Taxonomia integrativa do gênero Crassostrea (Sacco, 1897) como ferramenta na identificação de ostras e sua importância para o desenvolvimento de tecnologias de cultivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ferreira, João Paulo Ramos
Orientador(a): Melo, Cláudio Manoel Rodrigues de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/259667
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, Florianópolis, 2024.
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Porém, há controvérsias quanto a aplicação de outros nomes científicos com base em nomes sugeridos por banco de dados internacional ou por postulações de grupo de taxonomistas que intentam nomes científicos ainda mais dispares. A falta de uma coesão de nomes científicos para as Crassostrea nativas brasileiras geram citações disruptivas entre estudos que no fundo podem estar somente delimitado as duas espécies citadas anteriormente. Resultados dessa desorganização taxonomica denotam um compilado complexo de registros envolvendo C. brasiliana, C. gasar, C. mangle, C. praia, C. rhizophorae e C. tulipa cujo cada qual representa um conceito de espécies distinto e icomunicável entre eles. O objetivo do estudo foi determinar os nomes corretos das espécies utilizando uma taxonomia histórica e integrativa das espécies do gênero Crassostrea mencionadas para o Brasil. Foram analisados todos os protocolos, relatos históricos e trabalhos científicos para circunscrever a identidade, morfologia e distribuição de espécies de ostras a priori, sendo que as análises morfométricas de ostras e a aplicação de identidade foram determinadas a partir dos métodos diagnósticos do gene 16S rDNA. Dessa forma, houve a confirmação de apenas duas espécies para o Brasil: C. rhizophorae, tendo como sinônimos C. mangle e C. praia, com ampla distribuição nos ambientes estuarinos e costeiros desde Florida/EUA até o Uruguai, e C. gasar, tendo como sinônimos C. brasiliana, ocorrendo na desde a Guiana Francesa ao Rio Grande do Sul (América) e da Mauritânia até Angola (África). C. tulipa foi considerada um nome científico que não deve ser aplicado tanto a C. rhizophorae como a C. gasar.Abstract: The definition and understanding of the identity of mangrove oyster species of the genus Crassostrea plays an important role both in defining guidelines for carrying out oyster farming, since the gathering of information and knowledge exchanges between countries for the promotion of this activity is circumscribed around scientific name used. Also, the correct identity os oysters promote a database for the purposes of preserving and managing these species. Fundamentally, the delimitation of oyster species in Brazil is based on the molecular identity of the individuals, which there is a recognition of two species: C. gasar and C. rhizophorae. However, there is controversy regarding the application of other scientific names suggested by an international database or by postulations from a group of taxonomists who propose other scientific names, enhancing complexity around mangrove oysters. The lack of cohesion of scientific names for the native Brazilian Crassostrea generates disruptive citations between studies, while substanciable data only point out there are only two species. Results of this taxonomic disorganization denote a complex compilation of records involving C. brasiliana, C. gasar, C. mangle, C. praia, C. rhizophorae and C. tulipa, each of which represents a distinct and incommunicable species concept between them. The objective of the study was to determine the correct names of the species using a historical and integrative taxonomy of the species of the genus Crassostrea mentioned for Brazil. All protocols, historical reports and scientific works were analyzed to circumscribe the identity, morphology and distribution of oyster species a priori, and the morphometric analyzes of oysters and the application of identity were determined using diagnostic methods of the 16S rDNA gene. Thus, only two species were confirmed for Brazil: C. rhizophorae, (syn. C. mangle and C. praia) with wide distribution in estuarine and coastal environments from Florida/USA to Uruguay, and C. gasar (syn. C. brasiliana) occurring from French Guiana to Rio Grande do Sul (America) and from Mauritania to Angola (Africa). C. tulipa was considered a scientific name that should not be applied to both C. rhizophorae and C. gasar.140 p.| il., gráfs.porAquiculturaOstrasCrassostreaTaxonomia integrativa do gênero Crassostrea (Sacco, 1897) como ferramenta na identificação de ostras e sua importância para o desenvolvimento de tecnologias de cultivoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPAQI0691-T.pdfPAQI0691-T.pdfapplication/pdf9132340https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/259667/-1/PAQI0691-T.pdff2cce39f9617909ef57bdec24e361fe0MD5-1123456789/2596672024-09-12 20:25:39.498oai:repositorio.ufsc.br:123456789/259667Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732024-09-12T23:25:39Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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