Os sentidos das experiências escolares nas trajetórias de vida de mulheres em privação de liberdade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Santos, Pollyana dos
Orientador(a): Durand, Olga Celestina da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/129426
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2014
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaSantos, Pollyana dosDurand, Olga Celestina da Silva2015-02-05T21:04:47Z2015-02-05T21:04:47Z2014329172https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/129426Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2014Este trabalho tem o objetivo de analisar quais são os sentidos das experiências escolares vividas por mulheres em privação de liberdade em suas trajetórias de vida. Para tal, buscam-se compreender como se inserem as práticas educativas em espaços prisionais, como se desenvolvem as trajetórias de vida dos sujeitos desta pesquisa e, de que forma se inserem as experiências escolares nesses trajetos. Esta pesquisa tenta responder ao seguinte problema: quais os sentidos das experiências escolares vividas por mulheres em privação de liberdade nos diferentes momentos de suas trajetórias de vidas? O lócus de investigação foi o Presídio Feminino de Florianópolis e os sujeitos desta pesquisa foram mulheres, em diferentes faixas etárias, estudantes das turmas do Centro de Educação de Jovens e Adultos do Complexo Penitenciário de Florianópolis. A pesquisa empírica foi realizada entre os meses de fevereiro a novembro de 2012. Este estudo se orientou a um trabalho quanti-qualitativo e teve como instrumentos de coleta de dados: análises documentais, observações participantes, aplicação de questionários e entrevistas com professores e estudantes. Como principais referenciais teóricos tem-se: Julião (2007/2009); Onofre(2007) e Ireland (2010/2011), para o debate sobre a educação em espaços prisionais; Charlot (2000), para compreensão da categoria "sentido"; Bourdieu (1998), Dubet e Martuccelli (1997) para aprofundamento nos processos de socialização e experiências escolares; Margulis (1996); Sposito (2005), Durand (2001) Pais (1993), para o entendimento das condições juvenis. A análise dos dados coletados permitiu perceber a juventude como um momento da trajetória de vida em que houve um distanciamento da escola, uma tentativa de inserção no mercado de trabalho, o envolvimento em atividades ilícitas e a tentativa frustrada de retorno à escolarização. Destacando-se como fase importante, nota-se também, que as situações de gênero, de classe social, de origem urbana ou do campo que atravessaram as condições de juventude dos sujeitos da pesquisa apontaram para diferentes maneiras de experimentar esse momento da vida: uma juventude usurpada; uma juventude vivida e uma juventude tardia. A pesquisa aponta para alguns sentidos das experiências escolares nos diferentes momentos das trajetórias de vida: 1) para as mulheres adultas, que tiveram suas trajetórias escolares interrompidas durante a infância, as experiências escolares ganhavam o sentido de assegurarem um "estatuto de criança", negado pelas condições de existência; 2) para as estudantes jovens, que apresentaram uma trajetória escolar mais longa, as experiências escolares anteriores à prisão ocupavam um lugar secundário diante das demais experiências vividas relacionadas ao exercício da condição de juventude; 3) as experiências escolares tecidas no espaço prisional recebiam novos sentidos e, talvez, isso se vincule à dinâmica de aula e de relações tecidas entre professores e estudantes na escola do presídio. Sendo assim, parecia ser naquele espaço que uma prática educativa que problematizasse as condições de existência possibilitava constituir aprendizagens significativas que oportunizassem elaboração de projetos de vida.<br>Abstract: The objective of this study is to analyze how incarcerated women make sense of their school experiences in the course of their lives. In order todo so, I sought to understand how educational practices are included inprisons, how the lives of the participants of this study develop, and how their schooling experiences are included in their development. The present study attempts to answer the following question: how do incarcerated women make sense of the schooling experiences that they go through in the course of their lives? The study was conducted in the Presídio Feminino de Florianópolis (Women's Prison of Florianópolis) and the participants were women of different ages who were students in the Centro de Educação de Jovens e Adultos do Complexo Penitenciário de Florianópolis (Educational Center for Youth and Adults in the Florianópolis Prison Complex). The data collection was conducted between the months of February and November of 2012. The data collected for this mixed methods study included: analysis of documents, observations, the administration of questionnaires, and interviews with teachers and students. The main theoretical references were the following: Julião (2007/2009); Onofre (2007) and Ireland (2010/2011) for the debate regarding education in prison contexts; Charlot (2000) for the comprehension of the category "meaning"; Bourdieu (1998), Dubet and Martuccelli (1997) for more in-depth understanding of the process of socialization and educational experiences; Margulis (1996); Sposito (2005), Durand (2001); Pais (1993) for the understanding of the conditions of the youth. The results of the study point to some of the ways in which the women make sense of their schooling experiences in the different moments of their lives: 1) for the adult women, who had their schooling trajectories interrupted during childhood, the schooling experiences had the meaning to secure the "statute of children", denied to them due to their living conditions; 2) for the younger students, who had a longer schooling trajectory, the schooling experiences prior to prison seemed to take on a secondary place in relation to the other experiences related to their youth; 3) the schooling experiences woven in the prison context seemed to receive new meanings, and perhaps this is related to the class dynamics and the relationships between the teachers and the students in the school prison. It seems that it was an educational practice that was problematic for their living conditions that allowed for meaningful learning to take place, which further allowed for the creation of life projects.227 p. | graf., tabs.porEducaçãoPrisõesFlorianópolis (SC)Educação de adultosOs sentidos das experiências escolares nas trajetórias de vida de mulheres em privação de liberdadeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL329172.pdfapplication/pdf1264295https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/129426/1/329172.pdf394802db087ade1da6646d2f10221adfMD51123456789/1294262015-02-05 19:04:47.774oai:repositorio.ufsc.br:123456789/129426Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732015-02-05T21:04:47Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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