O papel da bioenergética mitocondrial e estresse oxidativo no comportamento depressivo em modelo de concussão recorrente em camundongos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Feiteiro, Leandro Machado Severo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/26339/00130000164q9
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Santa Maria
Brasil
Bioquímica
UFSM
Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica
Centro de Ciências Naturais e Exatas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufsm.br/handle/1/29441
Resumo: The traumatic brain injury (TBI) is one lesion occasioned by the mechanical application of a force external to the brain. Currently, 80 to 90% of cases of TBIs are considered concussion or mild TBI, in which contain the symptoms commonly resolved in the first weeks following injury. On the other hand, recurrent episodes of mild TBI or concussion lifelong can alter neurochemistry of encephalon in which are linked with brain atrophy, production of reactive oxygen species and reactive nitrogen species (ROS/RNS), mitochondrial dysfunction, and inflammation. These changes can trigger emergence of diseases, such as major depression, disorder psychiatric with great incidence after TBI. Despite this, Most of the research of this injury has been focused on oxidative stress and functional deficits; however, mechanisms that underlie the development of neuropsychiatric disorders remain little researched. Due to this, the present authors investigated the involvement of the mitochondrial metabolism and of the oxidative stress in a possible depressive behavior induced for a recurrent concussion protocol in mice. In this way, the rodents were submitted to different numbers of injuries (4, 7 and 10 traumas), and the immobility time was evaluated by the tail suspension test (TSC), as well as, mitochondrial bioenergetics was analyzed by high-resolution respirometry (OROBOROS, Instruments). In addition, the levels of reactive oxygen species (ROS), as well as, the rate of antioxidant defenses were measured at the hippocampus of mice. The experimental data revealed, for the first time, that the present protocol of recurrent concussions (4, 7, and 10 injuries) in mice did not alter immobility time during tail suspension tests (TSTs), but decreased hippocampal mitochondrial respiration and increased expression of proteins such as nuclear factor erythroid 2-related factor 2 (Nrf2) and superoxide (SOD2). This experimental data suggests that bioenergetic changes elicited by recurrent concussion did not induce depressivelike behavior, but activated the transcription factor of responsive antioxidant elements (ARE) that delay or prevent secondary cascades in this neurological disease.
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spelling O papel da bioenergética mitocondrial e estresse oxidativo no comportamento depressivo em modelo de concussão recorrente em camundongosThe role of mitochondrial bioenergetics and oxidative stress in depressive behavior in recurrent concussion model in miceConcussões recorrentesDepressãoBioenergética mitocondrial e hipocampoRecurrent concussionDepressionMitochondrial bioenergetics, and hippocampusCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOQUIMICAThe traumatic brain injury (TBI) is one lesion occasioned by the mechanical application of a force external to the brain. Currently, 80 to 90% of cases of TBIs are considered concussion or mild TBI, in which contain the symptoms commonly resolved in the first weeks following injury. On the other hand, recurrent episodes of mild TBI or concussion lifelong can alter neurochemistry of encephalon in which are linked with brain atrophy, production of reactive oxygen species and reactive nitrogen species (ROS/RNS), mitochondrial dysfunction, and inflammation. These changes can trigger emergence of diseases, such as major depression, disorder psychiatric with great incidence after TBI. Despite this, Most of the research of this injury has been focused on oxidative stress and functional deficits; however, mechanisms that underlie the development of neuropsychiatric disorders remain little researched. Due to this, the present authors investigated the involvement of the mitochondrial metabolism and of the oxidative stress in a possible depressive behavior induced for a recurrent concussion protocol in mice. In this way, the rodents were submitted to different numbers of injuries (4, 7 and 10 traumas), and the immobility time was evaluated by the tail suspension test (TSC), as well as, mitochondrial bioenergetics was analyzed by high-resolution respirometry (OROBOROS, Instruments). In addition, the levels of reactive oxygen species (ROS), as well as, the rate of antioxidant defenses were measured at the hippocampus of mice. The experimental data revealed, for the first time, that the present protocol of recurrent concussions (4, 7, and 10 injuries) in mice did not alter immobility time during tail suspension tests (TSTs), but decreased hippocampal mitochondrial respiration and increased expression of proteins such as nuclear factor erythroid 2-related factor 2 (Nrf2) and superoxide (SOD2). This experimental data suggests that bioenergetic changes elicited by recurrent concussion did not induce depressivelike behavior, but activated the transcription factor of responsive antioxidant elements (ARE) that delay or prevent secondary cascades in this neurological disease.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESO traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma lesão caracterizada pela aplicação mecânica de uma força externa ao encéfalo. Atualmente, 80 a 90% dos casos de traumatismo cerebrais são considerados concussões ou TCE leve, que são normalmente negligenciadas quanto ao perigo que oferecem de forma isolada. Conquanto, a somatória das concussões ao longo da vida pode mudar a neuroquímica do encéfalo, que está relacionada com a atrofia cerebral, disfunção mitocondrial, aumento das espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio (ERO / ERN), bem como neuroinflamação. Essas mudanças podem facilitar o surgimento de comorbidades, como a depressão, sendo o distúrbio psiquiátrico que surge com maior frequência após o TCE. Apesar disso, maior parte das pesquisas com esse tipo de lesão tem focado nos déficits funcionais e estresse oxidativo, enquanto mecanismos subjacentes ao desenvolvimento de distúrbios neuropsiquiátricos após as concussões permanece pouco pesquisado. Neste sentido, o presente trabalho objetivou investigar o envolvimento do metabolismo mitocondrial e do estresse oxidativo em um possível comportamento depressivo induzido por concussões recorrentes em camundongos. Para tal, camundongos swiss foram submetidos a diferentes números de lesões (4, 7 e 10 traumas), e o tempo de imobilidade foi avaliado pelo teste suspensão pela cauda (TSC) 48 horas após última lesão. Em seguida, seis dias após o último trauma os animais foram eutanasiados e o hipocampo foi retirado para analises bioquímicas. Nesse sentido, a bioenergética mitocondrial foi analisada pela respirometria de alta resolução (OROBOROS, Instruments). Além disso, os níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO), bem como, os níveis das defesas antioxidantes foram mensurados em hipocampo de camundongos. Os dados estatístico do presente trabalho com o protocolo de concussões recorrentes (4, 7 e 10 lesões) em camundongos não alteraram o tempo de imobilidade no TSC. Por outro lado, houve diminuição da respiração mitocondrial e aumento nos níveis de EROs, bem como, o aumento da expressão de proteínas antioxidantes como, nuclear factor erythroid 2‐ related factor 2 (Nrf2) e superóxido dismutase 2 (SOD2). Portanto, o presente estudo relatou que diferentes números de concussões recorrentes não foi capaz de induzir a um comportamento do tipo depressivo em camundongos. Entretanto, houve uma diminuição da bioenergética mitocondrial nos animais submetidos ao volume de 10 lesões, porém, essa mudança não foi associada com um possível aparecimento do comportamento do tipo depressivo. Além disso, os animais expostos a repetição de 10 traumas obtiveram aumento na ativação do fator de transcrição de enzimas endógenas, que tem sido associado com o atraso ou inibição de eventos secundários envolvidos nessa doença neurológica.Universidade Federal de Santa MariaBrasilBioquímicaUFSMPrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica ToxicológicaCentro de Ciências Naturais e ExatasRoyes, Luiz Fernando Freirehttp://lattes.cnpq.br/0543081555633400Oliveira, Mauro SchneiderOtuki, Michel FleithFeiteiro, Leandro Machado Severo2023-06-15T17:55:44Z2023-06-15T17:55:44Z2020-10-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://repositorio.ufsm.br/handle/1/29441ark:/26339/00130000164q9porAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Manancial - Repositório Digital da UFSMinstname:Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)instacron:UFSM2023-06-15T17:55:44Zoai:repositorio.ufsm.br:1/29441Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://repositorio.ufsm.br/PUBhttps://repositorio.ufsm.br/oai/requestatendimento.sib@ufsm.br||tedebc@gmail.com||manancial@ufsm.bropendoar:2023-06-15T17:55:44Manancial - Repositório Digital da UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)false
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