Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Barros, Ludmila Mascarenhas
Orientador(a): Stambuk, Boris Juan Carlos Ugarte
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95053
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Florianópolis, 2011
id UFSC_e9fd35e69ca2d254fd43e29292b26e18
oai_identifier_str oai:repositorio.ufsc.br:123456789/95053
network_acronym_str UFSC
network_name_str Repositório Institucional da UFSC
repository_id_str
spelling Universidade Federal de Santa CatarinaBarros, Ludmila MascarenhasStambuk, Boris Juan Carlos Ugarte2012-10-25T20:04:51Z2012-10-25T20:04:51Z2012-10-25T20:04:51Z289069http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95053Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Florianópolis, 2011Candida glabrata é uma levedura encontrada normalmente no trato digestivo humano e mucosas humanas, mas em pacientes imunocomprometidos pode causar infecções sistêmicas de alta morbidade e mortalidade. Esta levedura perdeu vários genes envolvidos no metabolismo de açúcares, sendo capaz de assimilar somente glicose e trealose, uma característica importante no diagnóstico laboratorial deste patógeno emergente. Nosso trabalho se propôs a analisar o metabolismo da trealose, e as enzimas intracelulares (trealase neutra e trealase ácida) envolvidas na degradação deste açúcar. Nossos resultados indicam que embora C. glabrata metabolize a trealose de forma semelhante a outras leveduras (a trealose acumulada na fase estacionária do crescimento é prontamente degradada após suprir as células com glicose), a atividade da trealase neutra nestas células aparentemente não seria responsável pela degradação da trealose uma vez que sua atividade não aumentava no período de maior hidrólise deste açúcar. Nossos resultados também mostram que a alta atividade da trealase ácida presente nas células de C. glabrata, atrapalha a determinação da trealase neutra nestas células (baseado apenas na diferença de pH ótimo da atividade). Neste contexto a utilização de uma linhagem (RY01) deletada no gene CgATH1, e portanto sem atividade trealase ácida, foi fundamental para melhor caracterizar a atividade trealase neutra nesta levedura, e sua possível regulação. Esta enzima não mostrou maior atividade na fase exponencial do crescimento quando a glicose está presente como fonte de carbono, nem ativação por AMPc via proteína cinase A, embora os resultados indiquem que a trealase neutra de C. glabrata degrada trealose na fase exponencial, pois na cepa deletada RY01 observou-se um queda brusca nos níveis de trealose durante esta fase do crescimento. Diferenças significativas foram também observadas na metabolização de trealose durante o estresse térmico em C. glabrata, quando comparada a outras leveduras.Candida glabrata is a yeast normally found in the human digestive tract and mucous membranes, but in immunocompromised patients can cause systemic infections with high morbidity and mortality. This yeast has lost many genes involved in sugar metabolism, being able to assimilate only glucose and trehalose, an important feature in the laboratory diagnosis of this emerging pathogen. Our study aimed to analyze the metabolism of trehalose, and the intracellular enzymes (neutral trehalase and acid trehalase) involved in its hydrolysis. Our results indicate that although C. glabrata metabolizes trehalose in a similar way as other yeasts (trehalose accumulated during the stationary phase of growth is rapidly hydrolyzed after supplying the cells with glucose), the neutral trehalase activity in this cells seemed not to be involved in trehalose degradation as its activity did not increase during the period of higher sugar hydrolysis. Our results also show that the high activity of the acid trehalase present in C. glabrata cells, impairs the accurate determination of the neutral trehalase in these cells (based only in optimal pH activity differences). In this context, the use of a strain (RY01) deleted in the CgATH1 gene, and consequently without acid trehalase activity, was pivotal to better characterize the neutral trehalase activity in this cells, and its possible regulation. This enzyme did not show higher activity during the exponential phase of growth when glucose is present as carbon source, neither AMPc activation through protein cinase A, although our results indicate that the C. glabrata neutral trehalase hydrolyses trehalose during the exponential phase, since in the RY01 deleted strain a rapid drop in trehalose levels during this growth phase was observed. Significant differences were also observed in trehalose metabolism during heat stress in C. glabrata, when compared with other yeasts.65 p.| il., grafs.porBioquimicaCandida glabrataTrealaseTrealoseMetabolismoMetabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabratainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL289069.pdfapplication/pdf722734https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95053/1/289069.pdfe7dbc3e1a0538c756cfe254ff14b6aacMD51TEXT289069.pdf.txt289069.pdf.txtExtracted Texttext/plain89770https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95053/2/289069.pdf.txtb0ec25197292dbbb5a957ec6e04e573dMD52THUMBNAIL289069.pdf.jpg289069.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg707https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95053/3/289069.pdf.jpg673eb773a1c9a281ec2c260b6a341261MD53123456789/950532013-05-01 06:35:53.372oai:repositorio.ufsc.br:123456789/95053Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-01T09:35:53Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
title Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
spellingShingle Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
Barros, Ludmila Mascarenhas
Bioquimica
Candida glabrata
Trealase
Trealose
Metabolismo
title_short Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
title_full Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
title_fullStr Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
title_full_unstemmed Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
title_sort Metabolismo de trealose e caracterização de trealases citoplasmáticas em Candida glabrata
author Barros, Ludmila Mascarenhas
author_facet Barros, Ludmila Mascarenhas
author_role author
dc.contributor.pt_BR.fl_str_mv Universidade Federal de Santa Catarina
dc.contributor.author.fl_str_mv Barros, Ludmila Mascarenhas
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Stambuk, Boris Juan Carlos Ugarte
contributor_str_mv Stambuk, Boris Juan Carlos Ugarte
dc.subject.classification.pt_BR.fl_str_mv Bioquimica
Candida glabrata
Trealase
Trealose
Metabolismo
topic Bioquimica
Candida glabrata
Trealase
Trealose
Metabolismo
description Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Florianópolis, 2011
publishDate 2012
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2012-10-25T20:04:51Z
dc.date.available.fl_str_mv 2012-10-25T20:04:51Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2012-10-25T20:04:51Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95053
dc.identifier.other.pt_BR.fl_str_mv 289069
identifier_str_mv 289069
url http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95053
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 65 p.| il., grafs.
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFSC
instname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
instacron:UFSC
instname_str Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
instacron_str UFSC
institution UFSC
reponame_str Repositório Institucional da UFSC
collection Repositório Institucional da UFSC
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95053/1/289069.pdf
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95053/2/289069.pdf.txt
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95053/3/289069.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv e7dbc3e1a0538c756cfe254ff14b6aac
b0ec25197292dbbb5a957ec6e04e573d
673eb773a1c9a281ec2c260b6a341261
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
repository.mail.fl_str_mv sandra.sobrera@ufsc.br
_version_ 1851759267707617280