Eficácia do exercício de vibração de corpo inteiro sobre a capacidade de exercício, força e espessura muscular de pacientes com a covid longa : ensaio clínico randomizado
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64173 |
Resumo: | Introdução: A COVID-19 induz predominantemente lesões pulmonares. Entretanto, alguns indivíduos podem apresentar manifestações clínicas persistentes por pelo menos 2 meses após a infecção, conhecida como COVID longa. Essas alterações provocam, principalmente, a redução da capacidade de exercício e da força muscular, que pode perdurar meses ou anos. Embora, até o presente momento, não exista um consenso para o seu tratamento, o exercício de vibração de corpo inteiro (VCI) surge como possibilidade de intervenção, sem impor esforço físico adicional nem desencadear dispneia. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de um programa de exercício de VCI sobre a capacidade de exercício, força e espessura muscular de pacientes com a COVID longa. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, desenvolvido no período de setembro/22 a março/24, com indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 30 e 70 anos, que se recuperaram da forma moderada a grave da COVID-19. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética institucional (parecer n°: 6.187.591) e registrado no Registro Brasileiro de Ensaio Clínico ReBec (RBR-3qmk24m). A amostra foi composta por 20 pacientes, randomizados em três grupos para realizar o protocolo de treinamento de 12 semanas na plataforma vibratória, diferindo em grupos com 2mm e 4mm de amplitude (G 4mm e G 2mm) e um grupo placebo (Sham). Os desfechos primários do estudo foram a capacidade de exercício, avaliada por meio do teste de caminhada de 6 minutos e força muscular pela escala Medical Research Council. Os desfechos secundários foram a força de preensão palmar avaliada por meio da dinamometria, espessura de quadríceps por meio da análise ultrassonográfica e o risco de quedas e mobilidade pelo teste Timed Up and Go. Para comparação entre os grupos, foi utilizado o teste de ANOVA de medidas repetidas, a partir das variações de tempo (pré e pós), dos grupos (Sham, G 4mm e G 2 mm) e da interação grupo/tempo, seguido do teste post-hoc de Tukey. Resultados: O exercício de VCI nas amplitudes de 2mm e 4mm resultou em aumento da capacidade de exercício quando comparado ao Sham (p=0,01), com grande tamanho de efeito (0,28). A força muscular global também apresentou melhores pontuações em ambos os grupos de vibração quando comparado ao Sham (p=0,01), com tamanho de efeito de 0,39. Não foram observadas mudanças para os demais desfechos e efeitos adversos graves. Conclusão: Este estudo demonstrou que o treinamento com VCI é eficaz na melhoria da capacidade de exercício e força muscular 7 global, apresentando grande tamanho de efeito para esses desfechos e demonstrando ser uma modalidade terapêutica segura e bem tolerada por pacientes com COVID longa. |
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Eficácia do exercício de vibração de corpo inteiro sobre a capacidade de exercício, força e espessura muscular de pacientes com a covid longa : ensaio clínico randomizadoSíndrome de COVID-19 Pós-AgudaExercícioDoenças RespiratóriasIntrodução: A COVID-19 induz predominantemente lesões pulmonares. Entretanto, alguns indivíduos podem apresentar manifestações clínicas persistentes por pelo menos 2 meses após a infecção, conhecida como COVID longa. Essas alterações provocam, principalmente, a redução da capacidade de exercício e da força muscular, que pode perdurar meses ou anos. Embora, até o presente momento, não exista um consenso para o seu tratamento, o exercício de vibração de corpo inteiro (VCI) surge como possibilidade de intervenção, sem impor esforço físico adicional nem desencadear dispneia. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de um programa de exercício de VCI sobre a capacidade de exercício, força e espessura muscular de pacientes com a COVID longa. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, desenvolvido no período de setembro/22 a março/24, com indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 30 e 70 anos, que se recuperaram da forma moderada a grave da COVID-19. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética institucional (parecer n°: 6.187.591) e registrado no Registro Brasileiro de Ensaio Clínico ReBec (RBR-3qmk24m). A amostra foi composta por 20 pacientes, randomizados em três grupos para realizar o protocolo de treinamento de 12 semanas na plataforma vibratória, diferindo em grupos com 2mm e 4mm de amplitude (G 4mm e G 2mm) e um grupo placebo (Sham). Os desfechos primários do estudo foram a capacidade de exercício, avaliada por meio do teste de caminhada de 6 minutos e força muscular pela escala Medical Research Council. Os desfechos secundários foram a força de preensão palmar avaliada por meio da dinamometria, espessura de quadríceps por meio da análise ultrassonográfica e o risco de quedas e mobilidade pelo teste Timed Up and Go. Para comparação entre os grupos, foi utilizado o teste de ANOVA de medidas repetidas, a partir das variações de tempo (pré e pós), dos grupos (Sham, G 4mm e G 2 mm) e da interação grupo/tempo, seguido do teste post-hoc de Tukey. Resultados: O exercício de VCI nas amplitudes de 2mm e 4mm resultou em aumento da capacidade de exercício quando comparado ao Sham (p=0,01), com grande tamanho de efeito (0,28). A força muscular global também apresentou melhores pontuações em ambos os grupos de vibração quando comparado ao Sham (p=0,01), com tamanho de efeito de 0,39. Não foram observadas mudanças para os demais desfechos e efeitos adversos graves. Conclusão: Este estudo demonstrou que o treinamento com VCI é eficaz na melhoria da capacidade de exercício e força muscular 7 global, apresentando grande tamanho de efeito para esses desfechos e demonstrando ser uma modalidade terapêutica segura e bem tolerada por pacientes com COVID longa.Introduction: COVID-19 predominantly induces lung injuries. However, some individuals may present persistent clinical manifestations for at least 2 months after infection, known as Long COVID. These changes primarily lead to a reduction in exercise capacity and muscle strength, which can last for months or years. Although there is currently no consensus on its treatment, whole-body vibration (WBV) exercise emerges as a potential intervention, without imposing additional physical effort or triggering dyspnea. Objective: The present study aimed to evaluate the effectiveness of a WBV exercise program on exercise capacity, muscle strength, and muscle thickness in patients with Long COVID. Methods: This was a randomized clinical trial conducted from September 2022 to March 2024, with individuals of both sexes, aged between 30 and 70 years, who had recovered from moderate to severe COVID-19. The study was approved by the institutional ethics committee (approval number: 6.187.591) and registered in the Brazilian Clinical Trial Registry ReBec (RBR-3qmk24m). The sample consisted of 20 patients, randomized into three groups to undergo a 12-week training protocol on a vibration platform, differing in groups with 2mm and 4mm amplitudes (G 4mm and G 2mm) and a placebo group (Sham). The primary outcomes of the study were exercise capacity, assessed through the 6-minute walk test, and muscle strength by the Medical Research Council scale. Secondary outcomes were handgrip strength assessed by dynamometry, quadriceps thickness by ultrasonographic analysis, and fall risk and mobility by the Timed Up and Go test. For comparison between the groups, the repeated measures ANOVA test was used, based on time variations (pre and post), of the groups (Sham, G 4mm, and G 2mm) and the group/time interaction, followed by Tukey's post-hoc test. Results: WBV exercise at 2mm and 4mm amplitudes resulted in an increase in exercise capacity compared to Sham (p=0.01), with a large effect size (0.28). Overall muscle strength also showed better scores in both vibration groups compared to Sham (p=0.01), with an effect size of 0.39. No changes were observed for the other outcomes, and no severe adverse effects were reported. Conclusion: This study demonstrated that WBV training is effective in improving exercise capacity and overall muscle strength, showing a large effect size for these outcomes and proving to be a safe and well-tolerated therapeutic modality for patients with Long COVID.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em FisioterapiaMARINHO, Patrícia Erika de Melohttp://lattes.cnpq.br/5610290307002043http://lattes.cnpq.br/6920575128629381CUNHA, Beatriz Luiza Marinho2025-07-08T13:00:10Z2025-07-08T13:00:10Z2024-07-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCUNHA, Beatriz Luiza Marinho. Eficácia do exercício de vibração de corpo inteiro sobre a capacidade de exercício, força e espessura muscular de pacientes com a covid longa: ensaio clínico randomizado. 2024. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64173porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-07-13T17:33:15Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/64173Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-07-13T17:33:15Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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