Trânsitos na prostituição: entre lugares, conexões e expectativas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Silva, Lívia Freire da
Orientador(a): Schwade, Elisete
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/63499
Resumo: Esta etnografia foi construída para compreender as representações, dinâmicas culturais, os trânsitos estaduais, as possíveis idas e vindas das prostitutas no mercado do sexo. Para isto, analiso os trânsitos que constituem a prostituição feminina dentro de um circuito que compreende a Paraíba e Rio Grande do Norte, tomando como ponto central desse estudo a prostituição enquanto agência constituinte de escolhas e projetos individuais. O recorte etnográfico compreende espaços que margeiam rodovias Federais e estaduais, onde as mulheres constroem rotas específicas de trânsito e uma rede de apoio mútua. Nesse aspecto os trânsitos são organizados por elas e para que esse deslocamento seja possível viajam essencialmente de carona e com indicações ou contatos prévios dos cabarés para onde se deslocam. Nesse contexto identifico categorias que demarcam como a prostituição se desenvolve em cada cidade estudada, indicando que o ingresso na atividade é uma escolha que as mulheres fazem diante de suas possibilidades; econômicas, familiares e de acesso à educação. Compreendendo a prostituição enquanto uma atividade econômica que intercambia sexo e dinheiro. Nesse sentido, se apresenta enquanto uma atividade onde a mulher lida com o corpo e sexualidade constantemente e exerce a sexualidade para além da esfera doméstica. Por esse viés é possível notar como as prostitutas lidam com seus corpos para sanar necessidades econômicas. Compreender esse fator é o que vai dar base para pensar a prostituição para além da falta de oportunidade econômica.
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