Soja em um vaso de flores: geopolítica dos alimentos e divisão sexual do trabalho na América Latina (1986-2015)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: García, Diana María Peña
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/26339/001300000sdz6
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Santa Maria
Brasil
Geografia
UFSM
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Centro de Ciências Naturais e Exatas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufsm.br/handle/1/23771
Resumo: This thesis examines if the corporate food regime not only determines the technology, specialization patterns, and financialization of agriculture, but also exacerbates the sexual division of labor as part of the capitalist alienation strategy. A neo-Marxist theoretical framework was adopted to build a bridge between the global and domestic scales. At the global scale, the analysis of Food Regimes delves into the correlations between the territorial division of labor and capital accumulation; at the domestic scale, the social reproduction approach allows us to analyze both the mechanisms of capitalist appropriation of surplus value and the strategies of peasant families to remain in their territories. To discover the role of Latin America in this global arrangement, two cases were contrasted: floriculture in Colombia and soybean production in Brazil. These cases expose the logic of specialization within the geopolitics of food and introduce important reflections on the horizons of capitalist accumulation, food sovereignty, and gender; specifically, a contradictory and combined process of masculinization and feminization of the production of NTCs is evident in the region. These crops are associated with technological packages that determine specific combinations of capital and labor, which, in turn, are a geographic response to the international division of labor. Empirical evidence shows a positive correlation between mechanization and masculinization, with the soybean complex being one of the most striking examples; this masculinization of productive labor and consequent invisibilization of reproductive labor keeps the remuneration of the labor force artificially low. In contrast, the feminization of floriculture in Colombia reveals the mechanisms of exploitation of the most vulnerable population in labor-intensive agribusinesses.
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spelling Soja em um vaso de flores: geopolítica dos alimentos e divisão sexual do trabalho na América Latina (1986-2015)Soy-bean in a flowerpot: geopolitics of food and sexual division of labour in Latin-America (1986-2015)Soya en un florero: geopolítica de los alimentos y división sexual del trabajo en América Latina (1986-2015)Divisão territorial do trabalhoDivisão sexual do trabalhoAgronegócioEconomia camponesaTerritorial division of labourSexual division of labourAgribusinessFood sovereigntyPeasant economy and agricultureDivisión territorial del trabajoDivisión sexual del trabajoEconomía campesinaCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIAThis thesis examines if the corporate food regime not only determines the technology, specialization patterns, and financialization of agriculture, but also exacerbates the sexual division of labor as part of the capitalist alienation strategy. A neo-Marxist theoretical framework was adopted to build a bridge between the global and domestic scales. At the global scale, the analysis of Food Regimes delves into the correlations between the territorial division of labor and capital accumulation; at the domestic scale, the social reproduction approach allows us to analyze both the mechanisms of capitalist appropriation of surplus value and the strategies of peasant families to remain in their territories. To discover the role of Latin America in this global arrangement, two cases were contrasted: floriculture in Colombia and soybean production in Brazil. These cases expose the logic of specialization within the geopolitics of food and introduce important reflections on the horizons of capitalist accumulation, food sovereignty, and gender; specifically, a contradictory and combined process of masculinization and feminization of the production of NTCs is evident in the region. These crops are associated with technological packages that determine specific combinations of capital and labor, which, in turn, are a geographic response to the international division of labor. Empirical evidence shows a positive correlation between mechanization and masculinization, with the soybean complex being one of the most striking examples; this masculinization of productive labor and consequent invisibilization of reproductive labor keeps the remuneration of the labor force artificially low. In contrast, the feminization of floriculture in Colombia reveals the mechanisms of exploitation of the most vulnerable population in labor-intensive agribusinesses.La presente tesis se cuestiona si el régimen alimentario corporativo no sólo determina la matriz tecnológica, los patrones de especialización y la financiarización de la agricultura, sino que también exacerba la división sexual del trabajo, como parte de la estrategia de alienación del capital. Se adoptó un marco teórico neomarxista que busca construir un puente entre las escalas global y doméstica. En la escala global, el análisis de Regímenes Alimentarios profundiza en las correlaciones entre división territorial del trabajo y acumulación de capital; en la escala doméstica, el abordaje de la reproducción social permite analizar tanto los mecanismos de apropiación capitalista de la plusvalía como las estrategias de las familias campesinas para permanecer en sus territorios. Para descubrir cuál es el papel de América Latina en ese orden mundial se contrastaron dos casos: la floricultura en Colombia y la producción de soya en Brasil, siendo el hilo conductor el trabajo de las mujeres. Esos casos exponen la lógica de la especialización dentro de la geopolítica de los alimentos e introducen importantes reflexiones en los horizontes de la acumulación capitalista, la soberanía alimentaria y el género; específicamente, se evidencia en la región un proceso contradictorio y combinado de masculinización y feminización de la producción de cultivos no tradicionales para la exportación. Tales cultivos están asociados a paquetes tecnológicos que determinan combinaciones específicas de capital y fuerza de trabajo, las cuales, por su vez, son una respuesta geográfica a la división internacional del trabajo. La evidencia empírica muestra una correlación positiva entre mecanización y masculinización, siendo el complejo soya uno de los ejemplos más pasmosos; esa masculinización del trabajo productivo y consecuente invisibilización del reproductivo permite mantener la remuneración de la fuerza de trabajo artificialmente baja. De manera contrastante, la feminización de la floricultura en Colombia revela mecanismos de explotación de la población más vulnerable en los agronegocios intensivos en mano de obra.A presente tese questiona se o regime alimentar corporativo não só determina a tecnologia, os padrões de especialização e a financeirização da agricultura, mas também exacerba a divisão sexual do trabalho, como parte da estratégia de alienação do capital. Adotou-se um referencial teórico neomarxista que busca construir uma ponte entre as escalas global e doméstica. Na escala global, a análise de Regimes Alimentares aprofunda nas correlações entre a divisão territorial do trabalho e a acumulação de capital; na escala doméstica, a abordagem da reprodução social permite analisar tanto os mecanismos de apropriação capitalista do mais-valor quanto as estratégias das famílias camponesas para permanecer nos seus territórios. Para descobrir qual o papel da América Latina nesse arranjo mundial se contrastaram dois casos: a floricultura na Colômbia e a produção de soja no Brasil, sendo o fio condutor o trabalho das mulheres. Esses casos expõem a lógica da especialização dentro da geopolítica dos alimentos e introduzem importantes reflexões nos horizontes da acumulação capitalista, a soberania alimentar e o gênero; específicamente, evidencia-se na região um processo contraditório e combinado de masculinização e feminização da produção de cultivos não tradicionais para a exportação. Esses cultivos estão associados a pacotes tecnológicos que determinam combinações específicas de capital e força de trabalho, as quais, por sua vez, são uma resposta geográfica à divisão internacional do trabalho. A evidência empírica mostra uma correlação positiva entre mecanização e masculinização, sendo o complexo soja um dos exemplos mais chocantes; essa masculinização do trabalho produtivo e consequente invisibilização do reprodutivo permite manter a remuneração da força de trabalho artificialmente baixa. De maneira contrastante, a feminização da floricultura na Colômbia revela os mecanismos de exploração da população mais vulnerável nos agronegócios intensivos em mão de obra.Universidade Federal de Santa MariaBrasilGeografiaUFSMPrograma de Pós-Graduação em GeografiaCentro de Ciências Naturais e ExatasFlores, Carmen Rejanehttp://lattes.cnpq.br/9604409518707631Medeiros, Rosa Maria VieiraSuzuki, Júlio CésarDavid, Cesar deCardoso, Eduardo SchiavoneGarcía, Diana María Peña2022-03-11T19:26:15Z2022-03-11T19:26:15Z2021-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://repositorio.ufsm.br/handle/1/23771ark:/26339/001300000sdz6porAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Manancial - Repositório Digital da UFSMinstname:Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)instacron:UFSM2022-03-11T19:27:42Zoai:repositorio.ufsm.br:1/23771Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://repositorio.ufsm.br/PUBhttps://repositorio.ufsm.br/oai/requestatendimento.sib@ufsm.br||tedebc@gmail.com||manancial@ufsm.bropendoar:2022-03-11T19:27:42Manancial - Repositório Digital da UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)false
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