Dinâmica fenológica e reprodutiva de variedades de oliveira no município de Rancho Queimado/SC

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Goedel, Aline Dapont
Orientador(a): Brighenti, Alberto Fontanella
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/262930
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais, Florianópolis, 2024.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaGoedel, Aline DapontBrighenti, Alberto Fontanella2025-01-27T23:22:49Z2025-01-27T23:22:49Z2024389837https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/262930Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais, Florianópolis, 2024.A expansão da olivicultura para regiões subtropicais, como o sul do Brasil, revela um potencial significativo, especialmente em estados como Santa Catarina, onde a diversidade microclimática pode influenciar a adaptação das variedades de oliveira. A análise detalhada do desenvolvimento fenológico e reprodutivo das oliveiras em diferentes condições climáticas é essencial para avaliar a viabilidade e otimizar o cultivo nessas novas áreas. Portanto, o objetivo deste estudo foi identificar o desenvolvimento reprodutivo de variedades de oliveira cultivadas em clima subtropical úmido. Ambos os trabalhos foram desenvolvidos olival comercial em Rancho Queimado, Santa Catarina, durante o ciclo produtivo 2023/24, com monitoramento das variedades Arbequina, Arbosana, Grappolo, Koroneiki e Picual. No primeiro trabalho, foram acompanhadas as principais etapas do desenvolvimento fenológico relacionado à floração e determinada a demanda térmica para a ocorrência dos estádios visualizados, traçando relação com as variáveis climatológicas no local de estudo. A variedade Arbequina destacou-se como a mais precoce entre as avaliadas, exigindo menos horas e unidades de frio para iniciar o ciclo reprodutivo. A fase de plena floração ocorreu simultaneamente para as variedades Arbequina, Koroneiki, Grappolo e Picual, com a Picual apresentando o menor acúmulo de graus-dia necessário até o início da floração. A temperatura média registrada entre o solstício de inverno e a floração final foi de 15 ºC para as variedades monitoradas. Em Rancho Queimado, a umidade relativa permaneceu superior a 80% ao longo de todo o período analisado, e a pluviosidade foi observada em todas as fases da floração. O segundo trabalho teve como foco a identificação fenológica reprodutiva e a biologia floral das variedades, além da análise das condições climáticas durante o período reprodutivo. Durante o ciclo, as temperaturas máximas permaneceram abaixo de 25 ºC, e as mínimas não ultrapassaram 17,5 ºC. A pluviosidade superou 1.400 mm e a umidade relativa se manteve acima de 84%, resultando em elevado molhamento floral. A velocidade média do vento foi de 9,8 km/h. Arbequina e Koroneiki atingiram a plena floração em outubro, com Arbequina apresentando o estágio fenológico mais avançado e sendo a mais precoce das variedades. Arbosana sofreu interrupção no desenvolvimento devido à antracnose, e Grappolo e Picual não avançaram além do estágio fenológico 50. Arbequina e Koroneiki demonstraram maiores proporções de floração, enquanto Picual teve a maior proporção de flores estaminadas e a menor quantidade de óvulos. Não foram observadas diferenças significativas na quantidade de estigmas, carpelos e anteras entre as variedades. Picual produziu os maiores grãos de pólen, seguido por Arbequina, e Arbosana apresentou a menor produção de grãos de pólen. Os resultados deste estudo evidenciam a complexidade e os desafios da olivicultura em regiões subtropicais, como o sul do Brasil. A análise das variáveis fenológicas e climáticas revela a necessidade de uma abordagem detalhada para entender a adaptação das variedades de oliveira às condições locais, sugerindo que estratégias específicas podem ser necessárias para enfrentar as dificuldades e otimizar o cultivo nessas áreas.Abstract: The expansion of olive cultivation into subtropical regions, such as southern Brazil, reveals significant potential, particularly in states like Santa Catarina, where microclimatic diversity may influence the adaptation of olive varieties. A detailed analysis of the phenological and reproductive development of olives under various climatic conditions is essential for assessing feasibility and optimizing cultivation in these new areas. This research aimed to identify the reproductive development of olive varieties grown in a subtropical humid climate. Both studies were conducted in a commercial olive grove in Rancho Queimado, Santa Catarina, during the 2023/24 harvest, monitoring the Arbequina, Arbosana, Grappolo, Koroneiki, and Picual varieties. The first study tracked key stages of phenological development related to flowering and determined the thermal requirements for these stages, correlating them with local climatic variables. The Arbequina variety emerged as the most precocious, requiring fewer chill hours and units to initiate the reproductive cycle. Full flowering occurred simultaneously in Arbequina, Koroneiki, Grappolo, and Picual, with Picual showing the lowest degree-days accumulation to reach flowering. The average temperature recorded between the winter solstice and final flowering was 15 ºC for the monitored varieties. In Rancho Queimado, relative humidity remained above 80% throughout the study period, and precipitation was observed at all flowering stages. The second study focused on the phenological reproductive and floral biology identification of the varieties, as well as the analysis of climatic conditions during the reproductive period. During the cycle, maximum temperatures remained below 25 ºC, and minimum temperatures did not exceed 17.5 ºC. Precipitation exceeded 1,400 mm, and relative humidity remained above 84%, resulting in high floral wetness. The average wind speed was 9.8 km/h. Arbequina and Koroneiki reached full flowering in October, with Arbequina exhibiting the most advanced phenological stage and being the earliest of the varieties. Arbosana experienced development interruption due to anthracnose, while Grappolo and Picual did not progress beyond phenological stage 50. Arbequina and Koroneiki showed higher proportions of flowering, while Picual had the highest proportion of staminate flowers and the lowest number of ovules. No significant differences were observed in the quantity of stigmas, carpels, and anthers among the varieties. Picual produced the largest pollen grains, followed by Arbequina, while Arbosana produced the smallest amount of pollen grains. The results of this study underscore the complexity and challenges of olive cultivation in subtropical regions like southern Brazil. The analysis of phenological and climatic variables highlights the need for a detailed approach to understand the adaptation of olive varieties to local conditions, suggesting that specific strategies may be required to address challenges and optimize cultivation in these areas.79 p.| il., gráfs.porRecursos genéticos vegetaisOliveira (Árvore)Oliveira (Árvore)Oliveira (Árvore)Oliveira (Árvore)Dinâmica fenológica e reprodutiva de variedades de oliveira no município de Rancho Queimado/SCinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPRGV0404-D.pdfPRGV0404-D.pdfapplication/pdf32224365https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/262930/1/PRGV0404-D.pdf701075042e9ea7c98b58ed2e1cdb02f7MD51123456789/2629302025-01-27 20:22:49.934oai:repositorio.ufsc.br:123456789/262930Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-01-27T23:22:49Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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