward more pronounced effects in the supervised group. Additionally, unsupervised PFMT appears to be an effective and feasible alternative, with potential to enhance treatment adherence and expand access to pelvic floor rehabilitation services for women.Introdução: As disfunções do assoalho pélvico, como a incontinência urinária (IU) e o prolapso de órgão pélvico (POP), comprometem significativamente a qualidade de vida das mulheres. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é um tratamento de primeira linha, de baixo custo e não invasivo; contudo, a adesão ao TMAP supervisionados pode ser limitada por barreiras logísticas, financeiras e pessoais. O TMAP não supervisionado pode, portanto, representar uma alternativa mais acessível. Objetivo: Comparar os efeitos do TMAP supervisionado e não supervisionado na função dos músculos do assoalho pélvico e na qualidade de vida de mulheres com IU e POP anterior. Métodos: Foi conduzido um ensaio clínico randomizado, incluindo participantes com diagnóstico de IU e POP de parede vaginal anterior. As avaliações incluíram dados sociodemográficos, história clínica, avaliação dos músculos do assoalho pélvico e aplicação de questionários validados: International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), International Consultation on Incontinence Questionnaire Overactive (ICIQ-OAB), Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20), e suas subescalas [Pelvic Organ Prolapse Distress Inventory (POPDI-6), Colorectal-Anal Distress Inventory (CRADI-8), e Urinary Distress Inventory (UDI-6)], World Health Organization Quality of Life (WHOQOL), Female Sexual Function Index (FSFI) e Patient Global Impression of Improvement (PGI-I). A avaliação ocorreu em três momentos: baseline, pós-intervenção e seguimento de um mês. As participantes foram alocadas aleatoriamente em um grupo supervisionado (GS; n = 16), que realizou TMAP presencial duas vezes por semana durante 16 sessões, ou em um grupo não supervisionado (GNS, n = 16), que recebeu material educativo e orientações para realização dos exercícios domiciliares. Resultados: 32 mulheres foram incluídas na análise. Embora não tenham sido observadas diferenças intergrupos significativas para a maioria dos desfechos, o UDI6 apresentou diferença significativa entre os grupos tanto no pós-intervenção (GS: média = 19,2; IC 95%: 9,9–28,5; GNS: média = 24,7; IC 95%: 15,4–34,0) quanto no seguimento (GS: média = 13,5; IC 95%: 4,2–22,8; GNS: média = 25,5; IC 95%: 16,2–34,8; p = 0,02), com melhora para o GS. Ambos os grupos apresentaram melhorias intragrupos significativas na manometria vaginal, ICIQ-SF, PFDI-20 e ICIQ-OAB ao longo do tempo (p < 0,001), com maiores reduções de sintomas do baseline ao followup. Conclusão: Ambos os grupos demonstraram melhoras clinicamente relevantes na função do MAP e qualidade de vida, com tendência a efeitos mais pronunciados no grupo supervisionado. Adicionalmente, os achados sugerem que o TMAP não supervisionado pode ser uma alternativa eficaz e viável, com possibilidade de favorecer a adesão ao tratamento e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de reabilitação pélvica.Universidade Federal do Rio Grande do NortePROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS APLICADAS À SAÚDE DA MULHERUFRNBRCIENCIAS DA SAUDEDiafragma da pelveAssoalho pélvicoDisfunções do assoalho pélvicoTreinamento dos músculos do assoalho pélvicoEfeitos do treinamento supervisionado e não supervisionado dos músculos do assoalho pélvico em mulheres com disfunção do assoalho pélvicoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFRNinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)instacron:UFRNORIGINALEfeitostreinamentosupervisionado_Carvalho_2024.pdfapplication/pdf2091356https://repositorio.ufrn.br/bitstreams/24582e3e-8bac-43a3-8e15-a08ac17375d9/download2d734e1196a5d23aa02742855b7e5aafMD51trueAnonymousREAD123456789/701052026-08-27T21:06:33.670388Zopen.accessoai:repositorio.ufrn.br:123456789/70105https://repositorio.ufrn.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufrn.br/oai/repositorio@bczm.ufrn.bropendoar:2026-08-27T21:06:33Repositório Institucional da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)false
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