Nietzsche e a noção de cultivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Faccin, Jonas
Orientador(a): Hardt, Lúcia Schneider
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/172798
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2016.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaFaccin, JonasHardt, Lúcia Schneider2017-01-31T03:12:23Z2017-01-31T03:12:23Z2016343688https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/172798Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2016.Esta dissertação tem por objetivo refletir sobre a noção de cultivo (Züchtung) na filosofia de Nietzsche. Em sua constituição, a palavra Züchtung corresponde ao cultivo de plantas e à criação de animais, sendo de modo particular direcionada na perspectiva de um cultivo humano. Em Nietzsche, a Züchtung configura-se como uma firme tentativa de estabelecer novas configurações ao surgimento de um tipo superior de homem e cultura. Como tal, ela diz respeito, propriamente, aos meios sob os quais se age a favor do crescimento de um tipo particular, considerando-se, como contraponto, a hegemônica atividade da ?moral da décadence?, esta que, agindo sob a prerrogativa de uma Zähmung (domesticação), não visa nada além do que a manutenção de uma existência, cuja capacidade afetiva e instintual é profundamente adoecida e debilitada. Tanto a Züchtung quanto a Zähmung inserem-se em um contexto muito particular da filosofia nietzschiana, a saber, aquele que aponta para a ?grande questão: onde até agora a planta ?ser humano? cresceu de modo mais exuberante?. Apontar as condições sob as quais poderá o homem crescer implica demarcar dois modos diametralmente opostos de ação: de um lado, o ?homem do ressentimento?; um tipo que tomado pelas nefastas perspectivas da domesticação vive tão somente pela busca de subterfúgios que visam à fuga de sua realidade existencial. De outro, o homem que visa constantemente em si se superar; este tipo é essencialmente afirmativo, posto que nele transborda uma abundância de vida cuja força o confere enxergar a realidade como seu próprio destino. No limite, marcados pelo distanciamento de uma disposição afetiva e instintual, tanto as ações do homem superior quanto as do décadent determinam o modo como ambos acolhem a realidade que vivenciam.<br>Abstract : This master thesis aims at reflecting upon the notion of cultivation (Züchtung) in Nietzsche's philosophy. The word Züchtung, in its definition, corresponds to the cultivation of plants and animals, and it is also particularly directed to the idea of a human cultivation. In Nietzsche, the Züchtung appears as a determined attempt in order to establish new settings to the emergence of a higher type of man and culture. As such, the concept concerns, more specifically, the means which favor the growth of a particular type, considering, as a counterpoint, the hegemonic activity of ?moral decadence?. This activity, which acts under the prerogative of a Zähmung (domestication), seeks nothing more than the maintenance of an existence whose emotional and instinctual ability is deeply diseased and debilitated. Both the Züchtung and the Zähmung are part of a very particular context of Nietzsche's philosophy, namely, the one that points to the "great question: where the plant ''human being'' has so far grown most vigorously?. Pointing out the conditions under which a man can grow implies demarcating two diametrically opposed modes of action: on the one hand, the "man of resentment"; a type taken by the negative prospects of domestication lives solely by the search for subterfuge aimed to escape his existential reality. On the other hand, the man who constantly seeks to overcome himself; this type is essentially affirmative of where he is supposed to follow and that in him overflows plenty of life whose strength allows him to see reality as his own destiny. Ultimately, marked by the distance of an emotional and instinctual disposition, both the actions of the superior and decadent men determine how they welcome the reality in which they live.porEducaçãoEducaçãoFilosofiaNietzsche e a noção de cultivoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL343688.pdfapplication/pdf831986https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/172798/1/343688.pdfeee34e230bd1a49c4dd0f0ff7a65d646MD51123456789/1727982017-01-31 01:12:23.39oai:repositorio.ufsc.br:123456789/172798Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732017-01-31T03:12:23Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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