Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bandeira, Isadora de Assis
Orientador(a): Santos, Flavia Medeiros
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271239
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2025.
id UFSC_a7ec86f9c87002f6804fc17e54b74c27
oai_identifier_str oai:repositorio.ufsc.br:123456789/271239
network_acronym_str UFSC
network_name_str Repositório Institucional da UFSC
repository_id_str
spelling Universidade Federal de Santa CatarinaBandeira, Isadora de AssisSantos, Flavia Medeiros2025-12-15T23:31:35Z2025-12-15T23:31:35Z2025394974https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271239Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2025.Esta tese de doutorado é resultado de uma etnografia realizada junto a mulheres familiares da população encarcerada da cidade de Florianópolis e região. A partir de um trabalho de campo realizado entre a minha participação em manifestações públicas realizadas por essas mulheres, pelos direitos de pessoas presas e de suas famílias, como também, por meio da entrada em um grupo de whatsApp, criado, organizado e gerido por elas. Fez-se necessária uma implicação ética e política para a constituição de vínculos de confiança com as interlocutoras da pesquisa, tanto para minha participação nas manifestações, quanto em relação ao meu acesso ao grupo de whatsapp. Minha experiência pessoal, como filha de um homem que passou parte de sua vida encarcerado, foi um dos elementos de grande relevância para a aproximação com essas familiares. Centralmente a pesquisa buscou compreender as experiências dessas mulheres familiares de pessoas encarceradas, dando ênfase às dinâmicas de cuidado, luta e resistência, elaboradas pelas mesmas durante o período da pandemia de Covid-19, pois o trabalho de campo aconteceu entre os anos de 2020 e 2022. Desta maneira, a pesquisa buscou compreender como essas mulheres elaboraram práticas cotidianas de enfrentamento às múltiplas violências que atravessaram suas vidas em decorrência do vínculo familiar com pessoas em situação de prisão. Bem como, suas estratégias de resistência coletiva frente aquela situação. Ao observar as redes de solidariedade, mobilização política e estratégias de sobrevivência e manutenção dos vínculos familiares, a pesquisa evidencia, de modo direto, como a prisão transborda seus muros e reorganiza relações familiares, econômicas, de rotinas e afetos. A tese explora as dimensões morais, emocionais e políticas da relação entre prisão e família. Tendo sido realizada durante a pandemia de Covid-19, a pesquisa também destaca como as violências e ausências do Estado se agravaram no cenário prisional daquele momento, ao mesmo tempo e em contrapartida, novas formas de mobilização, presenciais e virtuais, também foram criadas por essas mulheres familiares.Abstract: This doctoral thesis results from an ethnography carried out with women who are family members of the incarcerated population in the city of Florianópolis and its surrounding region. The fieldwork was conducted through my participation in public demonstrations held by these women for the rights of imprisoned people and their families, as well as by joining a WhatsApp group created, organized, and managed by them. An ethical and political commitment was necessary to build bonds of trust with the research interlocutors, both for my participation in the demonstrations and access to the WhatsApp group. My personal experience, as the daughter of a man who spent part of his life incarcerated, was one of the elements of great relevance for approaching these family members. Centrally, the research sought to understand the experiences of these women, family of incarcerated people, emphasizing the dynamics of care, struggle, and resistance they developed during the COVID-19 pandemic, as the fieldwork took place between 2020 and 2022. In this manner, the research aims to understand how these women created daily practices to cope with the multiple forms of violence that permeated their lives due to their family ties with people in prison, as well as their strategies for collective resistance in the face of that situation. By observing the networks of solidarity, political mobilization, and strategies for survival and maintaining family ties, the research highlights how the prison overflows its walls and reorganizes family and economic relationships, daily routines, and affections. The thesis explores the moral, emotional, and political dimensions of the relationship between prison and family. Having been conducted during the COVID-19 pandemic, the research also highlights how state violence and neglect worsened in the prison context at that time, whereas simultaneously and in contrast, how these women created new forms of mobilization, both in-person and online.176 p.porAntropologia socialPrisãoPrisioneirosManifestações públicasPandemiasCadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPASO0649-T.pdfPASO0649-T.pdfapplication/pdf1255396https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/271239/-1/PASO0649-T.pdf1b85c4473dd077d0bee9660d2f30cfc9MD5-1123456789/2712392025-12-15 20:31:35.975oai:repositorio.ufsc.br:123456789/271239Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-12-15T23:31:35Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
dc.title.none.fl_str_mv Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
title Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
spellingShingle Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
Bandeira, Isadora de Assis
Antropologia social
Prisão
Prisioneiros
Manifestações públicas
Pandemias
title_short Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
title_full Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
title_fullStr Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
title_full_unstemmed Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
title_sort Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): ?ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora? - uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos
author Bandeira, Isadora de Assis
author_facet Bandeira, Isadora de Assis
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Universidade Federal de Santa Catarina
dc.contributor.author.fl_str_mv Bandeira, Isadora de Assis
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Santos, Flavia Medeiros
contributor_str_mv Santos, Flavia Medeiros
dc.subject.classification.none.fl_str_mv Antropologia social
Prisão
Prisioneiros
Manifestações públicas
Pandemias
topic Antropologia social
Prisão
Prisioneiros
Manifestações públicas
Pandemias
description Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2025.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-12-15T23:31:35Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-12-15T23:31:35Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271239
dc.identifier.other.none.fl_str_mv 394974
identifier_str_mv 394974
url https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271239
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 176 p.
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFSC
instname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
instacron:UFSC
instname_str Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
instacron_str UFSC
institution UFSC
reponame_str Repositório Institucional da UFSC
collection Repositório Institucional da UFSC
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/271239/-1/PASO0649-T.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv 1b85c4473dd077d0bee9660d2f30cfc9
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
repository.mail.fl_str_mv sandra.sobrera@ufsc.br
_version_ 1851759096642928640