A avaliação postural como ferramenta para a análise do trabalho
| Ano de defesa: | 2003 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Florianópolis, SC
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| País: |
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| Link de acesso: | http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84540 |
Resumo: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. |
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Universidade Federal de Santa CatarinaPrzysiezny, Wilson LuizPetroski, Edio Luiz2012-10-20T10:16:04Z2012-10-20T10:16:04Z20032003198404http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84540Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.A torção do tronco é um movimento comumente realizado em atividades ocupacionais e tem sido citado por vários autores como um fator de risco significativo para a dor lombar. Esta torção, que pode se tornar permanente, é lesiva para as estruturas da coluna vertebral e tem efeito cumulativo. Em geral, este é um fator de risco para os aspectos físicos do trabalho tanto no sentido de causar como de agravar uma ampla gama de distúrbios osteomusculares. A torção permanente do tronco não é abordada pela Análise Ergonômica do Trabalho e, desta forma, esta pesquisa desenvolveu e implantou um programa computadorizado destinado a avaliação da torção, analisou os sintomas e os fatores de risco relacionados com as lesões músculo-esqueléticas que propiciam o desconforto e a dor lombar. A coleta de dados contemplou uma situação de trabalho, baseada na metodologia da AET - Análise Ergonômica do Trabalho, onde foram utilizadas: a análise documental, a observação da situação de trabalho, a entrevista (n=100), fotografias da postura (n=79) e a análise da torção permanente do tronco. As atividades executadas pelos vendedores foram: recepção, deslocamento, demonstração, corte, dobra, digitação e encaminhamento. As posturas foram em pé, com deslocamentos breves, braços abaixo dos ombros, sem flexões da coluna vertebral maiores que 20 graus. Os vendedores reclamaram da extensa jornada diária e da posição em pé sem poder sentar, 61% apresentam dor lombar pelos menos uma vez na semana que incomoda e interfere no trabalho e 75,5% não realizam atividades físicas. Usam para aliviar a dor: exercícios, analgésicos, automassagens, idas constantes aos sanitários ou suportam até o final do expediente. O maior ângulo de torção permanente do tronco observado foi 14,0 o; o médio foi 6,0 o e o mínimo foi de 0,22 o. Na torção permanente da pelve o ângulo máximo foi 15,5o; o médio foi 4,9 o e o mínimo de 0,32 o. Não há dependência entre as torções do tronco e as da pelve e nem relação entre a lateralidade e o grau de torção do tronco. A torção foi maior: nos indivíduos com queixa de dor (p<0,00001), nos que apresentaram menor dor (p=0,0025), nos indivíduos em que a dor não incomoda no trabalho (p=0,3152), nos indivíduos em que a dor dura menos tempo (p=0,045), no grupo motorizado (p=0,5645), nos indivíduos que não realizam atividades físicas (p=0,0139) e nos indivíduos do setor de tecidos com idade até 35 anos (p=0,0337). Quanto maior a diferença nas assimetrias, maior é a sobrecarga articular. A presença desta torção, do tronco e da pelve, é uma evidência de que o trabalhador apresenta um desvio postural. O agravante é que estas torções do tronco, encontradas nos vendedores balconistas, apresentam indícios de serem permanentes e estarem presentes durante a jornada diária de trabalho. Este desvio causa desconforto e dor na região lombar e favorece o processo degenerativo da articulação. Um indivíduo na postura em pé deve apresentar o grau de torção neutro (zero graus) e, sendo assim, quanto maior é o grau de torção, maior é a sobrecarga nas articulações vertebrais. Portanto, a reorganização do trabalho que envolva a implementação de pausas, a alternância da postura em pé para sentada com maior freqüência, a diminuição da carga horária e a diminuição de horas extras excessivas, é imprescindível para diminuir o grau de torção, amenizar a dor, prevenir as lesões dos discos intervertebrais da coluna e para melhorar a qualidade de vida do trabalhador.xiii, 253 f.| il., tabs., grafs.porFlorianópolis, SCEngenharia de produçãoErgonomiaTrabalho -AnaliseHomem -Atitude e movimentoAvaliaçãoPostura humanaAvaliaçãoColuna vertebralAvaliaçãoA avaliação postural como ferramenta para a análise do trabalhoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL198404.pdfapplication/pdf10731808https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/84540/1/198404.pdf1ca0a2f96d23682b3fdf3bea0ffab63fMD51TEXT198404.pdf.txt198404.pdf.txtExtracted Texttext/plain548745https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/84540/2/198404.pdf.txt0970eedb0710720ff799090469e5ab14MD52THUMBNAIL198404.pdf.jpg198404.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1339https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/84540/3/198404.pdf.jpg2f7eeb99003575920ebe150b1bd1f1c5MD53123456789/845402013-05-01 17:20:39.2oai:repositorio.ufsc.br:123456789/84540Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-01T20:20:39Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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