Ensino de geografia para surdos: (re)pensando algumas práticas para a alfabetização cartográfica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Nicacio, Giulia Gonçalves Arigoni lattes
Orientador(a): Santos, Clézio dos lattes
Banca de defesa: Santos, Clézio dos lattes, Pletsch, Márcia Denise lattes, Fiori, Sergio Ricardo lattes, Sena, Carla Cristina Reinaldo Gimenes de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geografia
Departamento: Instituto de Agronomia
Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13796
Resumo: Nas duas últimas décadas as discussões sobre o ensino inclusivo têm se intensificado no Brasil, transformando estruturalmente as escolas e a própria prática docente. Concomitantemente a surdez e seu aspecto cultural tem sido identicamente debatidos. Diante de tais transformações, como o professor de Geografia tem se adaptado para ensinar a um público cada vez mais abrangente? Com isso em vista, buscamos compreender como está se efetivando o ensino de Geografia em escolas inclusivas visando o aprendizado de discentes surdos, focando-nos especialmente no conteúdo das noções cartográficas básicas. Reconhecendo a relevância da Geografia e da Cartografia para a formação do sujeito e a baixa produção acadêmica nessa área específica, a pesquisa aplica metodologias sobre alfabetização cartográfica, utilizando-as para a elaboração de material didático voltado para estudantes com surdez (incluindo também ouvintes). Isto se materializa em um Caderno de Atividades utilizado em práticas com alunos surdos e ouvintes de quatro turmas do Ensino Fundamental II da Escola Municipal Monteiro Lobato, na cidade de Nova Iguaçu – RJ, instituição na qual também foram entrevistados três professores de Geografia. Assim, o objetivo geral da pesquisa é analisar o processo de ensino-aprendizagem de alunos surdos com base em um material didático sobre alfabetização cartográfica em perspectiva bilíngue (Língua de Sinais e português escrito). Utilizando para tanto a metodologia qualitativa e a pesquisa-ação. A partir de tais experiências, pôde-se observar que os materiais elaborados especificamente para surdos, podem ser igualmente utilizados pelos ouvintes e percebeu-se sua utilidade no cotidiano de sala de aula. Além disso, foi notada a relevância de os discentes produzirem mapas mentais do espaço escolar, ressaltando que a Cartografia Escolar representa uma ponte entre Educação, Geografia e Cartografia. Portanto, discutir sobre Cartografia e surdos é, antes de tudo, questão de linguagem e mais um desafio rumo a uma educação mais inclusiva na Baixada Fluminense
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Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Agronomia/ Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, 2021.https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13796Nas duas últimas décadas as discussões sobre o ensino inclusivo têm se intensificado no Brasil, transformando estruturalmente as escolas e a própria prática docente. Concomitantemente a surdez e seu aspecto cultural tem sido identicamente debatidos. Diante de tais transformações, como o professor de Geografia tem se adaptado para ensinar a um público cada vez mais abrangente? Com isso em vista, buscamos compreender como está se efetivando o ensino de Geografia em escolas inclusivas visando o aprendizado de discentes surdos, focando-nos especialmente no conteúdo das noções cartográficas básicas. Reconhecendo a relevância da Geografia e da Cartografia para a formação do sujeito e a baixa produção acadêmica nessa área específica, a pesquisa aplica metodologias sobre alfabetização cartográfica, utilizando-as para a elaboração de material didático voltado para estudantes com surdez (incluindo também ouvintes). Isto se materializa em um Caderno de Atividades utilizado em práticas com alunos surdos e ouvintes de quatro turmas do Ensino Fundamental II da Escola Municipal Monteiro Lobato, na cidade de Nova Iguaçu – RJ, instituição na qual também foram entrevistados três professores de Geografia. Assim, o objetivo geral da pesquisa é analisar o processo de ensino-aprendizagem de alunos surdos com base em um material didático sobre alfabetização cartográfica em perspectiva bilíngue (Língua de Sinais e português escrito). Utilizando para tanto a metodologia qualitativa e a pesquisa-ação. A partir de tais experiências, pôde-se observar que os materiais elaborados especificamente para surdos, podem ser igualmente utilizados pelos ouvintes e percebeu-se sua utilidade no cotidiano de sala de aula. Além disso, foi notada a relevância de os discentes produzirem mapas mentais do espaço escolar, ressaltando que a Cartografia Escolar representa uma ponte entre Educação, Geografia e Cartografia. Portanto, discutir sobre Cartografia e surdos é, antes de tudo, questão de linguagem e mais um desafio rumo a uma educação mais inclusiva na Baixada FluminenseCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorIn the last two decades, discussions on inclusive education have intensified in Brazil, structurally transforming schools and teaching practice itself. Concomitantly, deafness and its cultural aspect have been identically debated. In the face of such transformations, how has the Geography teacher adapted to teach an increasingly comprehensive audience? With this in mind, we seek to understand how geography teaching is being carried out in inclusive schools aiming at the learning of deaf students, focusing especially on the content of basic cartographic contents. Recognizing the relevance of Geography and Cartography for the formation of the subject and the low academic production in this specific area, the research applies methodologies on cartographic literacy, using them for the elaboration of didactic material aimed at deaf students (including also listeners). This is materialized in a Notebook of Activities used in practices with deaf students and listeners of four classes of Elementary School II of the Municipal School Monteiro Lobato, in the city of Nova Iguaçu - RJ, institution in which three geography teachers were also interviewed. Thus, the general objective of the research is to analyze the teaching-learning process of deaf students based on a teaching material on cartographic literacy in bilingual perspective (Sign Language and Portuguese language). Using qualitative methodology and action research for both qualitative methodology and action research. From these experiences, it was observed that the materials elaborated specifically for the deaf, can be equally used by the listeners and their usefulness was perceived in the daily classroom. In addition, the relevance of students producing mental maps of the school space was noted, emphasizing that School Cartography represents a bridge between Education, Geography and Cartography. Therefore, I discussed cartography and deaf people is, first of all, a matter of language and another challenge towards a more inclusive education in Baixada Fluminenseapplication/pdfporUniversidade Federal Rural do Rio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em GeografiaUFRRJBrasilInstituto de AgronomiaInstituto Multidisciplinar de Nova IguaçuSurdezEnsino de geografia/cartografiaPolíticas de educação inclusivaAlfabetização cartográficaEstratégias específicas de ensinoDeafnessGeography/cartography teachingInclusive education policiesCartographic literacySpecific teaching strategiesGeografiaEnsino de geografia para surdos: (re)pensando algumas práticas para a alfabetização cartográficaGeography teaching for the deaf: (re)thinking about some practices for cartographic literacyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisAGNIBENE, Marieli Gonçalves. 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Políticas de educação inclusiva
Alfabetização cartográfica
Estratégias específicas de ensino
Deafness
Geography/cartography teaching
Inclusive education policies
Cartographic literacy
Specific teaching strategies
Geografia
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Cartographic literacy
Specific teaching strategies
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description Nas duas últimas décadas as discussões sobre o ensino inclusivo têm se intensificado no Brasil, transformando estruturalmente as escolas e a própria prática docente. Concomitantemente a surdez e seu aspecto cultural tem sido identicamente debatidos. Diante de tais transformações, como o professor de Geografia tem se adaptado para ensinar a um público cada vez mais abrangente? Com isso em vista, buscamos compreender como está se efetivando o ensino de Geografia em escolas inclusivas visando o aprendizado de discentes surdos, focando-nos especialmente no conteúdo das noções cartográficas básicas. Reconhecendo a relevância da Geografia e da Cartografia para a formação do sujeito e a baixa produção acadêmica nessa área específica, a pesquisa aplica metodologias sobre alfabetização cartográfica, utilizando-as para a elaboração de material didático voltado para estudantes com surdez (incluindo também ouvintes). Isto se materializa em um Caderno de Atividades utilizado em práticas com alunos surdos e ouvintes de quatro turmas do Ensino Fundamental II da Escola Municipal Monteiro Lobato, na cidade de Nova Iguaçu – RJ, instituição na qual também foram entrevistados três professores de Geografia. Assim, o objetivo geral da pesquisa é analisar o processo de ensino-aprendizagem de alunos surdos com base em um material didático sobre alfabetização cartográfica em perspectiva bilíngue (Língua de Sinais e português escrito). Utilizando para tanto a metodologia qualitativa e a pesquisa-ação. A partir de tais experiências, pôde-se observar que os materiais elaborados especificamente para surdos, podem ser igualmente utilizados pelos ouvintes e percebeu-se sua utilidade no cotidiano de sala de aula. Além disso, foi notada a relevância de os discentes produzirem mapas mentais do espaço escolar, ressaltando que a Cartografia Escolar representa uma ponte entre Educação, Geografia e Cartografia. Portanto, discutir sobre Cartografia e surdos é, antes de tudo, questão de linguagem e mais um desafio rumo a uma educação mais inclusiva na Baixada Fluminense
publishDate 2021
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