De A Redoma de Cristal para A Redoma de Vidro: uma análise descritiva de duas traduções brasileiras de The Bell Jar de Sylvia Plath

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Frankiw, Thaina Caroline
Orientador(a): Hanes, Vanessa Lopes Lourenço
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269441
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2025.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaFrankiw, Thaina CarolineHanes, Vanessa Lopes Lourenço2025-10-13T23:32:38Z2025-10-13T23:32:38Z2025394125https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269441Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2025.Sylvia Plath nasceu em Boston, Massachusetts, nos Estados Unidos em 1932 e faleceu, por meio de suicídio, em Londres, Inglaterra, no ano de 1963. Ficou conhecida por sua escrita de cunho intimista e confessional, na qual misturava acontecimentos de sua vida com ficção para criar poemas e contos. Um mês antes de sua morte, publicou seu único romance: The Bell Jar, em que relatou sua tentativa de suicídio em 1953. Essa veio a se tornar sua obra mais famosa, e chegou no Brasil oito anos depois, em 1971, pela Editora Artenova S.A. sob o título A Redoma de Cristal. Somente após 20 anos, em 1991, o livro teve uma nova edição brasileira, dessa vez pela Editora Globo com o título alterado para A Redoma de Vidro; a partir deste momento, todas as outras edições apareceram com esse título. Há, pelo menos, sete edições diferentes no mercado editorial brasileiro, e cinco traduções; tendo esta informação em mente, o objetivo geral dessa pesquisa foi fazer uma análise comparando duas dessas traduções, sendo elas a primeira, realizada em 1971 por Maria Luíza Nogueira, e a última, realizada em 2023 por Ana Guadalupe. Para isso, foram utilizadas as teorias relativas à historiografia da tradução de Lieven D?Hulst (2021), em conjunto com a teoria dos polissistemas de Even-Zohar (2000), para traçar um panorama dessas traduções e de suas tradutoras no cenário nacional; além disso, foi desenvolvida uma análise macro e microestrutural, seguindo a proposta de descrição de traduções de Lambert e van Gorp (1985). Assim sendo, a metodologia da pesquisa consistiu em duas etapas, iniciando-se com uma análise macroestrutural das duas traduções, a qual foi seguida por uma análise microestrutural organizada por dois eixos temáticos presentes na obra de Plath como um todo e também presentes em The Bell Jar: 1) questões de saúde mental, e 2) o papel histórico-cultural da mulher na sociedade. Foram selecionados oito trechos para análise, retirados dos capítulos VII, IX, XII, XIII, XV e XVIII. Para apoiar e aprofundar a análise microestrutural, foram aplicados conceitos da sociologia da tradução conforme discutidos por Araujo e Martins (2018), e teorias dos Estudos Feministas da Tradução, incluindo os trabalhos de von Flotow (2010) e Blume (2010). Os resultados encontrados indicam uma evolução no processo editorial das traduções. A primeira tradução apresentou menor rigor editorial, com erros ortográficos e inconsistências; entretanto, surpreendentemente, manteve o teor progressista da obra, apesar da censura da época. A última demonstrou mais atenção aos detalhes e um projeto editorial mais sofisticado, refletindo o crescente prestígio de Plath no Brasil e permitindo um posicionamento mais explícito. A análise microestrutural revelou como escolhas tradutórias podem refletir ou mascarar questões de gênero e saúde mental, demonstrando o papel ativo do tradutor como agente interpretativo. A representação de Plath no polissistema brasileiro também evoluiu, passando de uma imagem de fragilidade para um ícone do feminismo e dos debates sobre saúde mental.Abstract: Sylvia Plath was born in Boston, Massachussets, in the United States in 1932, and died by suicide in London, England, in 1963. She was known for her confessional and intimate writing style, in which she mixed events of her life with fiction to create short stories and poems. One month before her death, Plath published her only novel: The Bell Jar, in which she narrated her 1953 suicide attempt. It became her most famous work and arrived in Brazil eight years after its first publication, in 1971, published by Editora Artenova S.A. under the title A Redoma de Cristal. Only after 20 years the book had a new Brazilian edition, this time by Editora Globo with the title altered to A Redoma de Vidro; from this moment on, all the other editions came out with this title. There are, at least, seven different editions of this book in the Brazilian editorial market, and five translations; with this information in mind, the general objective of this study was to compare two of these translations: the first one by Maria Luíza Nogueira, published in 1971, and the last one by Ana Guadalupe, published in 2023. In order to do so, Lieven D?Hulst?s (2021) theories related to translation history were used along with Even-Zohar?s (2000) polysystem theory to provide an overview of these translations and their translators in the national scenario; in addition, a macro and microstructural analysis was developed following Lambert and van Gorp?s (1985) proposal to describe translations. Therefore, the methodology of this research consisted of two stages, starting with a macrostructural analysis of the two translations, followed by a microstructural analysis guided by two thematic axes present both in Plath?s work as a whole and in The Bell Jar: 1) mental health issues, and 2) the historical and cultural role of women in society. Eight excerpts were selected for analysis, extracted from the 7th, 9th, 12th, 15th and 18th chapters. To back up and broaden the microstructural analysis, concepts from the field of translation sociology as discussed by Araujo and Martins (2018) were applied, as well as theoretical contributions from the field of Feminist Translation Studies, including the works of von Flotow (2010) and Blume (2010). The results found show an evolution in the editorial process of the translations. The first one presented less editorial care with orthographic mistakes and inconsistencies but, surprisingly, maintained the progressist tone of the novel, in spite of the censorship of the time. The last translation demonstrated more attention to detail and a more sophisticated editorial project, reflecting an increase of Plath?s prestige in Brazil and allowing a more explicit positioning. The microstructural analysis revealed how translational decisions can reflect and mask gender and mental health issues, demonstrating the translator?s active role as an interpretative agent. Plath?s representation in the Brazilian polysystem also underwent an evolution, going from perceived fragility to an icon of feminism and in the debates regarding mental health.103 p.| il., tabs.porTradução e interpretaçãoSaúde mentalFeminismo e literaturaDe A Redoma de Cristal para A Redoma de Vidro: uma análise descritiva de duas traduções brasileiras de The Bell Jar de Sylvia Plathinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGET0656-D.pdfPGET0656-D.pdfapplication/pdf1545516https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/269441/-1/PGET0656-D.pdfb8abfea608026177ab9f9501330cadb6MD5-1123456789/2694412025-10-13 20:32:39.124oai:repositorio.ufsc.br:123456789/269441Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-10-13T23:32:39Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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