O ensino de Física com as mãos: Libras, bilinguismo e inclusão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: SILVA, Jucivagno Francisco Cambuhy
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190797
Resumo: O ensino para alunos surdos é um desafio que as políticas públicas vêm delegando a pesquisadores e professores no inicio desse século XXI. Diversas iniciativas e estudos estão sendo realizados, no sentido de tornar efetiva a aprendizagem desses alunos e sua inclusão social, sendo que os resultados preliminares indicam a complexidade da questão. Inserindo-se nesse quadro, este trabalho procurou investigar as dificuldades, possíveis estratégias de ensino e desafios a serem vencidos por professores de Física que almejem ensinar para esses alunos surdos, discutindo, também, o papel da Língua Brasileira de Sinais na construção de conceitos em Física. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, de cunho etnográfico, com a presença do pesquisador em diferentes contextos escolares, envolvendo alunos surdos, no período de 2010 e 2011. Foram utilizadas diversas formas de coleta de dados, incluindo entrevistas, gravações, relatos e diários de bordo. A análise baseou-se na caracterização e comparação de três situações escolares diferentes, sendo uma escola regular (sem intérprete) e uma escola inclusiva, ambas da rede pública do Estado de São Paulo, e, ainda, uma terceira escola, bilíngue, também em São Paulo, mas da rede particular. Foram caracterizadas as interações professor-aluno, o papel do professor e do intérprete, além das dificuldades em situações de aprendizagem. Nossos resultados apontaram questões estruturais da própria organização escolar e das dificuldades envolvendo a ação dos intérpretes, demonstrando que os professores de Física, mesmo quando buscam algum domínio de Libras, não estão preparados para compreender e lidar com toda a cultura dos surdos, que extrapola o domínio disciplinar específico. Da mesma forma, também as dificuldades de aprendizagem de conceitos físicos vão além da simples questão de criação de vocabulário correspondente em Libras, mas envolvem a forma específica da própria construção de conceitos e do raciocínio físico nessa cultura. Foram, portanto, identificados diversos aspectos limitantes que estão enraizados nas próprias políticas para esse setor, e que requerem revisão e reflexão, especialmente no que diz respeito tanto à organização escolar, como ao preparo dos professores e à compreensão do próprio processo de construção do conhecimento físico. Esperamos poder contribuir para o aprimoramento das ações referentes ao aprendizado e à inclusão de alunos surdos.
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Inserindo-se nesse quadro, este trabalho procurou investigar as dificuldades, possíveis estratégias de ensino e desafios a serem vencidos por professores de Física que almejem ensinar para esses alunos surdos, discutindo, também, o papel da Língua Brasileira de Sinais na construção de conceitos em Física. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, de cunho etnográfico, com a presença do pesquisador em diferentes contextos escolares, envolvendo alunos surdos, no período de 2010 e 2011. Foram utilizadas diversas formas de coleta de dados, incluindo entrevistas, gravações, relatos e diários de bordo. A análise baseou-se na caracterização e comparação de três situações escolares diferentes, sendo uma escola regular (sem intérprete) e uma escola inclusiva, ambas da rede pública do Estado de São Paulo, e, ainda, uma terceira escola, bilíngue, também em São Paulo, mas da rede particular. 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