Os efeitos da cafeína nas manifestações físicas e cognitivas da COVID-Longa: um ensaio clínico randomizado duplo cego

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cardoso, Liziane Rosa
Orientador(a): Aguiar Júnior, Aderbal Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/263352
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2024.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaCardoso, Liziane RosaAguiar Júnior, Aderbal Silva2025-02-12T23:23:55Z2025-02-12T23:23:55Z2024390082https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/263352Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2024.Introdução: A COVID-Longa abrange um conjunto de sintomas que permanecem ativos após a fase aguda da infecção. Entre as manifestações, destacamos a diminuição da capacidade física, falta de energia a mínimos esforços e prejuízos na atenção, concentração e memória. Grande parte da literatura se dedica à fisiopatologia do acometimento agudo, porém, o número de sobreviventes é vasto e muitos ainda possuem sintomas que perduram por um tempo além do esperado. As pesquisas sobre esta condição estão em andamento e neste período é possível direcionar pacientes e gerenciar tratamentos pós agudos com foco em controle sintomático. Neste sentido, hipotetizamos que a cafeína possa amenizar as queixas de COVID-Longa, de acordo com a literatura que destaca seus efeitos ergogênicos. Objetivo: avaliar os efeitos da cafeína nos principais sintomas físicos e cognitivos da COVID-Longa. Materiais e métodos: este é um ensaio clínico randomizado, duplo cego, controlado por placebo. Os participantes foram alocados nos grupos intervenção e controle em 3 dias de avaliações. O Myalgic Encephalomyelitis: International Consensus Criteria foi utilizado para identificar a Covid-Longa, a Chalder Fatigue Scale foi empregada para avaliação da fadiga física e mental e o Brief Illness Perception Questionnaire, para investigar a percepção da doença de cada participante. O Incremental Shuttle Walk Test (ISWT) foi o instrumento de avaliação do desempenho físico, seguido da coleta de sangue para verificação do lactato sanguíneo. A Escala de Esforço Subjetivo de Borg foi aplicada para verificar a percepção de esforço e a Short Physical Performance Battery (SPPB) para investigar a funcionalidade. Sobre as ferramentas cognitivas, utilizamos o Stroop Test para avaliar as funções executivas de controle inibitório e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA) verificação de comprometimento cognitivo. Foram realizados exames complementares de Proteína C-Reativa, ferritina e creatinofosfoquinase. As análises foram realizadas no programa SPSS, versão 22.0, e os gráficos foram gerados no GraphPad Prism. versão 8.0.2. O nível de significância de 5% foi considerado. Resultados: um total de 28 participantes completaram o estudo. Eles foram randomicamente alocados em 13 participantes no grupo cafeína com média de idade de 44,6 ± 7,7 anos e 15 participantes no grupo controle com média de idade de 43,5 ± 5,3 anos. A cafeína aumentou a capacidade ao exercício (p=<0,05; d= 2,5; power 99%) e se aproximou da distância prevista na caminhada progressiva (ISWT) (p= <0,05; d= 2,6; power= 99%) com aumento de lactato pós exercício (p<0,05; d=0,71; power 42%). A cafeína diminuiu a percepção de esforço (p=0,05; d=0,7; power: 50%) mas não diferiu para funcionalidade (p=0,151). O grupo cafeína obteve melhores funções executivas de controle inibitório (p<0,05; d=0,7; power=46%) e maior rendimento para desempenho cognitivo (p<0,05; d=0,7; power 42%). A creatinofosfoquinase (CPK) não foi diferente entre os grupos. A cafeína aumentou os níveis de ferritina (p<0,05 d=1,38; power 70%). Os valores de proteína C reativa (PCR) indicaram níveis baixos de concentração para todas as amostras. Conclusão: a cafeína atenua as principais queixas da COVID-Longa, com grandes efeitos no desempenho físico, diminuição do esforço percebido, aprimoramento das funções executivas e cognitivas. Este estudo sugere que a cafeína pode ser utilizada como abordagem para neutralizar as sequelas da COVID-Longa e auxiliar os indivíduos a retornarem aos exercícios físicos e tarefas diárias.Abstract: Introduction: Long-COVID encompasses a set of symptoms that remain active after the acute phase of the infection. Among the manifestations, we highlight the decrease in physical capacity, lack of energy with minimal effort and loss of attention, concentration and memory. Much of the literature is dedicated to the pathophysiology of acute illness, however, the number of survivors is vast and many still have symptoms that last longer than expected. Research into this condition is ongoing and during this period it is possible to target patients and manage post-acute treatments with a focus on symptomatic control. In this sense, we highlight the effects of caffeine, with significant improvements in the main complaints of patients with Long-COVID. Objective: to evaluate the effects of caffeine on the main physical and cognitive symptoms of Long-COVID. Materials and methods: This is a randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial. Participants were allocated to intervention and control groups. The Myalgic Encephalomyelitis: International Consensus Criteria was used to identify Long-Covid, the Chalder Fatigue Scale was used to assess physical and mental fatigue and the Brief Illness Perception Questionnaire, to investigate each participant's perception of the disease. The Incremental Shuttle Walk Test (ISWT) was the instrument for evaluating physical performance, followed by blood collection to check blood lactate. The Borg Subjective Exertion Scale was applied to verify perceived exertion and the Short Physical Performance Battery (SPPB) to investigate functionality. Regarding cognitive tools, we used the Stroop Test to assess executive inhibitory control functions and the Montreal Cognitive Assessment (MoCA) to check cognitive impairment. Additional tests for C-Reactive Protein, ferritin and creatine phosphokinase were performed. The analyzes were carried out using the SPSS program, version 22.0, and the graphs were generated using GraphPad Prism. version 8.0.2. A significance level of 5% was considered. Results: A total of 28 participants completed the study. They were randomly allocated to 13 participants in the caffeine group with a mean age of 44.6 ± 7.7 years and 15 participants in the control group with a mean age of 43.5 ± 5.3 years. Caffeine increased exercise capacity (p=<0.05; d= 2.5; power 99%) and approached the predicted progressive walking distance (ISWT) (p= <0.05; d= 2.6; power= 99%) with increased post-exercise lactate (p<0.05; d=0.71; power 42%). Caffeine decreased perceived exertion (p=0.05; d=0.7; power: 50%) but did not differ for functionality (p=0.151). The caffeine group had better executive inhibitory control functions (p<0.05; d=0.7; power=46%) and greater cognitive performance (p<0.05; d=0.7; power 42%). Creatine phosphokinase (CPK) was not different between groups. Caffeine increased ferritin levels (p<0.05 d=1.38; power 70%). C-reactive protein (CRP) values indicated low concentration levels for all samples. Conclusion: caffeine alleviates the main complaints of COVID-Long, with great effects on physical performance, decreased perceived exertion, and improved executive and cognitive functions. This study suggests that caffeine can be used as an approach to counteract the after-effects of Long-COVID and help individuals return to physical exercise and daily tasks.69 p.| il., gráfs.porNeurociênciasCafeínaCOVID-19Exercícios físicosFunções executivas (Neuropsicologia)Os efeitos da cafeína nas manifestações físicas e cognitivas da COVID-Longa: um ensaio clínico randomizado duplo cegoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGNC0386-T.pdfPGNC0386-T.pdfapplication/pdf1473078https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/263352/-1/PGNC0386-T.pdfed315408f2ec5b7f2cbf2a5be8bfdd00MD5-1123456789/2633522025-02-12 20:23:55.762oai:repositorio.ufsc.br:123456789/263352Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-02-12T23:23:55Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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