O Trabalho no centro de material e esterilização: invisibilidade e valor social

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Machado, Rosani Ramos
Orientador(a): Gelbcke, Francine Lima
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/92453
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2009.
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A pergunta de pesquisa foi: Que fatores tornam o trabalho no Centro de Material e Esterilização invisível e desvalorizado, tanto para os trabalhadores quanto para a instituição?. Alguns elementos teóricos provenientes do materialismo histórico-dialético formaram o referencial teórico, de modo a pensar a organização do trabalho no CME em uma prática articulada à totalidade social. A análise dos dados revelou duas grandes categorias: a) Organização do trabalho no CME; e b) Invisibilidade do trabalho no CME. Ficou evidenciado que a invisibilização do trabalho no CME está ligada às relações de poder e ao valor dado às atividades executadas pelos trabalhadores, existindo tarefas com maior ou menor status social, e que as tarefas de alta frequência, desenvolvidas pelos excluídos, portanto de menor valor social, são uma das causas desse trabalho ser tão desvalorizado,ou seja, a estrutura determina o que deve estar na penumbra e o que deve ser iluminado. Percebe-se, ainda, que o trabalhador de enfermagem espera o reconhecimento externo de seu trabalho, ao mesmo tempo em que ele o desvaloriza por atos ou palavras, e não valoriza o seu trabalho internamente. Neste estudo, os entrevistados diziam que adoravam seu trabalho, dando ênfase exagerada na fala, talvez querendo encobrir a desvalorização do seu fazer ou ocultar do pesquisador, e até de si 8 mesmos, o que é insuportável na realidade: a não-aceitação de seu fazer e a ausência de reconhecimento social. Outra causa está relacionada com a questão de gênero, que explica muito a desvalorização desse trabalho, inclusive por ser parte do trabalho da enfermagem, portanto, um trabalho majoritariamente feminino e desvalorizado. Assim, compreender o processo de trabalho do CME, à luz da teoria do processo de trabalho, respaldada pelo materialismo histórico, possibilitou ampliar o horizonte, no sentido de se buscar alternativas que vislumbrem a visibilidade e valorização desse serviço tão importante na prática diária das instituições de saúde. Dessa forma, este estudo foi mais um passo dado em relação à compreensão do conteúdo simbólico do trabalho, confirmando a tese de que a dimensão sociohistórica da prática cotidiana, expressa nas questões de gênero, no valor social do trabalho e nas relações de poder, articulados entre si, torna o trabalho no CME invisível e desvalorizado.This exploratory-descriptive study, carried out in two public state hospitals in Santa Catarina, Brazil, is characterized as an investigation in the area of human social interaction with a qualitative approach. The sample consisted of workers form CME and also by health professionals from other units of hospitals and nursing managers and directors of institutions totaling 44 workers. Triangulation was used in data collection, including the semi-structured interview, observation, and documental analysis. The research question was: which factors make work in the Materials and Sterilization Center invisible and undervalued, both for the workers involved and the institution itself? Some theoretical elements from historical-dialectic materialism formed the theoretical reference used, in such a fashion as to consider the organization of CME work in an articulated practice for social totality. Data analysis revealed two large categories: a) The organization of work in the CME and b) Invisibility in CME work. It became evident that the invisibility of CME work is connected to power relationships, having to do with the value assigned to the activities executed by its workers, high frequency tasks developed by outsiders, albeit with lesser social value, are one of the causes of the undervaluing of this work, or rather, the structure determines what should be in the shadows and what should be illuminated. Still the nursing worker hopes for external recognition for his/her work, at the same time in which he/she undervalues it through acts or words, without valuing their work internally. In this study, those interviewed said they love their work, exaggeratingly emphasizing their speech, perhaps desiring to cloak the undervaluing of their actions or hiding such considerations from the researcher, as well as from themselves, which is unbearable in reality: not accepting what one does and the absence of social recognition. Another cause is related to the question of gender, as the majority of these professionals are women, which explains much of the undervaluing of this work, even though it is part of nursing work. Thus, a better comprehension of the CME work process according to the theory of work processes and supported with historical materialism has made it possible to amplify this horizon in the 10 sense of seeking alternatives which offer a glimpse into the visibility and value of the work of this all-important service in daily practices for health care institutions. As such, this study was one more step in the direction of better comprehension of the symbolic content of work, confirming the view that the socio-historical practice everyday expressed in gender issues, social value of work and power relations, interconnected, makes working on CME invisible and devalued.porEnfermagemServiços de saúdeFlorianopolis (SC)HospitaisFlorianopolis (SC)Materiais biomedicosEsterilizacaoDesinfecção e desinfetantesO Trabalho no centro de material e esterilização: invisibilidade e valor socialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL275009.pdfapplication/pdf915745https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/92453/1/275009.pdf7fd96c5ca890c6a5cf5f4f5f9e3b4142MD51TEXT275009.pdf.txt275009.pdf.txtExtracted Texttext/plain353715https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/92453/2/275009.pdf.txt37c3986f74fc2c0d11e736e94a86bb8fMD52THUMBNAIL275009.pdf.jpg275009.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg707https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/92453/3/275009.pdf.jpg673eb773a1c9a281ec2c260b6a341261MD53123456789/924532013-05-05 04:25:44.487oai:repositorio.ufsc.br:123456789/92453Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-05T07:25:44Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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