Análise de fatores de risco, aspectos clínicos e epidemiológicos em infecção tardia por citomegalovírus após transplante renal em pacientes não expostos à profilaxia antiviral
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5697836 http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50690 |
Resumo: | Objetivo: comparar os resultados clínicos e avaliar fatores de risco para infecção tardia por Citomegalovírus (CMV) na ausência de profilaxia para CMV. Métodos: Em uma coorte de receptores de transplante renal que não receberam profilaxia específica de CMV, os pacientes com infecção por CMV que ocorreram seis meses após o transplante e foram comparados aos pacientes com infecções por CMV diagnosticadas precocemente, nos primeiros seis meses. Resultados: Um total de 556 pacientes foi incluído na análise final. Quarenta e três pacientes com infecção tardia por CMV foram comparados a 513 pacientes com infecção precoce por CMV. As infecções tardias por CMV ocorreram após uma mediana de 473 dias após o transplante e apresentaram um curso mais grave, com uma taxa de doença invasiva e perda de enxerto estatisticamente significativa. A mortalidade de trinta dias foi duas vezes maior para pacientes com infecção tardia por CMV, mas não atingiu significância estatística. Por análise multivariada, o emprego de terapia anti-linfócitos precocemente após transplante e tacrolimus como terapia imunossupressora inicial reduziu de forma significativa a ocorrência de infecções tardias por CMV. Conclusões: As infecções tardias por CMV na ausência de profilaxia específica após o transplante renal têm um desfecho mais grave quando comparadas às infecções precoces e ocorrem em pacientes menos imunossuprimidos precocemente após o transplante. |
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Análise de fatores de risco, aspectos clínicos e epidemiológicos em infecção tardia por citomegalovírus após transplante renal em pacientes não expostos à profilaxia antiviralAnalysis of risk factors, clinical and epidemiological aspects of late cytomegalovirus infection after renal transplantation in patients without antiviral prophylaxisCytomegalovirus infectionsKidney transplantationRisk factorsCitomegalovírus tardioInfecção por citomegalovírusTransplante renalFatores de riscoObjetivo: comparar os resultados clínicos e avaliar fatores de risco para infecção tardia por Citomegalovírus (CMV) na ausência de profilaxia para CMV. Métodos: Em uma coorte de receptores de transplante renal que não receberam profilaxia específica de CMV, os pacientes com infecção por CMV que ocorreram seis meses após o transplante e foram comparados aos pacientes com infecções por CMV diagnosticadas precocemente, nos primeiros seis meses. Resultados: Um total de 556 pacientes foi incluído na análise final. Quarenta e três pacientes com infecção tardia por CMV foram comparados a 513 pacientes com infecção precoce por CMV. As infecções tardias por CMV ocorreram após uma mediana de 473 dias após o transplante e apresentaram um curso mais grave, com uma taxa de doença invasiva e perda de enxerto estatisticamente significativa. A mortalidade de trinta dias foi duas vezes maior para pacientes com infecção tardia por CMV, mas não atingiu significância estatística. Por análise multivariada, o emprego de terapia anti-linfócitos precocemente após transplante e tacrolimus como terapia imunossupressora inicial reduziu de forma significativa a ocorrência de infecções tardias por CMV. Conclusões: As infecções tardias por CMV na ausência de profilaxia específica após o transplante renal têm um desfecho mais grave quando comparadas às infecções precoces e ocorrem em pacientes menos imunossuprimidos precocemente após o transplante.Objective: to compare clinical outcomes and evaluate risk factors for late CMV infection. Methods: In a cohort of kidney transplant recipients not employing CMV specific prophylaxis, patients with CMV infections occurring after the six month of transplantation were compared to patients with CMV infections diagnosed within the first six months (early infections). Results: A total of 556 patients were included in the final analysis. Forty three patients with late CMV infections were compared to 513 patients with early CMV infection. Late CMV infections occurred after a median of 473 days after transplantation and had a more severe course, with a statistically significant higher rate of invasive disease and graft loss. Thirty-day mortality was twice as high for patients with late CMV infections, but did not reach statistical significance. By multivariate analysis, employment of anti-lymphocyte therapy early after transplantation and tacrolimus as initial immunosuppressive therapy significantly reduced the occurrence of late CMV infections. Conclusions: Late CMV infections in the absence of specific prophylaxis after kidney transplantation have a more severe outcome when compared to early infections and occur in patients less immunosuppressed early after transplantation.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Camargo, Luis Fernando Aranha [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/8501165687754582http://lattes.cnpq.br/8116717273412503Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Ono, Gislaine [UNIFESP]2019-06-19T14:58:16Z2019-06-19T14:58:16Z2017-12-12info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion66 p.application/pdfhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5697836ONO, Gislaine. Análise de fatores de risco, aspectos clínicos e epidemiológicos em infecção tardia por citomegalovírus após transplante renal em pacientes não expostos à profilaxia antiviral. São Paulo, 2017. Dissertação (Mestrado em Infectologia) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2017.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50690ark:/48912/001300001f8ghporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-08-15T11:46:07Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/50690Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-15T11:46:07Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivo: comparar os resultados clínicos e avaliar fatores de risco para infecção tardia por Citomegalovírus (CMV) na ausência de profilaxia para CMV. Métodos: Em uma coorte de receptores de transplante renal que não receberam profilaxia específica de CMV, os pacientes com infecção por CMV que ocorreram seis meses após o transplante e foram comparados aos pacientes com infecções por CMV diagnosticadas precocemente, nos primeiros seis meses. Resultados: Um total de 556 pacientes foi incluído na análise final. Quarenta e três pacientes com infecção tardia por CMV foram comparados a 513 pacientes com infecção precoce por CMV. As infecções tardias por CMV ocorreram após uma mediana de 473 dias após o transplante e apresentaram um curso mais grave, com uma taxa de doença invasiva e perda de enxerto estatisticamente significativa. A mortalidade de trinta dias foi duas vezes maior para pacientes com infecção tardia por CMV, mas não atingiu significância estatística. Por análise multivariada, o emprego de terapia anti-linfócitos precocemente após transplante e tacrolimus como terapia imunossupressora inicial reduziu de forma significativa a ocorrência de infecções tardias por CMV. Conclusões: As infecções tardias por CMV na ausência de profilaxia específica após o transplante renal têm um desfecho mais grave quando comparadas às infecções precoces e ocorrem em pacientes menos imunossuprimidos precocemente após o transplante. |
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