Preditores de limitação funcional e do déficit da capacidade de difusão pulmonar dos gases nos diferentes níveis de gravidade da COVID-19: um estudo longitudinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Alexandre, Hellen Fontão
Orientador(a): Silva, Rosemeri Maurici
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/265486
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2025.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaAlexandre, Hellen FontãoSilva, Rosemeri Maurici2025-06-03T23:28:28Z2025-06-03T23:28:28Z2025392058https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/265486Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2025.A Coronavírus Disease 2019 (COVID-19) é uma doença sistêmica, marcada por repercussões respiratórias e extrapulmonares, potencialmente persistentes. Dentre as alterações mais comuns, estão o déficit da capacidade de difusão pulmonar dos gases, representado pela redução da difusão do monóxido de carbono (DCO), e o prejuízo do estado funcional. Apesar de considerados importantes traços tratáveis da síndrome pós-COVID-19, ainda não está claro se variáveis de fácil avaliação conseguem explicar esses desfechos ao longo do tempo. Assim, o objetivo principal foi verificar se o índice de massa corporal (IMC), a dispneia, a força muscular periférica (FMP) e o risco de sarcopenia são preditores de limitação funcional, mensurada pela escala Post-COVID-19 Functional Status (PCFS), e do déficit da capacidade de difusão pós-COVID-19, em curto prazo (CP) e longo prazo (LP). Indivíduos diagnosticados com COVID-19 foram acompanhados por uma coorte durante 12 meses, e avaliados em dois momentos: de 30-90 dias da alta hospitalar e um ano após esta, caracterizando CP e LP, respectivamente. Foram coletados dados de função pulmonar pela pletismografia; estado funcional pela PCFS, teste de levantar e sentar de 30 segundos e Short Physical Peformance Battery; IMC; dispneia pela modified Medical Research Council dyspnea scale; FMP pela dinamometria de preensão palmar; e risco de sarcopenia pelo questionário de triagem do risco de sarcopenia (SARC-F). A DCO foi obtida em valor absoluto e percentual do previsto (%prev) e a presença de déficit de difusão considerada quando <80%prev, enquanto apresentaram limitação funcional aqueles com PCFS=2. A amostra foi composta de 120 indivíduos pós-COVID-19 (idade=50±13 anos), sendo 61(51%) mulheres e 78(65%) graves. Dos 116 que responderam à PCFS em CP, 71(61%) apresentaram limitação funcional; e dos 77 que tiveram dados de função pulmonar obtidos, 47(61%) detinham déficit da capacidade de difusão. Após perdas amostrais de 24 e 7 sujeitos em um ano, tais comprometimentos foram mantidos por 48(52%) e 38(54%), respectivamente. Além da dispneia, fator de risco modificável, a idade também foi preditora da limitação funcional pela PCFS, sendo que a elevação de 1 ponto na escala mMRC (odds ratio=1,98; IC95%=1,25-3,16; e p=0,004 para CP; odds ratio=2,10; IC95%=1,23-3,59; e p=0,01 para LP) e 1 ano a mais de idade (odds ratio=1,06; IC95%=1,02-1,10; e p=0,002 para CP; odds ratio=1,04; IC95%=1,00-1,08; e p=0,04 para LP) representam um aumento de 1 e 2 vezes, respectivamente, na chance do indivíduo pós-COVID-19 apresentar depleção funcional. Em LP, homens têm 68% menos chances de limitação funcional em relação às mulheres (odds ratio=0,32; IC95%=0,12-0,83; e p=0,02). Apenas o IMC foi preditor do déficit da capacidade de difusão e o aumento de 1 quilograma/metro² está associado a uma redução de 12% na chance de DCO <80%prev em CP (odds ratio=0,88; IC95%=0,79- 0,97; e p=0,01). Conclui-se que a dispneia e a idade conseguem predizer a limitação funcional avaliada pela PCFS em CP e LP, enquanto o sexo também é preditor desse desfecho decorrido um ano da doença. Adicionalmente, em indivíduos pós-COVID- 19, o IMC é preditor do déficit da capacidade de difusão em CP. Portanto, a avaliação e manejo desses aspectos é imprescindível na COVID-19.Abstract: Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) is a systemic disease, marked by potentially persistent respiratory and extrapulmonary repercussions. Among the most common changes are the deficit in pulmonary diffusion capacity, represented by the reduction in carbon monoxide diffusion (DLCO), and impairment of functional status. Although these are considered important treatable traits of post-COVID-19 syndrome, it is still unclear whether easily assessable variables can explain these outcomes over time. Thus, the main objective was to verify whether body mass index (BMI), dyspnea, peripheral muscle strength (PMS) and risk of sarcopenia are predictors of functional limitation, measured by the Post-COVID-19 Functional Status scale (PCFS), and of the deficit in diffusion capacity post-COVID-19, in the short term (ST) and long term (LT). Individuals diagnosed with COVID-19 were followed by a cohort for 12 months, and evaluated at two moments: 30-90 days after hospital discharge and one year after, characterizing ST and LT, respectively. Data were collected on lung function by plethysmography; functional status by PCFS, 30-second sit-to-stand test and Short Physical Performance Battery; BMI; dyspnea by modified Medical Research Council dyspnea scale; PMF by handgrip dynamometry; and sarcopenia risk by the Simple Questionnaire to Rapidly Diagnose Sarcopenia (SARC-F). DLCO was obtained in absolute value and percentage of predicted (%pred) and the presence of diffusion deficit was considered when <80%pred, while those with PCFS=2 presented functional limitation. The sample consisted of 120 post-COVID-19 individuals (age=50±13 years), 61(51%) women and 78(65%) severe. Of the 116 who responded to the PCFS in ST, 71(61%) presented functional limitation; and of the 77 who had lung function data obtained, 47(61%) had diffusion capacity deficit. After sample losses of 24 and 7 subjects in 95%CI=1.25-3.16; and p=0.004 for ST; odds ratio=2.10; 95%CI=1.23-3.59; and p=0.01 for LT) and 1 additional year of age (odds ratio=1.06; 95%CI=1.02-1.10; and p=0.002 for ST; odds ratio=1.04; 95%CI=1.00-1.08; and p=0.04 for LT) representing an increase of 1 and 2 times, respectively, in the chance of the individual presenting functional depletion after COVID-19. In the LT, men have 68% less chance of functional limitation compared to women (odds ratio=0.32; 95%CI=0.12- 0.83; and p=0.02). 95%CI=0.79-0.97; and p=0.01). It is concluded that dyspnea and age can predict functional limitation assessed by PCFS in the ST and LT, while sex is also a predictor of this outcome one year after the disease. Additionally, in post-COVID-19 individuals, BMI is a predictor of diffusion capacity deficit in CP. Therefore, the assessment and management of these aspects is essential in COVID-19.78 p.| il., tabs.porCiências médicasCOVID-19Síndrome de COVID-19 pós-agudaPreditores de limitação funcional e do déficit da capacidade de difusão pulmonar dos gases nos diferentes níveis de gravidade da COVID-19: um estudo longitudinalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPMED0372-T.pdfPMED0372-T.pdfapplication/pdf1735036https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/265486/-1/PMED0372-T.pdfe59e78f7b2073623613783fa5bf8b3acMD5-1123456789/2654862025-06-03 20:28:28.501oai:repositorio.ufsc.br:123456789/265486Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-06-03T23:28:28Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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