Vias de sinalização intracelular envolvidas no efeito proliferativo de relaxina em células de Sertoli

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Nascimento, Aline Rosa [UNIFESP]
Orientador(a): Lazari, Maria de Fatima Magalhaes [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001vmkv
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10168
Resumo: Relaxina é um peptídeo relacionado à insulina que ativa o receptor acoplado a proteína G RXFP1. Apesar da relaxina desempenhar funções importantes no sistema reprodutor feminino, seu papel fisiológico no sistema reprodutor masculino é ainda incerto. Demonstramos previamente que relaxina e RXFP1 estão expressos em testículos (FILONZI et al., 2007; CARDOSO et al., 2010). Relaxina e RXFP1 estão imunolocalizados em células de Sertoli e células germinativas, sugerindo que relaxina pode ser importante para a espermatogênese. De fato, relaxina induziu a proliferação de células de Sertoli em cultura. Receptores acoplados a proteína G podem ativar a proliferação celular por diversos mecanismos: transativação de receptores tirosina quinase e/ou ativação de quinases da sinalização intracelular que culminam na ativação das vias da MAP quinase (ERK1/2) ou PI3K. O objetivo do presente estudo foi investigar as vias de sinalização que levam à resposta proliferativa de relaxina em células de Sertoli de ratos. Cultura primária de células de Sertoli foi obtida de ratos Wistar de 15 dias de idade. As células foram incubadas na ausência ou na presença de concentrações crescentes de relaxina (25200 ng/ml), por diferentes períodos (5, 10 e 30 minutos), a 35°C. Para caracterizar vias sinalizadoras que antecedem a fosforilação de ERK1/2, as células foram previamente tratadas com o inibidor de MEK1/2, U0126 (20 μM por 30 minutos; N=3); o inibidor da atividade quinase do receptor de EGF (EGFR), AG 1478 (1 μM por 15 minutos; N=4); o inibidor da família de Scr tirosina quinases, PP2 (5 nM por 30 minutos; N=4); o inibidor de metaloproteases, GM 6001 (200 nM por 30 minutos; N=4); o inibidor de PI3K, wortmannin (100 nM por 30 minutos; N=5); o inibidor de PKA, H89 (2 μM por 2 horas; N=5); o inibidor geral PKC, GF 109203X (5 μM por 30 minutos; N= 3) ou o inibidor de Gi/o, toxina pertussis (PTX, 100 ng/ml por 16 h; N=2). Fosforilação de ERK1/2 foi determinada por análises de Western Blot. Relaxina aumentou a fosforilação de ERK1/2 de modo dependente do tempo e da concentração. O pico de fosforilação de ERK1/2 ocorreu aos 5 minutos e com 50 ng/ml de relaxina (N=3). Fosforilação de ERK1/2 induzida por relaxina foi inibida pelo prétratamento com AG 1478, PP2, wortmannin, GF 109203X e toxina pertussis, mas não com H89 e GM 6001. O efeito da relaxina na proliferação celular foi determinado pela incubação das células com 50 ng/ml de relaxina, por 24 horas, e pela determinação da incorporação de [3H] timidina, na ausência ou na presença dos inibidores importantes da via ERK1/2, determinados na etapa anterior. A proliferação celular mediada por ERK1/2 foi inibida pelo inibidor de MEK1/2, U0126, confirmando o envolvimento de ERK1/2 no efeito proliferativo da relaxina em células de Sertoli e pelo inibidor de PI3K, wortmannin. Outros inibidores da via da ERK1/2, como o inibidor de PKC, GF 109203X e o inibidor da tirosina quinase do EGFR, AG 1478, não foram efetivos. Nossos resultados sugerem que relaxina estimula fosforilação de ERK1/2 e a via da PI3K, e que PI3K tem um papel central no efeito mitogênico da relaxina em células de Sertoli. Os resultados obtidos nos levam a propor o seguinte esquema de eventos para explicar o mecanismo envolvido na proliferação de células de Sertoli induzida por relaxina: RXFP1 ativado se acopla à proteína Gi, liberando as subunidades βγ que ativam a PI3K, que, por sua vez, pode fosforilar e ativar PKC, Scr e Ras. Todas essas vias podem levar à ativação de Raf/MEK/ERK; Além disso, Scr pode fosforilar o EGRF, que também contribui para ativação de ERK1/2. ERK1/2 pode regular a transcrição de genes que regulam o ciclo celular. Altenativamente, PI3K também pode diretamente estar envolvida na regulação da transcrição de genes que regulam o ciclo celular. Mais estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos na regulação do ciclo celular e na proliferação celular induzida por relaxina. Este evento certamente desempenha um papel central na espermatogênese e fertilidade masculina e relaxina emerge como um novo fator parácrino/autócrino que regula a função das células de Sertoli.
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Receptores acoplados a proteína G podem ativar a proliferação celular por diversos mecanismos: transativação de receptores tirosina quinase e/ou ativação de quinases da sinalização intracelular que culminam na ativação das vias da MAP quinase (ERK1/2) ou PI3K. O objetivo do presente estudo foi investigar as vias de sinalização que levam à resposta proliferativa de relaxina em células de Sertoli de ratos. Cultura primária de células de Sertoli foi obtida de ratos Wistar de 15 dias de idade. As células foram incubadas na ausência ou na presença de concentrações crescentes de relaxina (25200 ng/ml), por diferentes períodos (5, 10 e 30 minutos), a 35°C. Para caracterizar vias sinalizadoras que antecedem a fosforilação de ERK1/2, as células foram previamente tratadas com o inibidor de MEK1/2, U0126 (20 μM por 30 minutos; N=3); o inibidor da atividade quinase do receptor de EGF (EGFR), AG 1478 (1 μM por 15 minutos; N=4); o inibidor da família de Scr tirosina quinases, PP2 (5 nM por 30 minutos; N=4); o inibidor de metaloproteases, GM 6001 (200 nM por 30 minutos; N=4); o inibidor de PI3K, wortmannin (100 nM por 30 minutos; N=5); o inibidor de PKA, H89 (2 μM por 2 horas; N=5); o inibidor geral PKC, GF 109203X (5 μM por 30 minutos; N= 3) ou o inibidor de Gi/o, toxina pertussis (PTX, 100 ng/ml por 16 h; N=2). Fosforilação de ERK1/2 foi determinada por análises de Western Blot. Relaxina aumentou a fosforilação de ERK1/2 de modo dependente do tempo e da concentração. O pico de fosforilação de ERK1/2 ocorreu aos 5 minutos e com 50 ng/ml de relaxina (N=3). Fosforilação de ERK1/2 induzida por relaxina foi inibida pelo prétratamento com AG 1478, PP2, wortmannin, GF 109203X e toxina pertussis, mas não com H89 e GM 6001. O efeito da relaxina na proliferação celular foi determinado pela incubação das células com 50 ng/ml de relaxina, por 24 horas, e pela determinação da incorporação de [3H] timidina, na ausência ou na presença dos inibidores importantes da via ERK1/2, determinados na etapa anterior. A proliferação celular mediada por ERK1/2 foi inibida pelo inibidor de MEK1/2, U0126, confirmando o envolvimento de ERK1/2 no efeito proliferativo da relaxina em células de Sertoli e pelo inibidor de PI3K, wortmannin. Outros inibidores da via da ERK1/2, como o inibidor de PKC, GF 109203X e o inibidor da tirosina quinase do EGFR, AG 1478, não foram efetivos. Nossos resultados sugerem que relaxina estimula fosforilação de ERK1/2 e a via da PI3K, e que PI3K tem um papel central no efeito mitogênico da relaxina em células de Sertoli. Os resultados obtidos nos levam a propor o seguinte esquema de eventos para explicar o mecanismo envolvido na proliferação de células de Sertoli induzida por relaxina: RXFP1 ativado se acopla à proteína Gi, liberando as subunidades βγ que ativam a PI3K, que, por sua vez, pode fosforilar e ativar PKC, Scr e Ras. Todas essas vias podem levar à ativação de Raf/MEK/ERK; Além disso, Scr pode fosforilar o EGRF, que também contribui para ativação de ERK1/2. ERK1/2 pode regular a transcrição de genes que regulam o ciclo celular. Altenativamente, PI3K também pode diretamente estar envolvida na regulação da transcrição de genes que regulam o ciclo celular. Mais estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos na regulação do ciclo celular e na proliferação celular induzida por relaxina. Este evento certamente desempenha um papel central na espermatogênese e fertilidade masculina e relaxina emerge como um novo fator parácrino/autócrino que regula a função das células de Sertoli. Relaxin is an insulin-related peptide that activates the G-protein coupled receptor RXFP1. Although relaxin plays an important role in female reproduction its physiological role in the male reproductive system is still unclear. We have previously demonstrated that relaxin and RXFP1 are expressed in testis (FILONZI et al., 2007; CARDOSO et al., 2010). Both relaxin and RXFP1 have been immunolocalized to Sertoli and germ cells, suggesting that relaxin may be important for spermatogenesis. In fact, relaxin induced proliferation of Sertoli cells in culture. G-protein coupled receptors may activate cell proliferation by several mechanisms: transactivation of tyrosine kinase receptors and/ or activation of intracellular signaling kinases that culminates in the activation of MAP Kinase (ERK1/2) or PI3K pathway. The aim of the present study was to investigate the signaling events that lead to the proliferative response of relaxin in rat Sertoli cells. Primary culture of Sertoli cells was obtained from 15-day old Wistar rats. Cells were incubated in the absence or presence of increasing concentrations of relaxin (25-200 ng/ml), for different periods (5, 10, and 30 min), at 35°C. To characterize upstream pathways to ERK1/2 phosphorylation, cells were previously treated with the inhibitor of MEK1/2, U0126 (20 ìM for 30 minutes; N=3); the inhibitor of the kinase activity of the EGF receptor (EGFR) AG 1478 (1 ìM for 15 minutes; N=4); the inhibitor of Src family of tyrosine kinases, PP2 (5 nM for 30 minutes; N=4); the inhibitor of metalloproteases, GM 6001 (200 nM for 30 minutes; N=4); the PI3K inhibitor, wortmannin (100 nM for 30 minutes; N=5); the inhibitor of PKA, H89 (2 ìM for 2 hours; N=5); the general PKC inhibitor, GF 109203X (5 ìM for 30 minutes; N= 3) or the inhibitor of Gi/o, pertussis toxin (PTX, 100 ng/ml for 16 h; N=2). ERK1/2 phosphorylation was determined by Western Blot analysis. Relaxin increased ERK1/2 phosphorylation in a time and concentration-dependent fashion. The peak of ERK1/2 phosphorylation occurred at 5 minutes, and with 50 ng/ml of relaxin (N=3). ERK1/2 phosphorylation induced by relaxin was inhibited by pre-treatment with AG 1478, PP2, wortmannin, GF 109203X and pertussis toxin, but not with H89 and GM 6001. The effect of relaxin on Sertoli cell proliferation was determined by incubation of the cells with 50 ng/ml relaxin, for 24 hours, and by determination of the methyl [3H] thymidine incorporation, in the absence or presence of key inhibitors of the ERK1/2 pathway. Celll proliferation mediated by ERK1/2 was inhibited by the MEK1/2 inhibitor, UO126, and by the PI3K inhibitor, wortmannin. Other inhibitors of the ERK1/2 pathway such as the PKC inhibitor GF 109203X and the inhibitor of the tyrosine kinase of EGFR, AG1478, were not effective. Our results suggest that relaxin stimulates ERK1/2 phosphorylation and PI3K pathways, and that PI3K plays a central role in relaxin mitogenic effect in Sertoli cells. We propose the following sequence of events for the stimulatory role of relaxin in Sertoli cell proliferation: coupling of the stimulated RXFP1 with a Gi protein, release of âã subunits and activation of PI3K, which in turn can phosphorytale and activate PKC, Src and Ras. All these pathways can lead to Raf/MEK/ERK activation, and Src can phosphorylate EGFR, which may also contribute to ERK1/2 activation. ERK1/2 may regulate transcription of genes related to cell cycle regulation. Alternatively, PI3K may also activate transcription of genes that regulate the cell cycle. Further studies are necessary to clarify the mechanisms involved in the cell cycle regulation and cell proliferation induced by relaxin. This event certainly plays a central role in spermatogenesis and male (in)fertility and relaxin emerges as a novel paracrine/autocrine hormone that regulates Sertoli cell function.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações103 f.NASCIMENTO, Aline Rosa do. Vias de sinalização intracelular envolvidas no efeito proliferativo de relaxina em células de Sertoli. 2011. 103 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10168ark:/48912/001300001vmkvporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCélulas de SertoliTransdução de sinaisProliferaçãoSinalização intracelularRelaxinaProliferação de célulasVias de sinalização intracelular envolvidas no efeito proliferativo de relaxina em células de SertoliIntracelular signaling pathways involved in the proliferative effect of relaxin in rat Sertoli cellsinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Farmacologia - EPMORIGINALDissertação_Aline Rosa do Nascimento.pdfapplication/pdf865380https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/f03ce722-4164-4fcf-9335-780602718719/download6544eea4f618e70e38336068fa4f7418MD54TEXTTese-12574.pdf.txtTese-12574.pdf.txtExtracted texttext/plain102804https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/320de7f6-6683-4364-9926-13b2e9aa71e3/downloaddb01781cbc3448e80d3eb22194909536MD52THUMBNAILTese-12574.pdf.jpgTese-12574.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2719https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d0a8b7b1-3c07-4f42-b852-2999ea7c05f5/download1d92b680856ec2c9bd5b26615d0b29d7MD5311600/101682025-08-20 09:51:27.391oai:repositorio.unifesp.br:11600/10168https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-08-20T09:51:27Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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