Políticas públicas na educação dos surdos: o que se diz, o que se faz, o que os surdos querem...

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: COSTA, Heliane Alves de Carvalho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: PUC-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190927
Resumo: A educação escolar das crianças surdas deve ser ofertada nas escolas inclusivas, ou não? Esta pesquisa, cujo título é “Políticas Públicas na Educação dos Surdos: o que se diz, o que se faz, o que os surdos querem”, analisou três eixos da educação dos surdos, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental: O que diz (as políticas públicas de educação inclusiva, vigentes); O que faz (como estas políticas se materializam nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte); O que os surdos querem (o ponto de vista, político e educacional, dos surdos, envolvidos nesse processo). Esse estudo empregou a abordagem qualitativa e utilizou, como procedimentos metodológicos, a pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas com profissionais da educação, dando ênfase nos depoimentos das pessoas surdas. Para analisar os dados, buscou-se confrontar os discursos apresentados pelas partes envolvidas, verificando as contradições existentes entre o que se diz, o que se faz e o que as pessoas surdas almejam. Os resultados evidenciaram que a Instância Estadual diz subsidiar a educação dos surdos considerando, principalmente, as diretrizes educacionais indicadas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008). A Rede Municipal de Belo Horizonte, que segue a mesma Diretriz, diz que promove o ensino para as crianças surdas, por meio de ações que subsidia a oferta do ensino da Libras e em Libras; oferta de Atendimentos Educacionais Especiais - AEE, propiciando o apoio educacional complementar necessário para atender às necessidades educacionais desses alunos. Os profissionais surdos revelam que as ações implementadas (o que se faz) não atendem às especificidades desses alunos e, por fim, indicam que os surdos almejam uma educação bilíngue. A pesquisa apontou que há necessidade de se repensar as políticas públicas para a educação dos surdos, considerando o ponto de vista, político e educacional, apresentado pela Comunidade Surda, buscando ressignificar o espaço educacional das crianças surdas, assegurando-lhes o direito à educação que reconheça as diferenças linguísticas, pedagógicas e culturais, ou seja, a oferta de uma educação bilíngue.
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Esta pesquisa, cujo título é “Políticas Públicas na Educação dos Surdos: o que se diz, o que se faz, o que os surdos querem”, analisou três eixos da educação dos surdos, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental: O que diz (as políticas públicas de educação inclusiva, vigentes); O que faz (como estas políticas se materializam nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte); O que os surdos querem (o ponto de vista, político e educacional, dos surdos, envolvidos nesse processo). Esse estudo empregou a abordagem qualitativa e utilizou, como procedimentos metodológicos, a pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas com profissionais da educação, dando ênfase nos depoimentos das pessoas surdas. Para analisar os dados, buscou-se confrontar os discursos apresentados pelas partes envolvidas, verificando as contradições existentes entre o que se diz, o que se faz e o que as pessoas surdas almejam. Os resultados evidenciaram que a Instância Estadual diz subsidiar a educação dos surdos considerando, principalmente, as diretrizes educacionais indicadas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008). A Rede Municipal de Belo Horizonte, que segue a mesma Diretriz, diz que promove o ensino para as crianças surdas, por meio de ações que subsidia a oferta do ensino da Libras e em Libras; oferta de Atendimentos Educacionais Especiais - AEE, propiciando o apoio educacional complementar necessário para atender às necessidades educacionais desses alunos. Os profissionais surdos revelam que as ações implementadas (o que se faz) não atendem às especificidades desses alunos e, por fim, indicam que os surdos almejam uma educação bilíngue. 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