"Quando você convive muito com a morte, você se acostuma com ela": os karai kuera e suas violências contra os Avá-Guarani na bacia do rio Piquiri (PR)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Sousa, Alexsander Brandão Carvalho
Orientador(a): Ioris, Edviges Marta
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/215564
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2019.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaSousa, Alexsander Brandão CarvalhoIoris, Edviges Marta2020-10-21T21:18:00Z2020-10-21T21:18:00Z2019362107https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/215564Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2019.Na virada para os anos 2000, grupos familiares pertencentes ao povo indígena Avá-Guarani localizados nos municípios de Guaíra (PR) e Terra Roxa (PR) iniciaram um importante movimento de reivindicação pela identificação e demarcação de suas terras ancestrais. Estas terras são banhadas pela bacia do rio Piquiri e outros pequenos rios que deságuam no rio Paraná. No entanto, conforme os indígenas foram entrando novamente nos espaços onde antigamente haviam aldeias, mas que foram espoliadas com os avanços das frentes de colonização para o oeste do Paraná, inicia-se também determinadas ações empreendidas pelos produtores rurais contrários às reivindicações indígenas pela demarcação da terra. Este movimento contrário à demarcação de terra indígena ganha grande força quando os produtores rurais criam, em 2013, uma Associação chamada Organização Nacional de Garantia ao Direito de Propriedade (ONGDIP). Com isso, se intensifica uma campanha contra os indígenas, que já estava em curso deste 2010, que tratou de propagar a imagem do ?índio invasor?, gerando um estado de terror na população regional, e que fez provocar uma forte onda de racismo e violência direcionados os Avá-Guarani, pois disseminava-se a ideia de que Guaíra iria ser ?tomada? pelos ?índios invasores?. O objetivo deste trabalho foi abordar as diversas formas e violências vivenciadas pelos indígenas em seus cotidianos, bem como mostrar por quem, e como, se produz e divulga a imagem do ?índio invasor?. Busco mostrar nesta dissertação que em diversas situações históricas os Avá-Guarani vivenciaram distintas formas de violências, para tanto distingui cinco situações históricas, abordadas no segundo capítulo: redução jesuítica (século XVII); Guerra contra o Paraguai e CIA Mate Laranjeira (final do XIX e inícios do XX); Construção da itaipu binacional (em contextos da ditadura militar, 1970-1980) e situação histórica atual configurada pelo agronegócio e regularização fundiária das terras Avá-Guarani.<br>Abstract : At the turn of the year 2000, the indigenous people of Guará, located in the municipalities of Guaíra (PR) and Terra Roxa (PR) began an important movement to demand the identification and demarcation of their ancestral lands. These lands are bathed by the Piquiri river basin and other small rivers that flow into the Paraná River. However, as the Indians were re-entering the spaces where formerly villages existed, but were plundered with the advance of colonization fronts to the west of Paraná, certain actions undertaken by the rural producers against indigenous claims were also initiated by the demarcation of the Earth. This movement contrary to the demarcation of indigenous land gains great force when rural producers create, in 2013, an Association called National Organization of Guarantee to Property Rights (ONGDIP). As a result, a campaign against the Indians, which was already under way in 2010, was intensifying, which sought to propagate an image of the \"invading Indian\", creating a state of terror in the regional population and provoked a strong wave of racism and violence directed the Avá-Guarani, because the idea was spread that Guaíra would be \"taken\" by the \"invading Indians\". The objective of this work was to address the various forms and violence experienced by the Indians in their daily lives, as well as to show by whom, and how, the image of the \"invading Indian\" is produced and disseminated. I will show in this dissertation that in several historical situations the Guarani Avá lived different forms of violence, so I distinguish five historical situations, approached in the second chapter: Jesuitical reduction (17th century); War against Paraguay and CIA Mate Laranjeira (late nineteenth and early twentieth); Construction of binational Itaipu (in contexts of the military dictatorship, 1970-1980) and current historical situation shaped by agribusiness and land regularization of the Avá-Guarani lands.159 p.| il.porAntropologiaAntropologia socialÍndios Avá GuaraniDemarcação de terrasConflitos sócioambientaisViolência"Quando você convive muito com a morte, você se acostuma com ela": os karai kuera e suas violências contra os Avá-Guarani na bacia do rio Piquiri (PR)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPASO0489-D.pdfPASO0489-D.pdfapplication/pdf2375543https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/215564/-1/PASO0489-D.pdfc2fea0665ce2a7f00dda292399409b4cMD5-1123456789/2155642020-10-21 18:18:00.54oai:repositorio.ufsc.br:123456789/215564Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732020-10-21T21:18Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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